André Fufuca, ministro do Esporte, fez um panorama da sua gestão, agradecendo a colaboração com o Congresso Nacional durante os dois anos e sete meses à frente do ministério. Ele participou de uma audiência na Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (18), pouco antes de retomar seu mandato como deputado federal (PP-MA).
Fufuca afirmou que deixa o ministério com programas reativados e obras finalizadas. Durante sua gestão, foram retomados projetos e recuperadas estruturas esportivas que estavam paralisadas.
Ele ressaltou que a boa relação com o Congresso foi essencial para alcançar esses resultados, mencionando a sanção de 19 leis relacionadas ao esporte e o aumento do orçamento, que passou de R$ 600 milhões em 2023 para R$ 2,4 bilhões previstos para 2026.
Um dos principais avanços citados foi a Lei de Incentivo ao Esporte, que assegura financiamento contínuo para diversos projetos na área. Conforme explicou, mais de 10 mil núcleos esportivos são sustentados por essa lei, beneficiando diariamente mais de 3 milhões de pessoas. Essa legislação é considerada o principal mecanismo de financiamento do esporte educacional no país.
Além disso, Fufuca agradeceu a aprovação da proposta que cria a Universidade Federal do Esporte (PL 6133/25), atualmente em análise no Senado, que pretende atuar em ciência, formação e políticas públicas no setor esportivo.
O ministro também solicitou apoio para iniciativas que viabilizem a Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil, como a medida provisória (MP 1335/26) e projetos de lei que estão sendo avaliados na Câmara dos Deputados.
Saulo Pedroso, presidente da Comissão do Esporte e deputado (PSD-SP), elogiou a gestão destacando a entrega de obras e a eficiência administrativa. Parlamentares da oposição também reconheceram os avanços, com o deputado Luiz Lima (Novo-RJ) apontando aspectos positivos na administração.
No seu balanço, o ministro mencionou os recursos aplicados pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), com R$ 850 milhões investidos em cerca de 500 municípios, especialmente na construção de arenas em regiões com maior vulnerabilidade social.
Outro programa importante citado foi o Bolsa Atleta, que apoia mais de 10 mil esportistas em 2025, contando com um orçamento de R$ 177 milhões neste ano. De acordo com Fufuca, todos os brasileiros medalhistas olímpicos e paralímpicos em Paris 2024 foram beneficiários desse programa.
Marco Antônio La Porta, presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), lamentou a saída do ministro e enalteceu a boa comunicação mantida com o governo.
Além disso, foi destacado o programa TEAtivo, que proporciona inclusão esportiva para mais de 4 mil pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) em 19 núcleos espalhados pelo país, promovendo o acesso ao esporte e contribuindo para a socialização e desenvolvimento desses participantes.
