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Mesmo com liminar, sindicatos mantêm paralisação em ônibus e Metrô de SP

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De acordo com Wagner Fajardo, coordenador do Sindicato dos Metroviários de SP, a expectativa é que as linhas 1, 2 e 3 sejam totalmente interrompidas

Greve: sindicato tentará convencer funcionários das linhas 4 e 5, operadas por consórcios privados, a parar (Sind Rodoviários Sorocaba Região/Divulgação)

São Paulo — Nesta semana, a São Paulo Transporte S.A (SPTrans), o Metrô e a CPTM conseguiram liminares favoráveis para impedir a paralisação dos meios de transporte na capital paulista nesta sexta-feira (14), quando está prevista uma greve geral contra a reforma da Previdência.

Apesar das decisões da Justiça, os funcionários de ônibus, de metrô e de trens confirmam que a paralisação está mantida.

De acordo com Wagner Fajardo, coordenador do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, haverá uma assembleia nesta quinta-feira (13) para organizar a greve.

Ele afirma que a expectativa é que as linhas 1, 2 e 3 sejam totalmente interrompidas. Também diz que tentará convencer funcionários das linhas 4 e 5, operadas por consórcios privados, a parar.

“Não é uma greve só de transportes. Vai ser uma greve geral mesmo. Estamos com expectativa positiva de que o movimento será bastante forte e, com certeza, deverá influenciar a tramitação da reforma da Previdência”, afirma.

Liminares

A SPTrans conseguiu manutenção da circulação de ônibus na cidade, principalmente nos horários de pico, entre 5h e 9h e entre 17h e 20h. Em caso de descumprimento, a multa é de 100 mil reais por dia.

Já o Metrô conseguiu liminar para manter 100% do quadro de servidores nos horários de pico, e 80% no restante. A CPTM obteve liminar para manter 100% do quadro durante todo o horário de operação.

De acordo com Farjado, a liminar ainda vai ser julgada, com apresentação da defesa dos metroviários para que a multa não seja aplicada. “Entendemos que essas liminares são inconstitucionais porque ferem o direito de livre manifestação e de greve, que está garantida na Constituição”.

Bancos

O Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região definiu que vai suspender as atividades. Em nota, a presidente do sindicato, Ivone Silva, disse que não há como os trabalhadores contribuírem para a previdência da forma proposta pelo governo Bolsonaro.

“o número de desempregados chegou a 13,2 milhões. Temos ainda 5 milhões de desalentados e 28,4 milhões de subutilizado. E a informalidade avança no mercado pós-reforma trabalhista. Quem nesse país vai conseguir alcançar os 20 anos de contribuição para a aposentadoria? E os 40 anos de contribuição para se aposentar com o benefício integral? É impossível”, diz a nota.

Já no Rio de Janeiro, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários e Financiários do Município do Rio de Janeiro também decidiu paralisar as atividades.

Escolas

O Sinpro (Sindicato dos Professores de São Paulo) anunciou que ao menos 32 escolas particulares de São Paulo vão aderir à greve geral.

Professores de escolas tradicionais da cidade, como Arquidiocesano, Santa Cruz, Notre Dame, Lycée Pasteur, Vera Cruz e Escola da Vida vão paralisar as atividades.

Até o momento, também decidiram parar os colégios Alecrim, Arco, Aretê, Arraial das Cores, Bakhita, Casa de Aprendizagens, Criarte, Equipe, Espaço Brincar, Fazendo Arte, Garcia Yago, Giordano Bruno, Gracinha, Hugo Sarmento, Invenções, Ítaca, Maria Boscovitch, Micael Waldorf, Ofélia Fonseca, Oswald de Andrade, Politeia, Pré-escola Quintal do João Menino, Santi, São Domingos, Viva e Waldorf São Francisco.

Dentre os pontos que discordam da proposta da reforma previdenciária enviada ao Congresso, está o fato de que os professores deixarão de ter reconhecida uma aposentadoria especial.

