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Moradores de Taguatinga, Ceilândia e Samambaia sofrem com a insegurança

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De acordo com eles, autores de pequenos roubos são presos, mas soltos em seguida. Isso mantém uma sequência de crimes preocupantes

Silvana Rosa com a filha: “Aqui a gente tem que olhar sempre para os lados, porque é perigoso”. (foto: Vinicius Cardoso Vieira/Esp. CB/D.A Press)

 

A bolsa sempre junto ao corpo. O celular escondido na roupa. O dinheiro da passagem reservado na mão para evitar abrir a carteira em público. Andar à luz do dia pelas ruas do Distrito Federal tem obrigado a população a ficar sempre alerta contra a ação de bandidos. Para não ser alvo de ladrões, pedestres estão mais prevenidos. Deixam de circular com pertences à mostra e, sempre que podem, preferem sacolas plásticas e bolsas pequenas que disfarçam o que está guardado. Nos centros de Ceilândia, Taguatinga e Samambaia, a sensação de insegurança impõe medo a moradores e comerciantes.

Em 28 de janeiro, um idoso de 70 anos morreu após ter o celular roubado no centro de Taguatinga, às 5h. O crime aconteceu quando Sebastião Luiz de Oliveira saía para trabalhar. Ele levou um golpe conhecido como voadora (um salto seguido de um chute nas costas) e morreu sem a chance de ser socorrido. Os suspeitos são um homem de 21 anos e uma mulher de 31, usuários de crack e conhecidos na localidade.
Na região onde o idoso agonizou no asfalto, pontos de tráfico de droga e prostituição intimidam os moradores. Quando escurece, quem mora na área próxima evita circular a pé. Izabel Domingues, 66 anos, tem um apartamento em frente à 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Centro). Ela só sai de casa após as 19h se tiver alguém para buscá-la e deixá-la na porta do edifício. “Eu me programo para fazer tudo quando ainda está de dia. Só saio com essas sacolas simples, tipo ecobags, para não chamar atenção, nem me produzo muito. Evito andar com dinheiro, só saio com cartão, e o celular escondido na roupa”, detalha a costureira. Ela mora com o filho de 36 anos que sofre de esquizofrenia.
Por ser mulher, a professora Gabriela da Silva Azevedo, 34, conta que se sente mais vulnerável. Ela mora no Jardins Mangueiral, trabalha no Paranoá, mas visita a mãe, em Taguatinga. Gabriela depende do transporte público desde que o carro foi furtado em um estacionamento no início da Asa Norte, há um ano e meio. Toda a semana desembarca em Taguatinga, próximo à Praça do Relógio. “Estar junto de outras pessoas é mais seguro. Mas, para evitar ser alvo de uma situação constrangedora ou de uma abordagem, sempre guardo o celular ou deixo a mochila na parte da frente do corpo”, explica.
Apesar de as estatísticas gerais indicarem uma queda da criminalidade do Distrito Federal, o porta-voz da Polícia Militar, major Michello Bueno, explica que os centros das cidades atraem dois tipos de criminosos: os usuários de droga, que cometem assaltos e pequenos furtos para manter o vício, e os estelionatários, que enganam as pessoas para levar vantagem (leia Palavra do especialista). “Eles são profissionais e aplicam golpes em busca do lucro. A grande circulação de pessoas acaba atraindo esse público para cometimento de crimes”, esclarece.
Por essa razão, o policial militar recomenda não expor objetos de valor e andar com a bolsa ou a mochila sempre à frente. “Principalmente os criminosos que cometem pequenos roubos e furtos são constantemente presos, mas a lei os coloca em liberdade, o que gera o sentimento de impunidade para esse pessoal e eles ficam cada vez mais ousados”, reforça.
Na visão do promotor de vendas Sócrates Cortes, 38 anos, durante o dia, o movimento de pessoas e o fluxo do comércio em Taguatinga inibe um pouco a ação dos criminosos. “Mas, quando escurece, o movimento cai e fica perigoso. De madrugada a presença de usuários de droga é maior e, no dia seguinte, a gente fica sabendo do que aconteceu à noite”, ressalta.

