Francisco Lima Neto
Folhapress
Um jovem motoboy morreu após ser baleado na cabeça durante uma perseguição policial no domingo, dia 7, em São Paulo. A confusão começou em São Caetano do Sul e terminou na zona leste da capital paulista.
A Guarda Civil Municipal (GCM), especialmente a equipe Rotam, percebeu que a moto tinha suspeitas de irregularidade na placa, que estava dobrada para dificultar a leitura. Os agentes tentaram parar a moto com sinais luminosos e sonoros, mas o motorista não obedeceu e fugiu sentido São Paulo.
Na moto estavam João Carlos Piere da Silva, de 30 anos, conduzindo, e Emerson dos Santos da Silva, de 22, na garupa.
A perseguição terminou na rua Capitão Pacheco e Chaves, na Mooca. Segundo a Secretaria de Segurança de São Caetano do Sul, Emerson teria sacado uma arma e apontado para os agentes, que revidaram com tiros. Emerson foi atingido na cabeça e João Carlos também foi baleado.
Ambos foram levados ao Hospital Ipiranga, mas Emerson não resistiu aos ferimentos.
Imagens revelaram que um homem colocou uma arma próxima ao corpo de João Carlos, enquanto ele estava imobilizado no chão. A Secretaria de Segurança afirmou que a arma era de um agente e caiu durante a perseguição, negando que fosse para incriminar os feridos.
A família de Emerson refuta que ele estivesse armado. Eles disseram que os dois tinham ido a uma feira em São Caetano do Sul e que a moto usada era de leilão, conduzida sem habilitação. A tia de Emerson, Viviane Alves dos Santos, afirmou que ele nunca teve arma e pede justiça para esclarecer os fatos.
A namorada de Emerson está grávida de oito meses, e a família lamenta a perda e seu futuro que não poderá conhecer a filha.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) do estado ordenou perícia no local e apreensão das armas dos policiais envolvidos. O caso está registrado no 42º Distrito Policial como morte por intervenção policial e outros crimes relacionados.
