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Metaverso é oportunidade de vários trilhões, diz CEO da Epic

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Na estratégia da Epic, a expansão do jogo Fortnite é crucial para explorar a realidade virtual

Tim Sweeney em Seul, 16 de novembro. (Foto/Bloomberg)

O CEO da Epic Games, Tim Sweeney, talvez seja o defensor mais entusiasta do metaverso depois de Mark Zuckerberg, um dos fundadores do Facebook, que renomeou sua empresa como Meta Platforms.

O fundador da Epic tem motivos para estar otimista. O Fortnite, desenvolvido por sua empresa, evoluiu rapidamente de um jogo “multiplayer” popular para um espaço online onde as pessoas se socializam e músicos famosos fazem shows virtuais. O jogo compete com games de construção como o Minecraft, da Microsoft, e com o título de mesmo nome da Roblox na busca do metaverso de um ambiente virtual que seria a plataforma que utilizamos para interagir com a Internet e com os outros e que substituiria navegadores e aplicativos móveis.

“Nas próximas décadas, o metaverso tem potencial para se tornar uma parte de vários trilhões de dólares da economia mundial”, disse o CEO em conferência em Seul na terça-feira. “Os próximos três anos serão críticos para todas as empresas que aspiram ao metaverso, como Epic, Roblox, Microsoft, Facebook”, disse em entrevista posterior. “É uma espécie de corrida para chegar a um bilhão de usuários; quem quer que traga um bilhão de usuários primeiro, seria o suposto líder na definição dos padrões.”

Para Sweeney, a batalha entre o jurídico e o retórico com gigantes como Apple e Alphabet, dona do Google, em torno de suas lojas de aplicativos e sistemas de pagamentos é, pelo menos em parte, motivada por suas aspirações pelo metaverso e pela garantia de que haja um campo justo para empresas que competem para criá-lo.

“O metaverso é um termo parecido com a Internet. Nenhuma empresa pode possuí-lo”, disse o diretor-presidente da Epic.

A estratégia de metaverso da Epic tem duas pontas: a primeira é expandir o Fortnite de um jogo com 60 milhões de usuários ativos por mês para uma experiência que pode chegar a um bilhão no futuro, disse o CEO. Na outra, a empresa quer capitalizar suas ferramentas de criação de conteúdo, como o Unreal Engine, para gráficos 3D, “permitindo que todas as empresas do setor tenham uma presença 3D em tempo real”. Nessa frente, a Epic enfrentará forte concorrência de Nvidia, cujo CEO é também é otimista sobre o novo mercado.

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Euforia por metaverso impulsiona a compra de imóveis virtuais

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Esta semana, a empresa de Nova York Republic Realm anunciou um acordo de US $ 4,3 milhões para comprar terrenos digitais

Metaverso: analistas indicam que as terras digitais em plataformas de realidade virtual estão começando a funcionar como ativos imobiliários da vida real. (Facebook/Meta/Reprodução)

A ideia de gastar milhões em um terreno que só existe na internet pode parecer ridícula, mas a fúria desencadeada pelo metaverso, um futuro da realidade virtual, está incentivando alguns investidores a comprar imóveis digitais.

Esta semana, a empresa de Nova York Republic Realm anunciou um acordo de US $ 4,3 milhões para comprar terrenos digitais no The Sandbox, um dos vários sites de “mundo virtual” onde as pessoas podem se socializar, jogar ou ir a shows.

No final de novembro, a empresa canadense de criptomoedas Tokens.com adquiriu um terreno na plataforma rival Decentraland por US $ 2,4 milhões. Dias antes, Barbados havia anunciado um plano para abrir uma “embaixada do metaverso” em Decentraland.

Esses tipos de portais são promovidos como protótipos do metaverso, uma internet do futuro onde as experiências online atuais, como conversar com um amigo, parecerão cara a cara graças a dispositivos de realidade virtual.

A palavra “metaverso” está em alta há meses no Vale do Silício, mas o interesse se multiplicou em outubro, quando a empresa-mãe do Facebook mudou o nome para “Meta” em sua estratégia de apostar na realidade virtual.

A mudança de nome no Facebook “introduziu o termo ‘metaverso’ para milhões de pessoas muito mais rápido do que eu jamais poderia imaginar”, diz Cathy Hackl, consultora de tecnologia que aconselha empresas a entrar no metaverso.

O site de dados Dapp apura que, na última semana, foram vendidos terrenos virtuais avaliados em mais de 100 milhões de dólares nos quatro principais ambientes do metaverso: The Sandbox, Decentraland, CryptoVoxels e Somnium Space.

