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Saúde

Ministério da Mulher quer reverter veto do termo ‘violência obstétrica’

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O Ministério da Saúde considerou o termo impróprio, abolindo-o dos documentos oficiais. Agora, o Ministério da Mulher está pedindo que isso seja revisto.

(Prakasit Kitilapo/EyeEm/Getty Images)

Em comunicado divulgado no início de maio, o Ministério da Saúde determinou que os documentos oficiais do governo não deveriam mais utilizar o termo. “violência obstétrica”. Para o governo, o termo não agregaria qualquer valor e seria prejudicial para o exercício das funções dos profissionais da área. No entanto, na manhã desta segunda-feira (3), conforme foi divulgado no Diário Oficial da União, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos pediu que a decisão fosse revista.

A recomendação foi assinada pelo presidente da pasta do Conselho Nacional dos Direitos Humanos, Leonardo Penafiel Filho, que considera o despacho SEI/MS – 9087621 “um retrocesso nas políticas públicas de saúde da mulher e saúde materna”.

Além de citar o reconhecimento do termo “violência obstétrica” pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no ano de 2014, o novo documento apresentou, como justificativa do pedido, dados de violência sofridos por gestantes nas mãos de obstetras.

Segundo aponta o estudo citado, Nascer do Brasil, “cerca de 40% das mulheres receberam ocitocina e realizaram amniotomia (ruptura da membrana que envolve o feto) para aceleração do parto e 30% receberam analgesia raqui/peridural. Em relação às intervenções realizadas durante o parto, a posição de litotomia (deitada com a face para cima e de joelhos flexionados) foi utilizada em 92% dos casos; a manobra de Kristeller (aplicação de pressão na parte superior do útero) teve uma ocorrência de 37% e a episiotomia (corte na região do períneo) ocorreu em 56% dos partos“.

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Saúde

Combinação de inverno e ar poluído é perigosa para o coração, diz estudo

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Investigação europeia mostra que mais pessoas tratam infartos nos meses frios, especialmente em regiões com altos índices de poluentes no ar

Especialmente no frio, a poluição pode comprometer a saúde cardíaca. (Ilustração: Augusto Zambonato/SAÚDE é Vital

A piora na poluição do ar de uma cidade pode levar a uma taxa maior de colocação de stents para desobstruir artérias, um tratamento comum do infarto. E isso acontece especialmente durante o inverno, de acordo com um novo estudo apresentado recentemente no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia.

A pesquisa envolveu cerca de 15 mil poloneses submetidos a esse procedimento com o intuito de tratar um ataque cardíaco ou uma angina instável (uma forte e perigosa dor no peito associada ao entupimento). Dez mil deles viviam em áreas com ar sujo, enquanto o restante morava em cidades não poluídas.

As datas dos procedimentos foram comparadas com informações sobre a qualidade do ar. Ela foi medida semanalmente a partir da concentração de partículas com diâmetro menor que 10 micrômetros (PM10), um tipo de poluente emitido por indústrias siderúrgicas, queimadas e automóveis.
Nas cidades poluídas, a concentração média anual de PM10 foi de 50,95 µg/m3, contra 26,62 µg/m3 nas consideradas não poluídas. Em ambos os cenários, altas momentâneas de PM10 suspenso coincidiram com maior número de tratamentos para um potencial infarto.

Entretanto, houve diferenças entre os dois grupos. Nos habitantes de locais normalmente poluídos, cada elevação extra de 1 µg/m3 de PM10 causou aumento de 0,18 caso de colocação de stent por semana. Já no pessoal que vivia em ambientes mais limpos, o mesmo acréscimo de sujeira atmosférica resultou em 0,22 caso do procedimento.

“O estudo é o primeiro a mostrar que indivíduos vivendo em locais menos poluídos são mais sensíveis a mudanças na qualidade do ar”, explicou à imprensa o cardiologista Rafal Januszek, do Hospital Universitário da Cracóvia, que assina o trabalho. Para ele, os moradores de cidades poluídas teriam uma capacidade adaptativa maior, o que justificaria esse menor efeito de doses adicionais de PM10 na saúde.