Ceilândia

Na região vizinha, em Ceilândia, cidade mais populosa do Distrito Federal — com mais de 500 mil habitantes —, houve 6.389 assaltos a pedestres em 2018. Uma média de 532 casos por mês. As forças de segurança pública ainda registraram 568 furtos em todo o ano passado: aumento de 29,97% das ocorrências se comparado a 2017, quando houve 437 registros (veja quadro).
Joice Carla Mota Pinheiro, 31 anos, é vendedora de uma loja de calçados no centro de Ceilândia. Ela conta que semanalmente presencia furtos de celulares, bolsas e até de sapatos expostos em frente ao estabelecimento em que trabalha. “Eles pegam e saem correndo. Quando alguém grita, algumas pessoas vão atrás e tentam tomar de volta. Mas, às vezes, os assaltantes se infiltram no meio da multidão e ninguém consegue mais achar”, explica.

Moradora da cidade há 12 anos, ela se previne para evitar ser vítima. Na hora de sair, prefere não usar bolsa e também anda sempre com sacolas pequenas que não chamam atenção. “A facilidade faz com que eles assaltem mesmo. É um meio de sobrevivência desse pessoal e causa insegurança na gente. Por isso sempre ando com celular dentro da sacola e com o pouco dinheiro que posso. Aqui a gente tem que tomar cuidado”, alerta.
Há um ano A.J.S, 16, foi assaltada duas vezes quando ia para a escola. Em ambas, o assaltante, de bicicleta, levou-lhe o celular. Desde então, a aluna do 2ºano do ensino médio tem medo de ir ao colégio sozinha. “Em uma delas, o rapaz estava com uma faca. Não ando mais com o celular”, lamenta. A mãe, Silvana Rosa de Jesus, 37, conta que o marido teve de conciliar o horário de trabalho para acompanhar a filha. “Ela ficou traumatizada. Aqui a gente tem que andar com pouco dinheiro, a bolsa próxima ao corpo e olhando sempre para os lados, porque é perigoso”, destaca.

Samambaia

Em Samambaia, são constantes os relatos de furtos e roubos. Keliane Costa Araújo, 22 anos, teve o celular levado por um assaltante há um mês. Ela chegava a casa em uma quadra do centro da cidade, por volta de 14h30, quando um homem se aproximou a pé e mostrou uma arma. “Ele levou meu celular e minha mochila com tudo dentro, roupa e dinheiro. Se vacilar, aqui as pessoas roubam mesmo. Tem que andar atenta o tempo todo. Os usuários de droga e os moradores de rua também intimidam muito”, conta.
Em uma semana, Maria de Fátima Souza Silva, 27, foi assaltada duas vezes. Em uma delas, um homem armado com uma faca levou o celular. Na outra, ela esperava o ônibus na parada, quando um carro com quatro suspeitos se aproximou. Eles levaram a bolsa da estudante com documentos e dinheiro. “Só ando com bolsa pequena e olhando para os lados o tempo todo”, explica. A mãe dela, Rosana Souza, 54 anos, esconde os pertences na roupa. “O desemprego e a falta de educação influenciam na insegurança. Hoje andamos com medo, assustadas”, lamenta.
Para a família de Lígia Ferreira Franco, 55, e Antônio Francisco de Oliveira Sobrinho, 57, policiamento tem, mas a impunidade faz com que a sensação de insegurança aumente. “O bandido sai primeiro da delegacia do que o próprio policial. Até que a gente vê viaturas por aqui, mas a equipe prende e a lei solta logo em seguida. Eles (criminosos) são debochados”, conta o autônomo.
Na manhã da última quinta-feira, o casal tinha ido ao centro com a filha Ana Julia Franco de Oliveira, 12, e a sobrinha Bruna Nielson, 11. Ao andar pelas ruas, Lígia segurava firme a bolsa enquanto contava com a ajuda do marido para atravessar a pista com as adolescentes. “Aqui é caminhando com um olho no padre e outro na missa”, reforça a servidora pública.
Em nota, a Polícia Militar ressaltou que faz rondas em Ceilândia, Taguatinga e Samambaia e detalhou que os batalhões das duas primeiras cidades estão entre os três primeiros em número de prisões e apreensões, seguido do de Planaltina. “Ambos (os de Ceilândia e Taguatinga) somam mais de 4 mil pessoas detidas apenas em 2018”, informou. Mas, segundo a corporação, “a política de soltura de presos e leis benéficas têm sido grandes desafios enfrentados pela polícia do DF.”