Os professores das redes municipal e estadual de São Paulo também estão mobilizados para paralisar as atividades das escolas públicas nesta sexta-feira.

 

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Pesquisa da Unicamp inédita no país descobre como cepa brasileira do zika vírus atrapalha a formação de neurônios

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Daniel Martins de Souza, doutor em bioquímica, liderou o estudo. Descoberta pode ajudar na criação de medicamentos e terapias para evitar microcefalia, causada em decorrência da infecção de grávidas pelo vírus.

Pesquisadores da Unicamp descobrem como cepa brasileira do Zika Vírus age no cérebro — Foto: Arquivo pessoal

Uma pesquisa inédita da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) descobriu como a cepa brasileira do zika vírus interfere na formação de neurônios. O estudo, que teve o doutor em bioquímica Daniel Martins de Souza como participante, pode ajudar na criação futura de medicamentos e terapias para evitar a microcefalia, causada em decorrência da infecção de grávidas pelo vírus.

“A gente queria entender um pouco mais sobre o que o vírus faz dentro das células do sistema nervoso central, que pudesse estar associado ao aparecimento da microcefalia. Até há algumas coisas na literatura, mas são superficiais. Ninguém tinha estudado tão detalhadamente”, disse.

A descoberta observou que a variante brasileira pode afetar a comunicação, o crescimento e até mesmo a sobrevivência de neurônios. Essas alterações moleculares causadas pelo vírus ocasionam distúrbios neurológicos, falhas no neurodesenvolvimento e malformações do sistema nervoso.

O estudo foi publicado na revista americana Molecular Neurobiology e leva o nome de 18 cientistas, tendo como primeira autora a bióloga Juliana Minardi Nascimento.

Estudos afirmam a relação entre zika e microcefalia  — Foto: Getty Images/BBC

Estudos afirmam a relação entre zika e microcefalia — Foto: Getty Images/BBC

Cepa brasileira é a que causa microcefalia

Segundo o pesquisador, a cepa brasileira do zika vírus está associada com o aparecimento da microcefalia em bebês.

Até o momento, a ciência sabia que o vírus interferia no desenvolvimento neurológico, mas não sabia especificamente como. Isso porque, segundo Souza, as pesquisas em microcefalia se atentavam à parte morfológica do cérebro, sob um olhar macrocelular.

“O intuito da pesquisa foi investigar as alterações moleculares que a cepa brasileira do zika vírus poderia induzir em células do sistema nervoso central, que pudessem estar associadas à microcefalia, observada em crianças cujas mães foram infectadas pelo vírus durante a gravidez. Então, a gente pensou que o aparecimento da microcefalia pudesse estar associado ao neurodesenvolvimento que acontece no útero”, disse.

 

Para descobrir como a cepa brasileira afeta o cérebro, pesquisadores da Unicamp criaram modelos com células-tronco neurais — Foto: Pedro Amatuzzi/Arquivo pessoal

Para descobrir como a cepa brasileira afeta o cérebro, pesquisadores da Unicamp criaram modelos com células-tronco neurais — Foto: Pedro Amatuzzi/Arquivo pessoal

A microcefalia é quando o cérebro do feto não se desenvolve apropriadamente. A condição pode ser causada por diversos fatores, sendo um deles a infecção pela zika vírus brasileiro.

Contudo, segundo o pesquisador, outras variantes do vírus, como a cepa africana, não estão relacionadas com o aparecimento da microcefalia, apesar de serem “vírus primos”. Isso porque a linhagem da África não consegue infectar o cérebro, sendo isto uma característica da variante do Brasil.

Testes e descoberta

Para entender como a cepa brasileira do zika vírus interfere na formação do cérebro, os pesquisadores cultivaram, em laboratório, células-tronco neurais e, com elas, criaram dois modelos:

  • um representando o neurônio
  • outro representando conexões mais complexas do sistema nervoso, com células além dos neurônios

Cada modelo, então, foi replicado três vezes e, posteriormente, infectados com a cepa brasileira, a cepa africana ou o vírus da dengue (também utilizado para grupo controle).

