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domingo, 11/01/2026

Minnesota inicia investigação independente sobre morte de mulher pelo ICE

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Minnesota decidiu iniciar uma investigação própria após o FBI ter excluído autoridades locais das apurações da morte de Renee Nicole Good, morta por um agente do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos).

A procuradora do Condado de Hennepin, Mary Moriarty, e o procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, anunciaram que vão revisar o caso independentemente. Moriarty afirmou que a decisão não reflete desconfiança na investigação do FBI, mas sim preocupação com a possibilidade de que evidências recolhidas apenas em âmbito federal não sejam compartilhadas com o escritório estadual para avaliação.

Moriarty destacou que, apesar das complexidades legais quando um agente federal está envolvido, a lei estabelece a jurisdição do estado para atuar no caso. Contudo, a tomada de decisões depende da apresentação das provas ao seu escritório.

O episódio ganhou ainda maior repercussão após o presidente Donald Trump declarar que, normalmente, o FBI compartilharia as informações, mas que não o fez devido a corrupção, segundo reportagem do The Washington Post.

O FBI bloqueou o acesso das autoridades estaduais ao processo, incluindo as evidências da cena do crime e depoimentos de testemunhas. A restrição surpreendeu, especialmente porque o estado colaborou com o governo federal na investigação da morte de George Floyd, ocorrida em 2020 em Minneapolis.

Contexto da morte

Renee Nicole Good faleceu na última quarta-feira em Minneapolis. Ela dirigia um veículo quando foi abordada por agentes do ICE, que tentavam abrir a porta do carro. O veículo se moveu, foram disparados tiros, o automóvel colidiu contra um poste, e Good, de 37 anos, foi morta com um tiro na cabeça.

Segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS), a morte ocorreu durante uma tentativa de atropelamento dos agentes, que responderam em legítima defesa. Renee era poeta, escritora, guitarrista e mãe, e vivia com sua companheira em Minneapolis.

Alguns líderes locais afirmam que Renee Good estava no local como observadora legal, uma voluntária que monitora ações policiais para evitar abusos, embora sua mãe tenha declarado que ela não era ativista e não fazia parte de grupos.

Mais de mil protestos contra o ICE foram organizados pelo país após o ocorrido.

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