No entanto, o risco absoluto de sofrer com os estragos da poluição é certamente maior nas pessoas que vivem sempre em áreas com ar imundo. Isso serve de recado para dizer que não vale a pena conviver em locais poluídos só para ficar “mais adaptado” aos efeitos da sujeira atmosférica.

E o frio nessa história?

No levantamento, os casos de intervenção cirúrgica para tratar o ataque cardíaco eram menos frequentes fora do inverno, independentemente do quão limpo era o ar da cidade. Os autores não chegam a discutir mecanismos, mas se sabe que os infartos são mais comuns no frio.

As baixas temperaturas fazem os vasos sanguíneos se contraírem e elevam a produção de hormônios como a adrenalina, relacionados ao aumento da pressão arterial. Fora que o tempo seco e os ambientes fechados facilitam a transmissão de vírus e bactérias que podem sobrecarregar o peito.

Já o tempo seco dificulta a dispersão de poluentes na atmosfera. Por isso, no inverno as grandes cidades ficam mais poluídas — está aí uma das explicações para o maior número de panes no peito nessa época.

Outros estudos epidemiológicos já mostraram que a contaminação do ar, por si só, é responsável por milhões de mortes decorrentes de doenças cardiovasculares. O trabalho polonês se junta a esses artigos e aponta a ameaça dos meses mais frios do ano. “Tudo isso indica que precisamos de mais controle na emissão de poluentes como medida de saúde pública”, finaliza Januszek.

 

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Saúde

De dengue a superbactérias: as infecções que preocupam o Brasil

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Fomos ao Congresso Brasileiro de Infectologia e mapeamos alguns dos principais desafios envolvendo doenças causadas por vírus e micróbios no país

Bactérias e fungos resistentes já viraram problema de saúde pública (Erika Onodera/SAÚDE é Vital)

Acompanhar o Congresso Brasileiro de Infectologia, cuja vigésima primeira edição acaba de ocorrer em Belém do Pará, é ter um painel do que vírus, bactérias, fungos e companhia vêm aprontando por aí e, ao mesmo tempo, um retrato das diversas (e desiguais) realidades do país. Enquanto regiões ainda penam com doenças que parecem (mas só parecem) coisa do passado, como a hanseníase, nas grandes cidades os hospitais mais modernos já quebram a cabeça para contra-atacar micróbios resistentes e letais. O ponto em comum, e que independe de lugar ou classe social, é: as doenças infecciosas continuam sendo um dos principais desafios de saúde pública no Brasil e no mundo.

Queda na vacinação, desmatamento e crescimento urbano, mudança climática, falta de informação… Tudo isso conspira para que micro-organismos ganhem terreno e imponham problemas à humanidade. A medicina corre atrás, buscando não só novos imunizantes e tratamentos, mas estratégias mais eficazes de esclarecer e engajar a população a se defender. Inclusive porque, em matéria de moléstias infecciosas, todo cidadão tem um papel a cumprir: seja lavando as mãos e não usando antibiótico por conta, seja limpando o quintal para não dar abrigo ao mosquito da dengue.

Mapeamos, a seguir, alguns dos temas mais preocupantes debatidos no congresso, que reuniu mais de 2 mil profissionais em Belém entre os dias 10 e 13 de setembro.

É ano de dengue

Entre as doenças disseminadas pelo mosquito Aedes aegypti, capaz de transmitir dengue, zika e chikungunya, a dengue já é o principal tormento de 2019. Como o próprio Ministério da Saúde divulgou, já foram registrados mais de 1,4 milhão de casos até agosto deste ano — um aumento de quase 600% em relação a 2018.

Segundo o infectologista Antonio Carlos Bandeira, da Vigilância Epidemiológica do Estado da Bahia, 65% dos casos e notificações vêm ocorrendo na região Sudeste. Só em São Paulo houve, até março deste ano, um incremento de mais de 2 000% na quantidade de pessoas acometidas. O Centro-Oeste fica em segundo lugar entre as regiões problemáticas.