Hackl não se surpreende com esse boom, que é acompanhado pelo desenvolvimento de todo um ecossistema imobiliário digital, de incorporadoras a locadoras.

“Tentamos transferir a maneira como entendemos os bens físicos para o mundo virtual”, diz ele à AFP. E embora leve algum tempo para que esses sites operem como verdadeiros metaversos, seu terreno digital já funciona como um ativo da vida real.

“Você pode construir com base nele, pode alugá-lo, pode vendê-lo”, diz Hackl.

A Quinta Avenida
A Tokens.com comprou um excelente pacote no bairro Fashion Street da Decentraland, que a plataforma quer promover como sede de lojas virtuais de marcas de luxo.

“Se eu não tivesse investigado e entendido que esta é uma propriedade valiosa, isso pareceria absolutamente insano”, admite o CEO da Tokens.com, Andrew Kiguel.

Para ele, que passou 20 anos trabalhando com investimentos com foco no imobiliário, a operação da Decentraland rege-se pelos mesmos critérios da vida real: é um espaço moderno e movimentado.

“É um espaço de publicidade e eventos onde as pessoas vão se reunir”, disse, tomando como exemplo um recente festival de música na plataforma que atraiu 50 mil espectadores. Marcas de luxo estão começando a entrar nesse mundo paralelo: uma bolsa Gucci virtual foi vendida na plataforma Roblox em maio por um preço mais alto que a versão real.

Kiguel espera que a Fashion Street se transforme em uma espécie de Quinta Avenida em Nova York. Seu terreno pode lhe render dinheiro como espaço publicitário ou até mesmo “tendo uma loja com um funcionário de verdade”, explica.

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Enviar mensagens que somem após 24 horas no WhatsApp? Veja como

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Função foi anunciada nesta segunda-feira por Mark Zuckerberg em um post. Além das 24 horas, será possível configurar mensagens temporárias que durem sete ou 90 dias

tela do WhatsApp (Foto/Getty Images)

Desde o lançamento do Snapchat — e sua eventual popularidade — enviar mensagens temporárias se tornou uma função comum em diferentes redes sociais, como Facebook e Instagram. Agora, quem passa a oferecer uma opção mais estruturada nesse sentido é o WhatsApp, que terá mensagens com “prazo de validade” configurado para 24 horas e 90 dias, completando a oferta de sete dias que já era disponibilizada pela empresa. Na esteira desse processo, a plataforma de mensagens também já oferecia a função de compartilhar fotos e vídeos que desaparecem após serem visualizados uma única vez.

A decisão está centrada em fornecer mais opções de privacidade para os usuários, segundo comunicado enviado pela plataforma de mensagens nesta segunda-feira.

“A decisão sobre por quanto tempo uma mensagem deve ficar guardada deve ser sua. Nós nos acostumamos a deixar uma cópia digital de praticamente tudo o que digitamos sem sequer percebermos. É como se tivéssemos um assistente fazendo anotações e criando um registro permanente de tudo que dizemos. Hoje, temos o prazer de oferecer ainda mais opções para controlar por quanto tempo suas mensagens ficam guardadas com as mensagens temporárias por padrão”, afirma a companhia.

Segundo o comunicado, será possível ativar as mensagens temporárias por padrão em todas as novas conversas. Assim, todas as mensagens em novas conversas individuais iniciadas pelo usuário ou por outra pessoa serão configuradas para desaparecer após a duração escolhida. O WhatsApp também adicionou uma nova opção que pode ser ativada ao criar conversas em grupo. Esse novo recurso é opcional e não altera nem apaga as mensagens de nenhuma das conversas em andamento.

Além disso, a nova função foi compartilhada por Mark Zuckerberg em um post, no qual também ressalta a importância de privacidade — alvo de críticas recentes dentro da companhia:

Para quem optar pelo novo recurso de mensagens temporárias, uma mensagem será exibida nas conversas. informando os contatos de que essa é a configuração-padrão que o usuário escolheu. “Assim, fica claro para seus contatos que não é nada pessoal, mas sim sua escolha para se comunicar com mais privacidade no WhatsApp daquele momento em diante. Porém, se você quiser que as mensagens de uma conversa específica fiquem guardadas para sempre, poderá trocar a configuração da conversa facilmente.”, diz a empresa.

