Monique Medeiros, acusada de não proteger o filho Henry Borel, foi demitida pela prefeitura do Rio de Janeiro do cargo de professora. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município nesta quarta-feira (25).
Monique foi liberada da prisão na segunda-feira (23), após decisão da juíza Elizabeth Machado Louro, do 2º Tribunal do Júri. A juíza atendeu ao pedido da defesa para o relaxamento da prisão devido ao adiamento do julgamento, que poderia causar excesso de prazo.
O julgamento de Monique e de Jairo dos Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, padrasto de Henry, estava marcado para o dia 23, mas foi adiado para 25 de maio. A defesa de Jairinho pediu adiamento por falta de acesso às provas. Após a juíza negar o pedido, os advogados de defesa saíram do julgamento, resultando no adiamento.
Henry Borel, de apenas 4 anos, morreu em 8 de março de 2021, no apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca, zona sul do Rio. Inicialmente, a causa da morte foi informada como acidente doméstico. Porém, o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) mostrou 23 ferimentos causados por violência, incluindo lesão no fígado e hemorragia interna.
As investigações da Polícia Civil indicaram que Henry sofria maus-tratos constantes pelo padrasto, com o conhecimento da mãe. Os dois foram presos em abril de 2021 e denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Enquanto Jairinho responde por homicídio qualificado, Monique é acusada de homicídio por omissão de socorro.
Segundo a denúncia, no dia do crime, Jairo dos Santos Júnior causou os ferimentos que levaram à morte do menino e Monique, como responsável legal, não agiu para protegê-lo, contribuindo para o homicídio. O MPRJ também relata que, em três ocasiões em fevereiro de 2021, Jairinho submeteu Henry a sofrimento físico e psicológico com violência.