Palavra do especialista

Nas áreas centrais das cidades, onde há pessoas fazendo diversas transações comerciais, a criminalidade tem um alvo que possui dinheiro ou que possui bens e serviços. Portanto, as pessoas têm adotado um comportamento defensivo que traduz o chamado medo do crime. Esse receio produz mudanças comportamentais, psicossomáticas e alterações no comportamento do coletivo.
As pessoas estão ficando mais conscientes de que as coisas de valor não devem estar expostas e tem ocorrido uma tomada de consciência da população em tempo de criminalidade e violência. Quando as mulheres se protegem com a bolsa, por exemplo, é devido a consciência do roubo e do furto.
E a população de rua dos grandes centros tem um forte componente de dependentes químicos. Eles veem no indivíduo comum aquele que possui alguma coisa que pode suprir a sua necessidade extrema do crack. Essa é a ideia do desespero e, portanto, a população de rua migra para onde existem pessoas que possam suprir essa ideia de compulsão obsessiva da droga.
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George Felipe Dantas, consultor em segurança pública

Inclusão social

De acordo com o relatório das Nações Unidas, a insegurança é um obstáculo ao desenvolvimento econômico e social. O estudo diz que não bastam medidas de controle da criminalidade. Para uma redução duradoura da insegurança, o Relatório de Desenvolvimento Humano Regional (RDH) 2013-2014 recomenda políticas públicas que melhorem a qualidade de vida da população, com prevenção do crime e da violência por meio de um crescimento econômico inclusivo e instituições de segurança e de justiça eficazes.

Balanço

Estatística de violência nas três cidades em 2018 se comparado a 2017
Natureza criminal Ceilândia (2018 | 2017) Taguatinga (2018 | 2017) Samambaia (2018 | 2017)
Roubo a pedestre 6.389 | 6.409 3.169 | 3.651 3.295 | 4.510
Furto a pedestre 568 | 437 479 | 518 114 | 128
Roubo a comércio 324 | 380 160 | 175 181 | 195
Furto em veículo 965 | 1.081 1.059 | 1.339 399 | 467
Roubo de veículo 715 | 832 591 | 642 495 | 643
Homicídio 85 | 81 23 | 21 32 | 50
Latrocínio 8 | 5 1 | 3 2| 3
Tráfico de drogas 436 | 384 296 | 222 195 | 181
Fonte: Secretaria de Segurança Pública
Fonte: Correio Braziliense

 

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Motociclista morre em acidente na Epia Sul na manhã desta segunda

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Leonardo Teófilo, 28 anos, foi atendido pelo CBMDF, mas não resistiu. O acidente aconteceu na altura da quadra 8, no Park Way

(crédito: Divulgação/CBMDF)

Na manhã desta segunda-feira (20/9), um motociclista, 28 anos, morreu após acidente na altura da quadra 8, do Park Way, na Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia Sul). A vítima, identificada pelo Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF) como Leonardo Teófilo, conduzia uma Yamaha Fazer 150, preta. Ele chegou a ser socorrido pelos bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com as informações do Corpo de Bombeiros, o socorro ocorreu por volta das 6h20, mas quando os militares chegaram ao local do acidente, o motociclista não apresentava sinais vitais e teve o óbito confirmado. Oito militares em duas viaturas atuaram no socorro.

Durante o atendimento, a via teve uma das faixas interditadas e permaneceu aos cuidados da Polícia Militar do DF (PMDF).

O local foi periciado pela Polícia Civil e a ocorrência foi registrada na 11ª DP. Ainda não há informações sobre a dinâmica do acidente.

Aguarde mais atualizações.

