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Militares reservistas e reformados lançam campanha Praça Vota em Praça

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Categoria que representa 82% da tropa lança movimento para eleger candidatos. Grupo reclama da lei que regulamenta benefícios e promoções. Ministério da Defesa não reconhece associações e considera a mobilização eleitoreira

O vereador Fabrício da Aeronáutica com o presidente Bolsonaro: decepção após campanha eleitoral de 2018
(foto: Arquivo Pessoal)

Um movimento político de militares reservistas e reformados tem causado desconforto ao Ministério da Defesa. Intitulado Praça Vota em Praça — eu apoio, ele é vinculado às associações que tentaram, sem sucesso, alterar o Projeto de Lei (PL) 1.645/2019, que reestruturou as carreiras nas Forças Armadas e foi sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro em dezembro, convertendo-se na Lei 13.954. O objetivo da mobilização é lançar, em todo o país, candidatos identificados com os interesses da base da hierarquia militar. O primeiro teste será nas eleições municipais deste ano.
Os líderes do movimento, embora tenham participado ativamente da campanha presidencial de Bolsonaro, agora reclamam do tratamento dispensado pelo governo aos cabos, sargentos e suboficiais. Por essa razão, decidiram recrutar pré-candidatos para a defesa dos interesses desse segmento, que representa 82% da tropa. Trata-se de 631 mil pessoas, para um contingente de 770 mil ativos, inativos e pensionistas.
“A aprovação da Lei 13.954 está conseguindo fazer algo com a tropa das Forças Armadas que nem os governos de esquerda conseguiram ao longo dos anos: conseguiu dividir a tropa entre oficiais e graduados, ativos e inativos; ou seja, conseguiu dividir aqueles que formatam a instituição de maior credibilidade junto ao povo brasileiro”, afirma o vereador de Guaratinguetá (SP) Fabrício Dias Júnior (MDB), um dos idealizadores do movimento Praça Vota em Praça. Suboficial reformado, mais conhecido como Fabrício da Aeronáutica, o militar foi um atuante cabo eleitoral de Bolsonaro durante a campanha presidencial. Nas redes sociais, ele ainda exibe uma foto ao lado do atual chefe do governo.
Procurado pelo Correio para comentar o assunto, o Ministério da Defesa demonstrou insatisfação com a articulação política dos reformados e reservistas. “Ressaltamos que as autointituladas ‘Associações de Praças’, como essa associação ‘Praça vota em Praça’, não representam os militares. Aliás, a Lei nº 6880/1980 (Estatuto dos Militares) proíbe o uso, por organização civil, de designações que sugiram vinculação às Forças Armadas, exceto no caso de clubes e outras entidades com fins de assistência social”, afirmou, em nota, a pasta militar.
O órgão também frisou que “o referido grupo, inclusive, tentou atrapalhar a tramitação do PL 1.645 por possuir interesses eleitorais”. Além disso, afirmou que, “como únicos representantes legais das Forças Armadas e defensores dos interesses de seus oficiais e praças, o Ministério da Defesa e os Comandos da Marinha, Exército e Aeronáutica trabalharam para a aprovação do PL 1.645, até sua conversão na Lei nº 13.954”.
Segundo ainda o Ministério da Defesa, “o objetivo sempre foi contribuir para o esforço fiscal nacional e para uma reestruturação justa e necessária”. O Projeto de Lei em questão, de autoria do Executivo, além de reestruturar as carreiras militares, reformou o sistema de aposentadorias nas Forças Armadas.
Na Câmara e no Senado, as entidades ligadas aos militares inativos acompanharam de perto a tramitação da proposta e organizaram protestos para pressionar os parlamentares por mudanças. O argumento era de que havia um favorecimento aos oficiais — ocupantes dos postos que vão de aspirante a general. “Infelizmente, pelo menos por enquanto, o presidente Bolsonaro está deixando a desejar em relação às expectativas que nutrimos pelo seu governo”, lamenta Fabrício Dias Júnior (MDB).
Uma das críticas das entidades é que a lei sancionada pelo presidente não trouxe compensações financeiras aos militares atingidos, em 2001, pela Medida Provisória 2215, que extinguiu alguns direitos da tropa. Entre eles estão o adicional por tempo de serviço, a pensão para filhas solteiras e a possibilidade de ir para a reserva ocupando um posto acima na hierarquia. Outro alvo de reclamações é o dispositivo da nova lei que prevê a contribuição previdenciária dos pensionistas. “Na verdade, o PL 1.645 acabou por aumentar a distância de vencimentos entre aqueles que foram para a inatividade entre 2001 e 2019 e aqueles que irão para a inatividade a partir de 2020”, observou o vereador.