O sorotipo 2 do vírus da dengue (existem quatro) é o que mais circula pelo Brasil nesta temporada. Ao suspeitar do quadro — que pode provocar, entre outras coisas, febre, dor de cabeça e no corpo —, o conselho é procurar um serviço de saúde quanto antes. A identificação e o manejo precoce evitam complicações e mortes.

A tendência de crescimento da dengue felizmente não se repete com dois outros vírus transmitidos pelo Aedes aegypti, o zika (2,3 mil casos prováveis até março de 2019) e o chikungunya (15,3 mil), que se mostram mais estáveis no número de episódios em comparação com o ano anterior.

Ainda assim, não dá para bobear com o mosquito. A prevenção inclui desde eliminar os criadouros a recorrer a repelentes e telas em casa. Bandeira reforçou a necessidade de se investir em novas tecnologias, como larvicidas biológicos e vacinas contra as infecções.

A epidemia dos micróbios resistentes

Eis um tema inescapável e que dominou boa parte das conferências e debates no congresso. A resistência antimicrobiana, que é a capacidade de bactérias e fungos repelirem os tratamentos disponíveis, já entrou na lista das dez prioridades da Organização Mundial da Saúde (OMS). Algumas projeções vislumbram que, por volta de 2050, o problema vai causar mais mortes que outra doença em ascensão, o câncer.

As causas do fenômeno não se resumem ao uso indiscriminado de antibióticos e outros remédios na medicina humana. “A maior parte dos antibióticos produzidos hoje é voltada à agropecuária e empregada como fator de crescimento para o cultivo de animais e em algumas plantações”, observou o médico Marcos Cyrillo, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia.

A utilização massiva, e que envolve inclusive algumas substâncias similares àquelas que tratam infecções em humanos, tem repercussões, diretas e indiretas, no meio ambiente e até no que acontece dentro dos hospitais. Num mundo em que os micro-organismos são praticamente onipresentes, tudo se encontra conectado. E, quem diria, até o aquecimento global tem um dedo nessa história.

Cyrillo abordou em uma apresentação o papel da mudança climática no crescimento da resistência antimicrobiana. É que, simplificando uma questão complexa, o aumento da temperatura seria capaz de tornar bactérias e fungos mais perigosos. Acredita-se que esse fenômeno tenha contribuído para o surgimento e a expansão das infecções por Candida auris, um fungo altamente letal e que já causa furor em hospitais (por enquanto, fora do Brasil). Já não dá mais para separar a saúde humana do bem-estar do planeta.

A explosão das doenças sexualmente transmissíveis

Esse foi o título de uma das conferências do congresso. E duas doenças causadas por bactérias que voltaram com tudo protagonizaram discussões. Falamos da gonorreia e da sífilis.

O termo “explosão” das ISTs — sigla para infecções sexualmente transmissíveis, antigamente conhecidas por DSTs — não é exagerado. De acordo com a infectologista Miralba Freire, professora da Universidade Federal da Bahia, a OMS calcula que mais de 1 milhão de infecções do tipo sejam adquiridas por dia pelo mundo.

A gonorreia é a segunda IST mais prevalente em boa parte do globo. Segundo a médica, hoje ela atinge mais pessoas jovens e homens que fazem sexo com outros homens. E a doença não apronta só com os genitais, não. “Vem crescendo o número de casos com acometimento do reto e da faringe”, relatou Miralba.

Da mesma maneira que acontece com outras infecções bacterianas, a gonorreia também atormenta os médicos devido à resistência a antibióticos.

Para deter seu avanço, precisamos investir em relações sexuais seguras, com o preservativo, e realizar o teste que detecta a bactéria — em alguns grupos, o exame deve ser periódico e repetido com maior frequência.

