Em uma reunião realizada no Rio de Janeiro na última segunda-feira (9), Tomé Franca, secretário executivo do Ministério de Portos e Aeroportos, destacou os avanços importantes nos setores de portos, aeroportos e navegação, mostrando como o Brasil está se tornando um ponto chave na logística mundial. O encontro foi parte do evento “Superciclo de Investimentos em Infraestrutura”, promovido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O foco do debate foi sobre os desafios e oportunidades para continuar aumentando os investimentos em infraestrutura no Brasil. Participaram do evento o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o ministro das Cidades, Jader Filho, e o secretário executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro.
Em 2025, o Brasil movimentou 1,35 bilhão de toneladas nos portos e teve um aumento de 30 milhões de passageiros em aeroportos, comparado ao começo de 2022. Tomé Franca explicou que esses números mostram como o país está vivendo um momento forte de investimentos em infraestrutura, que traz crescimento econômico, integração entre regiões, mais empregos e renda, além de melhorar os serviços para a população.
Para manter esse crescimento, ele destacou a importância de quatro pontos: segurança jurídica, planejamento a longo prazo, financiamento inteligente e variado, e melhorar a eficiência com inovação constante. Como exemplo das ações do ministério, citou que este ano devem ocorrer 40 leilões de aeroportos e portos, a primeira concessão fluviária do Brasil e a implantação de biometria para embarque em aeroportos, que melhora o processo, reduz filas e aumenta a segurança.
Aloizio Mercadante ressaltou a relevância dos portos e aeroportos para a economia, comentando os novos investimentos, como no Aeroporto de Congonhas, e melhorias tecnológicas para os navios, lembrando que quase todo o comércio mundial depende do transporte marítimo.
Tomé Franca também afirmou que os investimentos em infraestrutura precisam estar alinhados com políticas de sustentabilidade, cuidando de questões ambientais, sociais e de governança, que são desafios para continuarmos avançando.
Para finalizar, o secretário executivo reforçou que infraestrutura não se trata apenas de construir obras, mas sim de promover desenvolvimento, integração e criar oportunidades para milhões de brasileiros. Essa visão está alinhada com o objetivo do ministério de transformar os investimentos em benefícios reais e fazer do setor de portos e aeroportos um dos principais responsáveis pelo crescimento econômico do país.