Cursos de formação

Mas a principal crítica está relacionada ao Adicional de Habilitação, que havia sido reestruturado, anteriormente, em 2001. Incorporado ao soldo, ele tem o objetivo de beneficiar os militares com mais cursos na carreira. As associações reclamam que, durante muitos anos, apenas os oficiais tiveram acesso aos cursos que preveem as maiores gratificações. No Exército, essa exclusividade durou até 2013, quando o comando da Força decidiu elevar o status do Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais (CHQAO), reservado aos praças. Com a medida, ele foi equiparado aos chamados Altos Estudos. O mais cobiçado, o de nível I, com base na nova lei, terá o percentual incidente no soldo aumentado gradativamente, até 2023, dos atuais 30% para 73%. Na Marinha e na Aeronáutica, apenas em setembro do ano passado, os respectivos comandos permitiram o acesso dos membros da base da hierarquia aos cursos de Altos Estudos. Consultado pelo Correio, o Ministério da Defesa confirmou essas informações. Segundo a pasta, como os Altos Estudos são voltados a militares envolvidos em atividades como coordenação, gestão e planejamento, apenas os oficiais foram matriculados ao longo de todos esses anos. Segundo o órgão, em razão do avanço tecnológico e de outras transformações, mais recentemente passou a ser necessária também a participação dos praças nesses cursos.

 

‘Com a experiência e vivência dos nossos praças, na maioria oriundos de famílias simples, teríamos muito a contribuir com a sociedade civil’ Márcio Garcia, um dos idealizadores do movimento Praça vota em Praça e suboficial da Aeronáutica
(foto: Arquivo Pessoal)…

Outro idealizador do Praça Vota em Praça, o suboficial da reserva da Aeronáutica, Márcio Garcia, explica que o movimento político surgiu após a constatação da necessidade da criação de um cadastro, em nível nacional, de todos os militares que ocupam ou que desejam ocupar cargos políticos. “Essa necessidade foi identificada durante as discussões do PL 1.645 dentro do Congresso Nacional, quando vimos que não temos nenhuma representatividade naquele local, fato que comprometeu o alcance dos nossos objetivos”, disse o militar.
“Poderíamos ter modificado o PL 1.645 no Congresso de forma que não atrapalhasse os trâmites e os prazos para promulgação. Com a experiência e vivência dos nossos praças, na maioria oriundos de famílias simples, teríamos muito a contribuir com a sociedade civil, bem como com a estrutura política nacional”, acrescentou.
Diferentemente do Ministério da Defesa, o Congresso Nacional tem aberto um canal de interlocução com as associações de reformados e reservistas. Em dezembro, para garantir a aprovação do PL 1.645 no Senado, o vice-líder do governo na Casa, Izalci Lucas (PSDB-DF), costurou um acordo com o Palácio do Planalto que permitiu a retirada de todas as emendas que haviam sido apresentadas à proposta. Em troca, ficou acertado que, a partir de fevereiro deste ano, uma comissão seria criada para discutir a possibilidade de correção de eventuais distorções do Projeto de Lei.
No início de janeiro, Izalci recebeu de lideranças das associações um conjunto de propostas, que serão levadas pelo senador à comissão. Além do parlamentar do DF, o grupo terá a participação do ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos; do secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, e de representantes do Ministério da Defesa. Segundo Izalci, a ideia é que algumas correções possam ser feitas através de decreto presidencial.
“O que posso garantir à família militar é que o presidente Bolsonaro tem pleno conhecimento do que se passa, que a categoria espera muito dele. Ele sabe que precisa corrigir muitas coisas”, disse o senador ao Correio. “Mas as associações precisam me dar bons argumentos para que eu possa convencer os demais integrantes da comissão da necessidade de correções”, acrescentou.
631 MIL
Número estimado de praças no Brasil. Esse número corresponde a cabos, sargentos e suboficiais.