Raciocínio semelhante se aplica a outra IST da pesada, a sífilis. “Ela cresce em todas as regiões do mundo e tem um importante impacto psicossocial e econômico”, afirmou o infectologista Aluísio Segurado, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. São mais de 6 milhões de vítimas com idades entre 15 e 49 anos hoje.

Para o especialista, a ascensão da doença no país não se deve apenas a mais diagnósticos. “Há um aumento na circulação do agente infeccioso”, apontou. A sífilis pode lesar os genitais e ainda desatar complicações em várias áreas do corpo. Gestantes e seus rebentos inclusive enfrentam o perigo da sífilis congênita, quando a bactéria ataca o bebê ainda no ventre materno (muitos casos são fatais).

Para quebrar a epidemia da moléstia, Segurado salientou a necessidade de esclarecer mais a população e criar condições para que se faça diagnóstico e tratamento quanto antes.

O drama da hanseníase continua

A doença provocada pela bactéria Micobacterium leprae — e durante séculos conhecida como lepra — ainda é um desafio para o Brasil. Se passou pela sua cabeça um pensamento do tipo “isso ainda existe?”, saiba que, não apenas existe, como nosso país tem o segundo maior contingente de pessoas com a doença no planeta (só perdemos para a Índia).

Em uma apresentação emocionada no congresso, o infectologista Marcio Gaggini, professor da Universidade Brasil, em Fernandópolis (SP), convocou médicos, autoridades e sociedade a olharem mais para o problema e suas vítimas, muitas delas esquecidas pelos quatro cantos do país. Segundo o especialista, mais de 200 mil cidadãos podem ter ficado sem diagnóstico e assistência nos últimos anos.

O Brasil aloja 91% dos casos de hanseníase da América Latina. Por aqui, a maior parte dos episódios ocorre nas regiões Nordeste e Centro-Oeste. Muitos dos pacientes só descobrem a doença depois que ela provocou deformidades na pele, nas mãos, no rosto…

A bactéria causadora é transmitida pelo ar — esqueça aquela história de que, ao tocar em alguém com hanseníase, você pegou! — mas pode ser erradicada com tratamento. “As pessoas estão sofrendo hoje com diagnóstico tardio e sequelas”, revelou Gaggini. Campanhas e ações dirigidas a regiões e comunidades mais afetadas pela condição são urgentes.

Sim, também precisamos conscientizar a população. Na presença de alterações como manchas e lesões na pele, acompanhadas por falta de sensibilidade, procure um médico ou serviço de saúde. Não só existe tratamento para hanseníase como ele pode levar à cura.

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Saúde

Precisamos falar sobre a prevenção do câncer de intestino

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Este tumor está se tornando cada vez mais incidente no público jovem. O Setembro Verde alerta para a importância da prevenção (e do diagnóstico precoce)

As atividades físicas e uma boa alimentação ajudam a evitar o câncer colorretal. (Ilustração: André Moscatelli/SAÚDE é Vital)

Os avanços da medicina, o número de casos e a constante discussão sobre curas e terapias fazem com o que o câncer seja um dos principais temas do universo da saúde. Sei que há inúmeras perguntas importantes a serem respondidas, mas não podemos deixar de, sempre que possível, retornar a uma pauta fundamental: a prevenção. Como estamos no Setembro Verde, eu gostaria de me concentrar no tumor de intestino especificamente.

Considerado o terceiro tipo de câncer mais frequente em homens (após próstata e pulmão) e o segundo entre as mulheres (após o câncer de mama), ele acomete o intestino grosso (subdividido em cólon e reto). E um alerta: essa doença está se tornando cada vez mais incidente na população brasileira. O Instituto Nacional do Câncer estima o surgimento de 17 380 casos novos de câncer de cólon e reto em homens e 18 980 em mulheres para o biênio 2018-2019.

As diretrizes de prevenção no Brasil recomendam que o rastreamento preventivo comece a partir dos 50 anos na população geral e aos 40 anos na população de risco, ou seja, aqueles com histórico familiar de câncer colorretal ou aqueles que já tiveram casos de câncer em outro local do corpo.