De acordo com Souza, o zika vírus brasileiro tem algumas similaridades à cepa africana e ao vírus da dengue, mas, como esses não causam microcefalia, o que os pesquisadores tentaram entender é o que a cepa brasileira fazia de diferente nas células-tronco.

A descoberta foi relacionada à interferência na produção de um grupo de proteínas importantes para a formação, a sobrevivência e a comunicação das células infectadas desde o começo de seu desenvolvimento, o que, quando projetado em um sistema vivo, mostra potencial para prejudicar seriamente a formação do sistema nervoso.

Ao g1, Souza explica que o próximo passo é validar esses achados em modelos sofisticados, como organóides cerebrais, uma simulação de cérebros in vitro, e posteriormente em modelos animais. A expectativa é que os novos testes confirmem os resultados e, em um futuro, o estudo seja utilizado para criação de terapias que possam evitar a microcefalia.

“Esse é o primeiro passo para gente pensar no desenvolvimento de terapias que possam ser viáveis para evitar a microcefalia em crianças de mães infectadas. A gente agora sabe qual a parte da maquinaria cerebral que é alterada pelo vírus. Então, sabendo isso, a gente tem alvos moleculares que podem ser mirados para o desenvolvimento de novas terapias”, completou.

 

Descoberta de pesquisadores da Unicamp pode ajudar em medicamentos futuros para microcefalia — Foto: Pedro Amatuzzi/Arquivo pessoal

Descoberta de pesquisadores da Unicamp pode ajudar em medicamentos futuros para microcefalia — Foto: Pedro Amatuzzi/Arquivo pessoal

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Como solicitar o voto em trânsito? Veja perguntas e respostas

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Eleitores do Distrito Federal que não estarão em Brasília nos dias do primeiro e segundo turnos das eleições podem solicitar o voto em trânsito. O serviço permite que o cidadão vote, mesmo que esteja em outro estado, de acordo com as regras determinadas.

Para o pleito deste ano, o prazo para solicitação do serviço vai até 18 de agosto. O pedido precisa ser feito presencialmente, nos cartórios eleitorais do Distrito Federal. É necessário fazer um agendamento virtual pelo site do Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF).

O primeiro turno das eleições deste ano acontecerá em 2 de outubro. Caso necessário, o segundo turno para presidente e governadores ocorre no dia 30 do mesmo mês.

Confira abaixo perguntas e respostas sobre o voto em trânsito:

Posso votar em trânsito em qualquer cidade?

Não, o serviço só está disponível para cidades que tenham mais de 100 mil eleitores.

O pedido vale só no 1º turno?

O cidadão pode fazer o pedido para votar fora do domicílio eleitoral em cada turno, de forma separada, ou já para ter o direito nos dois dias de votação.

Os eleitores que estiverem em cidades diferentes em cada um dos turnos podem solicitar a habilitação para votar em trânsito para cada dia, e realizar indicações de cidades distintas.

Como fazer o pedido?

Não há possibilidade de realizar o serviço pela internet. Porém, é necessário fazer um agendamento online (acesse por aqui), antes de ir presencialmente a um cartório eleitoral e fazer a solicitação do voto em trânsito.

Na ida ao cartório, o eleitor precisa indicar a cidade onde vai votar e é preciso levar um documento oficial de identificação com foto. A solicitação não pode ser feita por terceiros, apenas pelo próprio cidadão.

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Varíola dos macacos traz preconceito, medo e muda vida de gays e bissexuais

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O preconceito se agravou após o diretor-geral da OMS pedir para que os homens que fazem sexo com homens diminuíssem contatos e parceiros sexuais

Varíola dos macacos: o principal sintoma da doença é identificado pela ocorrência de lesões na pele. (Callista Images/Getty Images)

A alta incidência da varíola dos macacos (monkeypox) entre “homens que fazem sexo com homens” (HSH) e o pedido da Organização Mundial da Saúde (OMS) para que gays e bissexuais reduzam contatos e parceiros sexuais criaram um problema que a ciência e as autoridades tentaram evitar. Pacientes com a doença apontam para uma onda de comentários preconceituosos e homofóbicos, desinformação, paranoia e medo, ao mesmo tempo em que outra parcela da comunidade LGBT+ se nega a encarar os fatores de risco e acredita ser alvo da mesma perseguição motivada pela epidemia do HIV na década de 1980.