Candidatos em 9 estados

O movimento Praça Vota em Praça possui um catálogo com os contatos de dezenas de pré-candidatos espalhados por nove estados do país. São postulantes aos cargos de prefeito, vereador, deputado federal, senador e até mesmo presidente da República. Um deles é Gilson Gomes de Oliveira, subtenente da reserva do Exército, advogado e assessor jurídico do movimento político. “Meu projeto é ser candidato independente à presidência da República”, apresenta-se o militar. “A exemplo dos membros das forças auxiliares, como os policiais militares, precisamos reforçar a representação política dos praças das Forças Armadas”, argumenta Oliveira, do estado de Goiás.
Ao reclamar da aprovação do Projeto de Lei 1.645 (atual Lei 13.954), ele diz que o governo falhou ao tratar, em uma mesma proposta, da reestruturação das carreiras e da questão previdenciária. Além disso, para o militar, essas mudanças deveriam ter sido objeto de uma discussão aprofundada antes de serem levadas ao Congresso.
Como os demais líderes do movimento político, Oliveira expressa descontentamento com o presidente Jair Bolsonaro. “Durante a campanha, Bolsonaro prometeu que, se eleito, iria valorizar os militares. Mas, infelizmente, eu nunca vi um governo tão cruel com os praças como este que está aí. Nem mesmo os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma foram tão cruéis com a gente”, lamenta o pré-candidato.
Já o suboficial da reserva da Marinha Antônio Carlos de Aragão, mais conhecido como Comendador Aragão, é pré-candidato a prefeito do município de Japeri, no Rio de Janeiro. Presidente nacional da Associação Bancada Militar, ele é aliado do movimento Praça Vota em Praça, mas também defende candidaturas de membros do topo da hierarquia. “Desde que eles se comprometam não só com os interesses dos oficiais, mas de toda a tropa”, ressalta o pré-candidato.
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Comandante Golpista

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Os candidatos devem tomar cuidado com um comandante de guarda-mirim, atuante em Samambaia, que se juntou a uma influenciadora digital cadeiruda para enganar candidatos nas eleições deste ano no Distrito Federal.

Os relatos é que ambos pegam dinheiro de todos e não trabalham para ninguém.

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Paulo Otávio e os demais Candidatos ao governo do Distrito Federal em 2022: veja lista

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Partidos tiveram até 5 de agosto para realizar convenções, deliberar sobre formação de coligações e escolher candidatos que vão disputar eleições. Pedido de registro da candidatura deve ser feito até 15 de agosto.

Os partidos confirmaram os nomes de seus candidatos ao governo do Distrito Federal, após o início das convenções, em 20 de julho.

As siglas tiveram até o dia 5 de agosto para deliberar sobre a formação de coligações e escolher candidatas e candidatos que vão disputar as eleições. O pedido de registro da candidatura deve ser feito até 15 de agosto.

O primeiro turno da eleição para presidente, governador, senador, e deputados federais e distritais está marcado para 2 de outubro de 2022, e, eventual segundo turno, no dia 30 do mesmo mês. Veja quem são os candidatos:

  1. Ibaneis Rocha (MDB)
  2. Izalci (PSDB)
  3. Keka Bagno (PSOL)
  4. Leandro Grass (PV)
  5. Leila Barros (PDT)
  6. Lucas Salles (DC)
  7. Paulo Octávio (PSD)
  8. Rafael Parente (PSB)
  9. Robson da Silva (PSTU)

Ibaneis Rocha (MDB)

 

Convenção que confirmou candidatura de Ibaneis Rocha (MDB) para reeleição ao GDF — Foto: TV Globo/Reprodução

Convenção que confirmou candidatura de Ibaneis Rocha (MDB) para reeleição ao GDF — Foto: TV Globo/Reprodução

A candidatura do governador Ibaneis Rocha à reeleição foi confirmada durante a convenção conjunta realizada por MDB, PP e PL no DF, no dia 31 de julho. A vice da chapa será a deputada federal Celina Leão (PP).

