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Brasil

Metrópoles é finalista do prêmio Vladimir Herzog de jornalismo

Arte Metrópoles sobre foto de Breno Esaki

A reportagem “Um Brasil que desmorona”, do Metrópoles, foi selecionada como finalista do 48º prêmio Vladimir Herzog, uma das principais premiações da imprensa brasileira voltada para produções sobre direitos humanos. Na disputa, o portal concorre com veículos renomados como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e TV Brasil.

O trabalho multimídia aborda os efeitos do desabamento da ponte Juscelino Kubitschek, que liga o Maranhão ao Tocantins, ocorrido em 2024, e evidencia que este é um problema recorrente em várias regiões do país. A reportagem percorreu mais de 9 mil quilômetros, visitando quatro estados: Amazonas, Maranhão, Rio Grande do Sul e Tocantins, para mostrar os impactos sociais, ambientais e econômicos causados pela queda de pontes.

Sentimento de abandono

Durante a pesquisa, a equipe entrevistou famílias enlutadas, caminhoneiros, comerciantes e moradores de cidades próximas a estradas afetadas pela falta de manutenção. Todos relataram sentimentos comuns de abandono, frustração e isolamento, apesar das diferenças locais.

Informações inéditas

A reportagem revelou dados inéditos sobre o estado das pontes em rodovias federais, obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação. Foram identificadas 775 estruturas em situação ruim ou crítica. Além disso, mostrou que o investimento na recuperação dessas rodovias foi em média 40% menor do que o solicitado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) nos sete anos anteriores à publicação.

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Equipe multimídia

O projeto foi desenvolvido por Lilian Tahan, Olívia Meireles, Otto Valle, Márcia Delgado, Saulo Araújo e Érica Montenegro, que também foi responsável pela edição do texto. A edição das fotografias foi feita por Daniel Ferreira e Michael Melo. A parte gráfica multimídia contou com o trabalho de Gui Prímola e Lara Abreu.

O minidocumentário que integra a reportagem foi roteirizado por Arthur Herdy e editado por Gabriel Foster, Leonardo Hladczuk, Lucas Akasaki, João Gomes e Blandu Correia. O desenvolvimento tecnológico houve por conta de Ítalo Ridney, Saulo Marques e Alvino Rodrigues. A revisão ficou com Geisiane Sousa.

As fotografias do Breno Esaki que acompanham a reportagem já receberam o Grande Prêmio CNT de Jornalismo de 2025 e a matéria ganhou dois prêmios de excelência na 47ª edição do concurso The Best of News Design, organizado pela Society for News Design (SND), destacando o uso de vídeos e fotos na construção da narrativa.

Desempenho no prêmio

O Prêmio Vladimir Herzog é uma das mais tradicionais iniciativas da imprensa brasileira, criada em homenagem ao jornalista Vladimir Herzog, vítima da ditadura militar em 1975. Na edição passada, o Metrópoles venceu na categoria Multimídia com a reportagem “A Política da Bala”. Em 2024, o portal recebeu menção honrosa pela matéria “Gigante Pela Própria Imundice”. Em 2023, a reportagem “Ouro Líquido” foi premiada como melhor produção jornalística em multimídia, e em 2022 a matéria “A rota do tráfico humano na fronteira da Amazônia” também recebeu menção honrosa na mesma categoria.

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