
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
O número de pessoas que morreram devido às chuvas fortes na Zona da Mata, em Minas Gerais, aumentou para 49 entre segunda-feira (23) e terça-feira (24).
Duas novas mortes foram confirmadas em Juiz de Fora, a cidade mais afetada pelas enchentes, onde ainda há 16 pessoas desaparecidas, conforme informou o Corpo de Bombeiros. No total, o município registra 43 óbitos.
Seis outras vidas se perderam em Ubá, que mantém duas pessoas desaparecidas. Essas cidades ficam a cerca de 130 quilômetros uma da outra e as buscas continuam.
Juiz de Fora foi declarada em estado de calamidade pública desde a madrugada de terça-feira.
A administração municipal declarou nesta quinta-feira que o transporte público está funcionando com capacidade reduzida devido a ruas bloqueadas e atendimento limitado em vários bairros.
De acordo com a prefeitura, “novas áreas obstruídas dificultam o funcionamento de várias linhas de ônibus”.
Desde o início das chuvas na segunda-feira, a Defesa Civil de Juiz de Fora já registrou 1.257 solicitações de ajuda.
O Corpo de Bombeiros atua em três frentes de trabalho na região, com seis equipes em Juiz de Fora e duas em Ubá.
Até o momento, 238 pessoas foram resgatadas com vida pelas equipes de socorro.
A Defesa Civil de Minas Gerais fez um apelo na noite de quarta-feira para que moradores evitem retornar às áreas em risco.
O coronel Paulo Rezende, chefe da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, alertou que a região deve continuar recebendo chuvas intensas e voltou a registrar temporais.
Essas condições meteorológicas permanecem sobre grande parte do Brasil, especialmente na região Sudeste, incluindo a Zona da Mata mineira, o litoral e leste do estado de São Paulo, assim como os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Paulo Rezende reforçou: “É importante que as pessoas não voltem para locais que estejam em risco”.
Moradores de Juiz de Fora receberam alertas da Defesa Civil sobre os riscos, mas relataram à imprensa que nunca foram treinados em procedimentos de emergência. A cidade é a quarta no Brasil com maior número de alertas emitidos pela Defesa Civil em 2026, totalizando 35 ocorrências, e tem a maior população vivendo em áreas de risco, com 128 mil pessoas.