Ibaneis Rocha, de 51 anos, é natural de Brasília e foi o primeiro governador nascido na capital. Advogado formado em direito pelo UniCeub em 1993, atuou na advocacia por 25 anos. Entre 2013 e 2015, foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF). Em 2018, concorreu pela primeira vez em eleições, e foi eleito governador do DF, com 69,79% dos votos válidos.

Izalci (PSDB)

 

Deputado federal Izalci (PSDB-DF) em discurso na Câmara dos Deputados — Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados/Divulgação

Deputado federal Izalci (PSDB-DF) em discurso na Câmara dos Deputados — Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados/Divulgação

A federação PSDB/Cidadania oficializou a candidatura do senador Izalci Lucas (PSDB) ao governo do Distrito Federal. A decisão foi tomada durante convenção partidária online, no dia 5 de agosto. O nome do candidato a vice na chapa não foi anunciado.

Izalci é natural de Araújos (MG). Em 2002, foi eleito pela primeira vez, para deputado distrital, e passou por secretarias do GDF. Em 2010 e 2014, foi eleito e reeleito deputado federal e, em 2018, ganhou a cadeira de senador por oito anos.

Keka Bagno (PSOL)

 

Keka Bagno e Toni de Castro formam chapa que concorre ao GDF — Foto: TV Globo/Reprodução

Keka Bagno e Toni de Castro formam chapa que concorre ao GDF — Foto: TV Globo/Reprodução

A candidatura de Keka Bagno foi confirmada durante a convenção da federação entre o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e a Rede Sustentabilidade, no domingo (24). O vice da chapa será Toni de Castro (PSOL).

Keka começou a carreira política há 15 anos, atuando em movimentos sociais. Nas eleições de 2018, ela concorreu como vice-governadora pelo PSOL. Conselheira tutelar, diz ser a primeira mulher negra a concorrer ao Palácio do Buriti, e pretende priorizar o combate à fome e desigualdade social.

Leandro Grass (PV)

 

Leandro Grass é candidato ao GDF pela federação PV, PT e PC do B — Foto: TV Globo/Reprodução

Leandro Grass é candidato ao GDF pela federação PV, PT e PC do B — Foto: TV Globo/Reprodução

A federação formada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Verde (PV) e Partido Comunista do Brasil (PC do B) oficializou, no domingo (24), o nome de Leandro Grass para candidato ao governo do DF. A professora Olgamir Amancia (PC do B) será vice.

Leandro Grass foi eleito deputado distrital em 2018 pela Rede Sustentabilidade com 6.578 votos, mas migrou para o Partido Verde (PV) para concorrer ao GDF. Professor, sociólogo, mestre em Desenvolvimento sustentável, ele pretende reestruturar o modelo de educação, e, na saúde, promete zerar a fila das cirurgias eletivas, exames e tratamentos de alta complexidade.

Leila Barros (PDT)

Candidata ao GDF, Leila Barros (PDT), em convenção partidária, em Brasília — Foto: Gustavo Garcia/g1

Candidata ao GDF, Leila Barros (PDT), em convenção partidária, em Brasília — Foto: Gustavo Garcia/g1

A candidatura da senadora Leila Barros (PDT) ao Buriti foi anunciada pelo partido, no dia 4 de julho. O ex-deputado distrital Joe Valle (PDT) será o candidato a vice-governador, segundo anúncio feito durante a convenção partidária.

Aos 50 anos, a ex-jogadora de vôlei nascida em Taguatinga está no primeiro mandato como senadora, e foi secretária de Esporte e Lazer do DF na gestão do ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Em 2018, pelo PSB, Leila foi eleita senadora com mais de 467 mil votos, ficando em primeiro lugar na disputa.