Para ativar esse novo recurso, basta acessar configurações de privacidade e selecionar “Duração-padrão”. Caso ainda tenha dúvidas, é possível entrar em contato com a Central de Ajuda da plataforma, via site.

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Google adia retorno aos escritórios antes planejado para janeiro

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O Google havia definido 10 de janeiro como a data de retorno e pedido que grande parte da força de trabalho comparecesse aos escritórios três dias por semana

(NurPhoto/Getty Images)

O Google, controlado pela Alphabet, adiou mais uma vez o retorno aos escritórios nos Estados Unidos em meio à confirmação de casos da variante ômicron no país, segundo informação recebida por funcionários na quinta-feira.

O Google havia definido 10 de janeiro como a data de retorno e pedido que grande parte da força de trabalho comparecesse aos escritórios três dias por semana. Chris Rackow, vice-presidente de segurança do Google, enviou e-mail aos funcionários dos EUA na quinta-feira dizendo que a empresa “vai esperar até o ano novo para avaliar” um retorno completo, segundo mensagem vista pela Bloomberg News. A CNBC informou sobre a mudança anteriormente.

O Google, com sede em Mountain View, Califórnia, se comprometeu com um sistema “híbrido”, o que permite a certos funcionários alternarem de escritório ou trabalharem remotamente, mas incentivou a maioria a voltar. Um porta-voz do Google disse que a empresa observou um aumento do número de funcionários que decidem trabalhar voluntariamente nas unidades da empresa, com quase 40% da força de trabalho nos EUA foi aos escritórios nas últimas semanas.

Na quinta-feira, o Google notificou funcionários na Europa, Oriente Médio e África que o retorno aos escritórios também seria adiado em relação à data planejada de 10 de janeiro.

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CEO do Instagram depõe nos EUA sobre efeitos nocivos da rede em jovens

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No depoimento, Adam Mosseri terá de dar explicações ao senado dos EUA sobre como o algoritmo de recomendação de conteúdo do app funciona

Adam Mosseri, CEO do Instagram (David Paul Morris/Getty Images)

O chefe do Instagram, Adam Mosseri, comparecerá nesta segunda-feira, 6, ao senado do Estados Unidos para participar de um painel do subcomitê de proteção ao consumidor com foco no bem-estar de crianças.

O motivo da ida, no entanto, não é pacífico. Há uma acusação informal de que a rede social atuou para deixar o aplicativo do Instagram mais capaz de segmentar conteúdos que criassem mal-estar mental nos mais jovens.

Embora seja uma acusação com a qual a Meta, dona do Facebook, enfrente corriqueiramente, a situação foi agravada após o vazamento de documentos internos da companhia que mostrarem que as equipes de design de produto da rede social pesquisavam com afinco por meios para serem mais nocivos.

O pedido para que Adam Mosseri testemunhasse perante o Congresso veio do senador democrata Richard Blumenthal. Na reunião, o congressista deve insisti para que o Instagram libere algum acesso ao funcionamento do algoritmo de recomendação, para que especialistas analisem como a rede social pode impulsionar conteúdo nocivo.

Blumenthal aponta que representantes do TikTok, Snapchat e YouTube prometeram algo parecido após deporem ao Congresso.

Como uma resposta antecipada ao embaraço, no mês passado, o vice-presidente de assuntos globais da Meta, Nick Clegg, anunciou que o Instagram vai adicionar um modo para jovens “darem um tempo” da rede social.

Com a nova ferramenta, quem aceitar, receberá uma notificação para controlar o uso serviço e para deixar de receber conteúdos que foram elencados como de interesse, mas que podem causar alguma má influência.

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Saída da Didi da bolsa de NY traz mais perdas para techs chinesas

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A Didi, empresa de aplicativo de transporte, disse na quinta-feira que iniciou o processo para sair dos mercados acionários

Conhecida formalmente como Xiaoju Kuaizhi Inc., a Didi foi criada em 2021 pelos sócios Cheng Wei e Jean Liu e atualmente possui mais de 493 milhões de usuários ativos espalhados por 15 países (Pavlo Gonchar/Getty Images)

Ações chinesas do setor de tecnologia chegaram a atingir mínimas históricas por alguns momentos em Hong Kong, com o impacto do fechamento de capital da Didi Global nos Estados Unidos e do crescente escrutínio de empresas da China continental negociadas no mercado americano.