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Funcionário do Hospital de Campanha do Gama é preso por furto de morfina

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Integrantes da equipe da unidade de saúde informaram caso à Polícia Militar, e um dos denunciantes mostrou filmagens que comprovaram o delito. O suspeito, que trabalhava no hospital de campanha, confessou o crime à PM

Imagens registradas pelas câmeras de segurança do local atestaram o furto – (crédito: PMDF/Divulgação)

Um homem foi preso nesta quinta-feira (16/9), acusado de furtar diversas ampolas de morfina do Hospital de Campanha do Gama. As informações sobre a ação chegou à Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) por parte da equipe da unidade de saúde. No local, um dos denunciantes mostrou filmagens que comprovaram o delito, cometido por um dos funcionários.

Em contato com os militares, o suspeito confessou o crime. Ele disse que, ao perceber a presença da PMDF, descartou as ampolas do medicamento no vaso sanitário. Porém, com auxílio dos funcionários do hospital, foi possível recuperar os insumos. O homem e o material furtado foram levados à delegacia, para registro de ocorrência.

Em 8 de abril, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu um casal que aplicava golpes em farmácias para obter comprimidos de tarja preta, como a morfina. A 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho 2) chegou à dupla após um acidente de trânsito com vítima, na DF-420, via próxima à região.

 

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Três pessoas são socorridas após ataque de abelhas na 309 Sul

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Entre as três vítimas atendidas pelo Corpo de Bombeiros, um jovem de 27 anos levou cerca de 30 ferroadas. Devido a uma reação alérgica, ele precisou ser hospitalizado

Bombeiros atenderam ocorrência nesta quinta-feira (16/9), entre os blocos E e G da quadra – (crédito: CBMDF/Divulgação)

Três pessoas precisaram de socorro após serem picadas por um enxame de abelhas, nesta quinta-feira (16/9), na 309 Sul. As vítimas estavam entre os blocos E e G quando sofreram o ataque. Ao chegarem, as equipes do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) encontraram favos de mel no asfalto e outros pedaços caídos perto da árvore onde estava a colmeia. No local, havia uma grande quantidade de abelhas.

Uma das vítimas é um jovem identificado apenas como Lucas, 27 anos. Ele recebeu, aproximadamente, 30 ferroadas dos insetos e, devido a uma reação alérgica, precisou ser hospitalizado. No entanto, no momento do atendimento, ele estava consciente, orientado e estável.

Seis dos 13 militares que atuaram na ocorrência também foram picados, mas nenhum precisou de socorros. O CBMDF informou não ser possível conseguir informações sobre o que causou a queda dos favos de mel nem o que pode ter atiçado as abelhas.

Ataque a cachorros

Em 13 de abril, um enxame de abelhas atacou vários de cães, em São Sebastião. Dois animais não resistiram às picadas e morreram antes de serem socorridos. Eles estavam em um abrigo para animais e outros três cães do local precisaram de internação, devido a complicações por causa das ferroadas. Outros dois pets de uma casa vizinha também se feriram.

A responsável pelo abrigo não estava no local na hora do ataque. Na manhã seguinte, ela foi alertada pela vizinha do que havia acontecido. Ao chegar ao endereço, ela encontrou os animais desmaiados e várias abelhas mortas pelo chão. Um dos cachorros ficou com sequelas neurológicas. Depois, constatou-se que se tratava de um enxame migratório.

Dois meses antes, um caso parecido aconteceu na Asa Norte. Na tarde de 2 de fevereiro, o Corpo de Bombeiros foi chamado ao Bloco K da Quadra 716 para socorrer um grupo de moradores e animais picados por abelhas.

Os insetos estavam alojados na cobertura do edifício, entre o telhado e uma manta de isolamento. Testemunhas afirmaram aos bombeiros que a reforma em um dos apartamentos não invadido pelas abelhas teria provocado agitação entre elas, o que, possivelmente, motivou o ataque. As abelhas invadiram três apartamentos do terceiro andar do prédio, que foram isolados pelos bombeiros.

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Incêndio atinge área de cachoeira, ponto turístico de Pirenópolis (GO)

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As chamas começaram no domingo (12/9) e foram controladas nessa terça-feira (14/9) pelo Corpo de Bombeiros. Não se sabe o que provocou o incêndio nem o tamanho da área devastada

Bombeiros de Goiás avaliam o dano provocado – (crédito: CBMGO/Divulgação)

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) atendeu a ocorrência de um incêndio próximo a cachoeira Rota dos Dragões em Pirenópolis. O fogo, que não se sabe ainda a origem, começou no domingo (12/9), mas foi controlado nessa terça-feira (14/9). Segundo a CBMGO, não foi preciso fazer bloqueio aos pontos turísticos da região.