Lucas Salles (DC)

 

Lucas Salles é oficializado como candidato ao governo do DF pelo Democracia Cristã — Foto: Facebook/Reprodução

Lucas Salles é oficializado como candidato ao governo do DF pelo Democracia Cristã — Foto: Facebook/Reprodução

A candidatura de Lucas Salles ao governo do DF foi confirmada na convenção do partido Democracia Cristã (DC), no dia 31 de julho. A vice da chapa é a pastora Suelene Balduíno (DC).

Publicitário, jornalista e professor universitário desde 2001, nas áreas de marketing e gestão pública, Lucas Salles é natural de Campina Grande (PB). Já foi candidato a vereador na cidade natal, em 1992, e também atuou como secretário municipal de Turismo.

Paulo Octávio (PSD)

Paulo Octávio, vice-governador do DF — Foto: Reprodução/TV Globo

Paulo Octávio, vice-governador do DF — Foto: Reprodução/TV Globo

A candidatura de Paulo Octávio ao governo do DF foi confirmada na convenção do Partido Social Democrático (PSD), no dia 5 de agosto. O vice na chapa é Felipe Belmonte, presidente do Partido Social Cristão (PSC).

Paulo Octávio, de 72 anos, é advogado e empresário responsável por um grupo com cerca de 20 empresas, em diversas áreas. Ele começou a carreira política em 1990 e já foi eleito deputado federal e senador, além de ser vice-governador na chapa de José Roberto Arruda.

Rafael Parente (PSB)

 

PSB oficializa candidatura de Rafael Parente ao governo do DF — Foto: TV Globo/Reprodução

PSB oficializa candidatura de Rafael Parente ao governo do DF — Foto: TV Globo/Reprodução

A candidatura de Rafael Parente ao governo do DF foi confirmada na convenção do Partido Socialista Brasileiro (PSB), no dia 31 de julho. A vice na chapa é Janaína Almeida (PSB).

Rafael Parente é professor e doutor em educação pela Universidade de Nova York. Foi o primeiro secretário de Educação do governo Ibaneis Rocha, em 2019. No entanto, deixou o cargo após divergências com o governador envolvendo o projeto de escolas com gestão compartilhada com militares

Robson da Silva (PSTU)

 

Robson da Silva e Eduardo Zanata, candidatos ao governo e a vice no DF, respectivamente — Foto: PSTU/Divulgação

Robson da Silva e Eduardo Zanata, candidatos ao governo e a vice no DF, respectivamente — Foto: PSTU/Divulgação

A candidatura de Robson da Silva ao governo do DF foi confirmada na convenção do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), no dia 30 de julho. O vice na chapa é Eduardo Zanata.

Robson da Silva é professor de escola pública e ativista do movimento negro. Ele já foi candidato ao Senado pelo PSTU em três eleições e, agora, concorre ao GDF.

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Saiba onde se vacinar contra Covid e gripe neste sábado (6), no DF

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São 9 postos abertos das 9h às 17h; ‘carro da vacina’ percorre 7 regiões. Imunização contra gripe está aberta para todos; confira endereços.

Profissional da saúde prepara vacina contra a gripe, no DF — Foto: Breno Esaki/Agência Saúde

A vacinação contra Covid-19 e gripe continua neste sábado (6), no Distrito Federal. Nove postos ficam abertos das 9h às 17h.

Além disso, o “carro da vacina” da Secretaria de Saúde percorre sete regiões do DF para fazer uma busca ativa por pessoas que ainda não foram imunizadas ou que não completaram o ciclo vacinal contra Covid-19 . A vacina contra a gripe também está disponível para todos os moradores de Brasília (veja endereços mais abaixo).

No domingo (7), não haverá vacinação.

Reforço e imunização das crianças

Quem tem 35 anos, ou mais, pode tomar a quarta dose da vacina contra o coronavírus. Os imunizantes usados são Pfizer, AstraZeneca ou Janssen, de acordo com a escolha do usuário.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) suspendeu, na quarta-feira (3), a aplicação da primeira dose contra Covid-19 para crianças de 3 e 4 anos. O motivo é a falta de doses de CoronaVac, único imunizante autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso nessa faixa etária.