Porém, nota-se que o desenvolvimento do câncer de intestino em pessoas abaixo da quinta década de vida vem aumentando com velocidade no mundo. Prova disso está em uma publicação da Sociedade Americana de Câncer, que mostrou que, de 1992 a 2005, a incidência geral dessa doença nos Estados Unidos cresceu 1,5% ao ano em homens e 1,6% por ano em mulheres de 20 a 49 anos. E os maiores aumentos ocorreram em pacientes entre 20 e 29 anos —5,2% e 5,6% ao ano para homens e mulheres, respectivamente .

Outro estudo, dessa vez em países da Europa, indicou que, entre 2004 a 2016, a incidência de câncer de intestino aumentou 7,9% ao ano entre indivíduos de 20 a 29 anos. Já em pacientes de 40 a 49 anos, esse acréscimo ficou em torno de 1,6%. É uma taxa consideravelmente menor.

Estudos clínicos e especialistas se dividem em busca das respostas para esse fenômeno. O consumo de alimentos ultraprocessados, o tabaco, a obesidade e o estresse estão no topo das hipóteses, além da deficiência na ingesta de alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras e cereais e água. Adicionalmente, há um fator extremamente preocupante aqui: em jovens, o câncer de intestino tem sido diagnosticado mais tarde, quando já avançou bastante.

Claro que fatores genéticos contribuem para o desenvolvimento da doença. Quadros sindrômicos, como a polipose ou a Síndrome de Lynch, são exemplos disso.

Mas, com a adoção de uma vida mais saudável, é possível evitar o desenvolvimento do tumor. Investir em uma alimentação saudável adequada e rica em vegetais, controlar o consumo de carne processada ou vermelha e investir na prática regular de atividade física são caminhos para evitar o aparecimento desse tipo de câncer.

Do ponto de vista de diagnóstico precoce, a principal recomendação é não esperar que os sintomas apareçam. Mas fique especialmente atento a sangue nas fezes, que é o principal sinal de alerta para o câncer colorretal. Outras manifestações podem ocorrer, como alterações no hábito intestinal (diarreia, intensa vontade de evacuar ou intestino lento), cólicas abdominais, dor na região anal, fraqueza, anemia e emagrecimento intenso.

Não podemos esquecer que o cuidado com a saúde também consiste na realização periódica de exames preventivos, uma vez que 90% dos casos o câncer de intestino se origina a partir de um pólipo benigno, que ao longo dos anos evolui para um tumor. A colonoscopia é fundamental, porém não é o único. Existe uma alternativa simples e de baixo custo, que avalia a presença de sangue oculto nas fezes.

Informe-se sobre esses exames com o seu médico ou com um coloproctologista, o especialista em doenças do intestino delgado, intestino grosso, reto e ânus.

O diagnóstico precoce é fundamental, mas as pessoas também precisam saber que o câncer colorretal tem tratamentos cada vez mais modernos e efetivos para diferentes perfis de paciente. Para os tumores menores, por exemplo, as lesões podem ser retiradas por colonoscopia e ressecções locais. Já os maiores contam com opções cirúrgicas, como a cirurgia laparoscópica, robótica ou mesmo as cirurgias abertas, cobertas em cidades do Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Este tratamento, muitas vezes, pode ser multidisciplinar e envolver ainda outras especialidades terapêuticas, como a radioterapia e a quimioterapia. Cada estratégia será escolhida de acordo com o status do paciente, tamanho da lesão e a localização exata do câncer.

É pensando em tudo isso e na conscientização da população que a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) promove o Setembro Verde. Trata-se de um mês de intensa campanha, com o objetivo de trazer informações e gerar o autocuidado. Afinal, informar-se também é uma maneira de prevenir.

Acesse www.portaldacoloproctologia.com.br para obter informações sobre a campanha.

*Dra. Sthela Maria Murad Regadas é coloproctologista e presidente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia

 

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