Em nota, as Cachoeiras dos Dragões informou que o local está fechado para visitantes devido às queimadas provocadas na região e afirmou que os animais e a vegetação sofreram muito com o incêndio. “As chamas causaram prejuízos ao meio ambiente, o que é muito triste, porque é uma área muito rica em fauna e flora, mas não atingiu as estruturas construídas”, destacou o texto.

O fogo foi controlado com a ajuda de donos das casas da região. Não se sabe qual o total da área devastada. De acordo com a CBMGO, a maioria dos incêndios são causados por fogueiras ou são criminosos, causados por proprietários de áreas rurais. “Os donos costumam colocar fogo na vegetação para transformar a área em pastagem”, explicou.

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Criança vítima de afogamento no Paranoá é reanimada pelos Bombeiros

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Uma criança de 3 anos foi salva pelos bombeiros após se afogar e ter uma parada cardiorrespiratória na tarde desta terça-feira (14/9)

(crédito: CBMDF/Divulgação)

Uma criança de 3 anos precisou ser reanimada, nesta terça-feira (14/9), pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) após se afogar em piscina e ter uma parada cardiorespiratória.

Segundo relatos dos familiares, o menino chegou a ficar entre 3 a 5 minutos submerso na piscina da família.

Ao chegar no local, os bombeiros imediatamente começaram o protocolo de reanimação cardiopulmonar. A criança, após os primeiros atendimentos, reagiu depois de cerca de cinco minutos e foi levada por uma viatura de resgate do CBMDF ao Hospital Regional do Paranoá.

O caso ocorreu no Condomínio Entre Lagos, do Paranoá. O CBMDF atendeu a ocorrência às 16h02 desta terça-feira (14/9), com uma viatura e três militares.

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Homem estupra filha de 7 anos quando ela dormia e diz que confundiu com mulher

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Ele alega que estava sob efeito de álcool e cocaína quando praticou o ato

(crédito: reprodução )

Um homem de 38 anos foi preso nesse sábado (11/9) suspeito de estuprar a própria filha, de 7 anos, no Bairro Paulo VI, Região Nordeste de Belo Horizonte.

Segundo a Polícia Militar, o crime foi denunciado pela mãe. Ela contou aos policiais que, na sexta-feira (10/9), deixou a vítima junto com a irmã mais velha na casa do pai, onde elas passariam o fim de semana.

No sábado de manhã, a mulher foi surpreendida com uma ligação da filha mais velha, que chorava muito e pedia para que a mãe fosse buscá-las. Questionada sobre o que havia acontecido, a menina disse que a irmã havia lhe contado que o pai abusou dela.

Segundo os relatos da criança, o suspeito tirou o short dela e cometeu o crime sexual.

A mulher então acionou a PM. Confrontado com os fatos relatados pelas meninas, o pai, a princípio, negou o crime. Depois, admitiu ter praticado os atos libidinosos sob efeito de álcool e cocaína.

O homem alegou que, entorpecido, confundiu a filha de 7 anos com uma mulher com quem havia saído na noite de sexta (10/9). Em dado momento, porém, ele diz ter recobrado a consciência e voltado a dormir.

O pai foi encaminhado à Delegacia de Plantão Especializada em Atendimento à Mulher, Criança, Adolescente e Vítimas de Intolerâncias (DEMID), no Centro da capital, e deve responder por estupro de vulnerável.

Estupro de vulnerável

O art. 217A do Código Penal define o crime de estupro de vulnerável: “ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos”, ainda que a vítima afirme que houve consentimento. Conforme a legislação, nessa faixa etária, o adolescente ainda não tem a maturidade necessária para consentir.

O texto contempla vítimas maiores de 14 anos que, “por enfermidade ou deficiência mental, não têm o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não podem oferecer resistência”. Pessoas que estão dormindo ou alcoolizadas também estão incluídas neste grupo.

A pena para o crime varia de 8 a 15 anos de reclusão.

 

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