A primeira dose “será interrompida temporariamente até o envio de novo lote do imunizante pelo Ministério da Saúde”, disse a secretaria.

Onde se vacinar contra Covid neste sábado (6)

 

Vacina contra a Covid-19 é aplicada em crianças — Foto: Prefeitura de Caruaru/Divulgação

Vacina contra a Covid-19 é aplicada em crianças — Foto: Prefeitura de Caruaru/Divulgação

Pontos fixos de vacinação

UBS 5 Gama

  • Endereço: Quadra 38 Área Especial
  • Horário: das 9h às 17 horas
  • Disponíveis imunizantes contra influenza para todas as pessoas com mais de 6 meses e de Covid-19 para crianças acima de 5 anos, adolescentes, adultos e idosos. Também estarão disponíveis os imunizantes do calendário de vacinação.

UBS 2 Ceilândia

  • Endereço: QNN 15 lote F
  • Horário: das 9h às 17 horas
  • Disponíveis imunizantes contra influenza para todas as pessoas com mais de 6 meses e de Covid-19 para crianças acima de 5 anos, adolescentes, adultos e idosos.

UBS 5 Taguatinga

  • Endereço: Setor D Sul – Área Especial 23
  • Horário: das 9h às 17 horas
  • Disponíveis imunizantes contra influenza para todas as pessoas com mais de 6 meses e de Covid-19 para crianças acima de 5 anos, adolescentes, adultos e idosos.

UBS 1 Asa Sul

  • Endereço: SGAS 612
  • Horário: das 9h às 17 horas
  • Disponíveis imunizantes contra influenza para todas as pessoas com mais de 6 meses e de Covid-19 para crianças acima de 5 anos, adolescentes, adultos e idosos.

Condomínio Nova Petrópolis – Córrego do Arrozal – Sobradinho

  • Endereço: Quadra 1 Conjunto E Lote 11 – Córrego do Arrozal
  • Horário: das 9h às 17 horas
  • Disponíveis imunizantes contra influenza para todas as pessoas com mais de 6 meses e de Covid-19 para crianças acima de 5 anos, adolescentes, adultos e idosos

Condomínio Entrelagos – Itapoã

  • Endereço: Rodovia DF 250 Km 2,7
  • Horário: das 9h às 17 horas
  • Disponíveis imunizantes contra influenza para todas as pessoas com mais de 6 meses e de Covid-19 para crianças acima de 5 anos, adolescentes, adultos e idosos.

Condomínio Brasil – Sol Nascente

  • Endereço: Condomínio Brasil – Chácara 89 Conjunto G Casa 22 – Trecho 2, Sol Nascente
  • Horário: das 9h às 17 horas
  • Disponíveis imunizantes contra influenza para todas as pessoas com mais de 6 meses e de Covid-19 para crianças acima de 5 anos, adolescentes, adultos e idosos.

QSC 19 Taguating

  • Endereço: QSC 19 – Chácara 28A – Conjunto 5, casa 16
  • Horário: das 9h às 17 horas
  • Disponíveis imunizantes contra influenza para todas as pessoas com mais de 6 meses e de Covid-19 para crianças acima de 5 anos, adolescentes, adultos e idosos.

Supermercado Armazém do Geraldo – Vila Planalto

  • Endereço: Acampamento Rabelo, Praça Nelson Corso Nº 07
  • Horário: das 9h às 17 horas
  • Disponíveis imunizantes contra influenza para todas as pessoas com mais de 6 meses e de Covid-19 para crianças acima de 5 anos, adolescentes, adultos e idosos.