O índice Hang Seng Tech, que rastreia principalmente gigantes chinesas de tecnologia negociadas em Hong Kong, caiu 2,7% durante a sessão e fechou com baixa de 1,5%, perto do menor nível desde o lançamento do indicador em julho do ano passado. Os componentes do índice perderam cerca de US$ 1,5 trilhão em valor de mercado combinado desde a máxima de fevereiro.

A Didi, empresa de aplicativo de transporte, disse na quinta-feira que iniciou o processo para sair dos mercados acionários dos EUA e que vai começar a preparar uma venda de ações em Hong Kong para atender as demandas do governo de Pequim, que se opôs à listagem nos Estados Unidos. A notícia seguiu um anúncio de reguladores americanos sobre um plano final para implementar uma nova lei que obriga empresas estrangeiras a abrirem seus livros à supervisão dos EUA sob o risco de serem deslistadas das bolsas dentro de três anos.

“Investidores americanos estarão dispostos a vender os ADRs se forem obrigados a sair dos Estados Unidos, o que aumentará a pressão sobre os preços das ações em Hong Kong”, disse Gary Ching, analista da Guosen Securities (HK) Financial Holdings.

Empresas chinesas de tecnologia já enfrentam regulamentação mais rigorosa do governo chinês em áreas como finanças digitais, segurança de dados, jogos online e listagens no exterior. E em julho, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA prometeu exigir mais informações de empresas chinesas que buscam abrir o capital no país.

A Didi pretende entrar com o processo de listagem em Hong Kong por volta de março, disseram pessoas com conhecimento do assunto.

Uma deslistagem nos EUA pode aumentar o custo de capital de empresas chinesas, segundo relatório do Bank of America no mês passado. Mais de 270 ADRs chineses são negociados nos Estados Unidos com capitalização de mercado combinada de US$ 1,8 trilhão, e mais de 150 deles não se qualificam para listagem em Hong Kong, disse o relatório.

“Geralmente, as ações de Hong Kong são negociadas a múltiplos mais baixos” do que seus pares nos EUA, disse o analista da Bloomberg Intelligence, Marvin Chen. “No ambiente atual, definitivamente as expectativas de ‘valuation’ delas serão redefinidas” caso busquem nova listagem em Hong Kong, acrescentou.

“A Didi será o modelo para outras empresas chinesas listadas nos EUA”, disse Justin Tang, chefe de pesquisa asiática da United First Partners. “Uma deslistagem nos EUA fará com que uma empresa perca exposição a investidores que só podem negociar nas bolsas americanas.”

O indicador de Hong Kong acumula baixa de 46% desde a máxima de fevereiro, e as perdas aumentaram nas últimas semanas, após a decepcionante temporada de balanços e a notícia de que a China teria planos de barrar empresas de abrir o capital em bolsas estrangeiras por meio de entidades de interesse variável.

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Robô de calçada: Segway se junta com startup para criar delivery

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A ideia é que os Coco Ones, que são descritos como uma “caixa sobre rodas”, sejam pilotados remotamente e parcialmente automatizados

Coco Ones: veículo feito em parceria com o Segway seria pilotado remotamente (Coco/Divulgação)

Além de transportar seguranças no shopping, o Segway agora quer vender robôs de delivery. A empresa que ficou conhecida por suas patinetes elétricas fez uma parceria com a startup de robôs de entrega, Coco, para a criação de 1.000 “robôs de calçada”.

A ideia é que os Coco Ones, que são descritos como uma “caixa sobre rodas”, sejam pilotados remotamente, parcialmente automatizados e usados para delivery. A Coco começará a implantar os robôs em Los Angeles e em duas outras cidades dos Estados Unidos durante o primeiro trimestre de 2022.

A ideia é que os Coco Ones, que são descritos como uma “caixa sobre rodas”, sejam pilotados remotamente, parcialmente automatizados e usados para delivery. A Coco começará a implantar os robôs em Los Angeles e em duas outras cidades dos Estados Unidos durante o primeiro trimestre de 2022.

O Segway, que nunca foi além dos seguranças de shopping, das empresas de turismo e das piadas, agora entra em um mercado cuja expectativa é de 236 milhões de dólares até 2027.

Só a Coco, que já faz parte deste mundo, arrecadou 36 milhões de dólares na Série A, elevando seu financiamento total para 43 milhões de dólares.

“A escassez de mão de obra causada pela pandemia apenas acelerou a aceitação dos robôs. Além disso, os veículos de movimento mais lento e de carga útil menores são adequados para pedestres nas calçadas e são bem-vindos pelas cidades”, disse Tony Ho, vice-presidente de desenvolvimento de negócios globais do Segway.

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