Vacinação Itinerante: ‘Carro da Vacina’

 

Vacinação itinerante no Sol Nascente, no DF, em janeiro de 2022 — Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde do DF

Vacinação itinerante no Sol Nascente, no DF, em janeiro de 2022 — Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde do DF

Carro da Vacina 1 – Sobradinho

  • Rota: Córrego do Arrozal
  • Horário: das 9h às 17 horas
  • Disponíveis imunizantes contra influenza para todas as pessoas com mais de 6 meses e de Covid-19 para crianças acima de 5 anos, adolescentes, adultos e idosos

Carro da Vacina 2 – Gama

Rota: Ponte Alta Sul do Gama

  • Horário: das 9h às 17 horas
  • Disponíveis imunizantes contra influenza para todas as pessoas com mais de 6 meses e de Covid-19 para crianças acima de 5 anos, adolescentes, adultos e idosos

Carro da Vacina 3 – Itapoã

  • Rota: Área Rural do Itapoã. Igreja Evangélica do Jailton, Beraca, Distribuidora DF330, Igreja Católica e Capão da Erva (Recanto Nordestino)
  • Horário: das 9h às 17 horas
  • Disponíveis imunizantes contra influenza para todas as pessoas com mais de 6 meses e de Covid-19 para crianças acima de 5 anos, adolescentes, adultos e idosos

Carro da Vacina 4 – Itapoã

  • Rota: Condomínio Entrelagos (manhã) e condomínios Euler Paranhos e Novo Horizonte (tarde)
  • Horário: das 9h às 17 horas
  • Disponíveis imunizantes contra influenza para todas as pessoas com mais de 6 meses e de Covid-19 para crianças acima de 5 anos, adolescentes, adultos e idosos

Carro da Vacina 5 – Sol Nascente

  • Rota: Cachoeirinha, Chácra Cascalheira, Chácara 105, Chácara 202 e Condomínio Giliard
  • Horário: das 9h às 17 horas
  • Disponíveis imunizantes contra influenza para todas as pessoas com mais de 6 meses e de Covid-19 para crianças acima de 5 anos, adolescentes, adultos e idosos

Carro da Vacina 6 – Núcleo Bandeirante

  • Rota: Avenida, CEF Metropolitana e SIBS
  • Horário: das 9h às 17 horas
  • Disponíveis imunizantes contra influenza para todas as pessoas com mais de 6 meses e de Covid-19 para crianças acima de 12 anos, adolescentes, adultos e idosos

Carro da Vacina 7 – Núcleo Bandeirante e Vila Cauhy

  • Rota: 3º Avenida, Vila Cauhy, estacionamento da Igreja São José e Setor de Oficinas
  • Horário: das 9h às 17 horas
  • Disponíveis imunizantes contra influenza para todas as pessoas com mais de 6 meses e de Covid-19 para crianças acima de 12 anos, adolescentes, adultos e idosos

Carro da Vacina 8 – Taguatinga

  • Rota: Colégio Anchieta, academia Espaço e Saúde, farmácia Descontão e panificadora Everest
  • Horário: das 9h às 17 horas
  • Disponíveis imunizantes contra influenza para todas as pessoas com mais de 6 meses e de Covid-19 para crianças acima de 12 anos, adolescentes, adultos e idosos

Carro da Vacina 9 – Vila Planalto

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STF libera candidatura de Arruda

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O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu nesta tarde (05) liminar que garante a elegibilidade do ex-governador José Roberto Arruda (PL) e o libera para disputar as eleições.

 

Crédito: Breno Fortes/CB.

Nunes Marques acatou argumentos dos advogados de Arruda e restabeleceu os direitos políticos do ex-governador que vai concorrer a um mandato de deputado federal.

Para o ministro, há possibilidade de o STF considerar a retroatividade da nova Lei de Improbidade Administrativa, o que pode resultar na anulação das condenações impostas a Arruda pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). Assim, negar a elegibilidade a Arruda agora causaria um dano irreparável, já que o prazo para registro de candidaturas se encerra em 15 de agosto.

O julgamento sobre a nova Lei de Improbidade Administrativa foi iniciado quarta-feira (03) e suspenso ontem com um placar empatado em 1 x 1. A discussão deve ser retomada na próxima semana.

(CB)

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União Brasil desiste de lançar Reguffe ao GDF: “Sem comprometimento”

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Após indefinições, partido ressaltou que vai apoiar o governador Ibaneis Rocha como candidato à reeleição ao GDF

O partido União Brasil desistiu de vez da candidatura de José Antônio Reguffe ao GDF. Após novo recuo do senador para confirmar a candidatura, o presidente regional da sigla, Manoel Arruda, afirmou que o senador “não tem mais comprometimento” com a campanha.

Segundo disse Manoel em coletiva de imprensa na convenção do Republicanos-DF, nesta sexta-feira (5/8), a hora da confirmação era na noite dessa quinta-feira (4/8). “O Reguffe sabia que o limite era esse. Diante da não confirmação, decidimos como partido apoiar Ibaneis (Rocha, governador do DF), mas nossa base está liberada para apoiar qualquer candidato”, afirmou o presidente regional da sigla, durante o lançamento da candidatura da ex-ministra Damares Alves ao Senado.

“Republicanos e União Brasil agora são um só. Não é justo o que estão fazendo com o Manoel [Arruda, presidente do União]. Tínhamos um acordo de apoiá-lo, mas, diante do não lançamento de Reguffe, nos reunimos ontem e decidimos apoiar a reeleição (de Ibaneis)”, disse Tavares.

“Partido não tem dono”

Mais cedo, o União Brasil divulgou nota se posicionando sobre o assunto. No texto, assinado pelo presidente Manoel Arruda, a sigla disse que confiava a Reguffe a posição de candidato ao Buriti, mas ressaltou que “nenhuma campanha ou partido são feitos de uma única pessoa ou liderança”.

A manifestação do partido ocorreu após o senador informar à coluna Janela Indiscreta, do Metrópoles, que, se não tiver total controle sobre sua candidatura, não disputaria a eleição. “Sem autonomia total, não vou. A qualquer preço, não serei candidato.”

O partido União Brasil sempre teve o objetivo de ter um nome próprio para concorrer ao governo, e nós vimos em Reguffe uma alternativa real e viável para investir no crescimento do DF.

Os compromissos feitos com ele durante a filiação foram cumpridos da nossa parte. Confiamos a Reguffe a posição de candidato ao Governo do DF pelo União Brasil e demos a ele a opção de indicar e auxiliar o partido na escolha de alguns membros da chapa e alianças. Porém, nenhuma campanha ou partido são feitos de uma única pessoa ou liderança. Um partido não tem dono; ele é resultado da união de pessoas que acreditam no mesmo ideal. A união não é feita apenas de um lado.

Defendemos a diversidade e uma gestão participativa, e vamos continuar lutando por uma política que não busca interesses isolados. Queremos uma campanha transparente e que une diferentes vozes, pessoas e projetos.”

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UnB diz que não autoriza suspensão de aulas por conta de monkeypox

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Na quinta-feira (4/8), alunos da Faculdade de Comunicação receberam comunicado via e-mail sobre as aulas a distância

Após a coordenação da Faculdade de Comunicação (FAC), da Universidade de Brasília (UnB), passar algumas disciplinas para o modelo remoto, a Administração Superior da instituição ressaltou ao Metrópoles que não está autorizada a suspensão de atividades acadêmicas ou administrativas em decorrência da varíola dos macacos, também conhecida como monkeypox.

O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira (5/8). Na quinta-feira (4/8), alunos da Faculdade de Comunicação receberam comunicado via e-mail sobre as aulas a distância, além de recomendações de prevenção da doença.

A decisão ocorreu após a universidade ser notificada de que dois alunos que tiveram contato com pessoas infectadas pela varíola dos macacos. Agora, a UnB destacou que casos suspeitos devem permanecer afastados de suas atividades e seguir rigorosamente as orientações dadas pela Secretaria de Saúde do DF.

“A orientação para as pessoas da comunidade que estiveram em contato próximo com alguém que possa ter a doença é ficarem atentas ao aparecimento de sintomas como febre, mal-estar ou qualquer lesão dermatológica. Na ausência de sintomas, as atividades continuam normalmente”.A universidade pediu que os alunos usem máscaras, cuidem da higiene das mãos e fique em espaços arejados. “A Universidade de Brasília informa que segue as orientações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal”.

Metrópoles

 

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