Com 30 anos e vivendo com HIV, o influenciador e comunicólogo Lucas Raniel descobriu que estava com a varíola na segunda semana de julho, quando começou a ter febre e, em seguida, as feridas características da doença. Após o diagnóstico, ele começou a contar sua rotina e dividir detalhes do tratamento nas redes sociais, onde acumula mais de 70 mil seguidores. “Desde que comecei a falar, a quantidade de mensagens é insana”, diz Raniel. Ele conta que é procurado tanto por pessoas com medo de terem se infectado, mandando fotos de possíveis lesões, “quanto gays morrendo de medo e achando que vão se infectar e morrer amanhã”. O preconceito dá as caras, com frases como “tá vendo, quem mandou ser gay e sair transando com todo mundo”.

Os primeiros casos notificados na Europa foram em festas e saunas voltadas ao público gay, no início de maio. As comemorações do Orgulho LGBTI+ no mês seguinte e o fato de que essa comunidade tem uma “rede interligada” de contatos fizeram com que o vírus se espalhasse rapidamente entre “homens que fazem sexo com homens”. “A comunidade LGBT+ acaba negligenciando essas questões porque já somos inflamados sobre muitas coisas. Quando nos entendemos como gays, já pensamos se o HIV vem nesse combo ou não”, afirma Raniel, que vê parte da comunidade tentando se esquivar dos avisos e riscos.

DJ e modelo de 22 anos, Doug Mello diz que quando falou sobre seu diagnóstico nas redes sociais também recebeu mensagens de carinho, apoio e desejos de melhora, mas não só. “Fiquei abismado com a ignorância de muitos, que não procuram saber o que é e nem se informar. Teve uma parte que veio me atacar, dizendo que seria ‘a nova doença dos gays’. Fico apreensivo, porque podem achar que só pega por sexo”, conta.

COMUNICAÇÃO

A ciência ainda não decifrou se a varíola dos macacos é transmitida pela penetração ou pelo sêmen, mas o comportamento similar ao de uma DST fez com que ela fosse relacionada a uma possível promiscuidade dos pacientes. O preconceito se agravou após Tedros Adhanom, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, pedir para que os homens que fazem sexo com homens diminuíssem contatos e parceiros sexuais. A fala foi criticada pela comunidade LGBT+, ainda que ele tenha esclarecido que o enfoque era para prevenção e prioridade na vacinação, na tentativa de frear a doença. “O estigma e a discriminação podem ser tão perigosos quanto qualquer vírus e alimentar o surto”, disse.

“Nos preocupamos com esse enfoque (na comunidade HSH), em razão do que vivemos com a aids. Um dos atributos do estigma é essa rotulação, que afasta a população das buscas por tratamento”, aponta Anderson Reis, doutor em Enfermagem e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), com foco na saúde masculina.

ALERTA

“Tem o ponto correto de tornar visível que homens gays estão sendo afetados desproporcionalmente, e isso é bom para a comunidade estar alerta; mas o ponto ruim é que volta para a mesma questão do HIV”, afirma o pesquisador da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo Daniel Barros. “Se tivéssemos tomado uma ação rápido o suficiente e pensado que as vidas e a saúde de homens gays e bissexuais são importantes o suficiente para tirarmos vacinas do freezer e colocá-las nos nossos corpos, nem estaríamos nessa conversa”, disse Keletso Makofane, da Sociedade Internacional da Aids.

 

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Mega-Sena deste sábado sorteia prêmio de R$ 3 milhões; veja como apostar

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As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal

Mega-sena (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

 

O Concurso 2.508 da Mega-Sena, que será realizado hoje (6) à noite em São Paulo, deve pagar prêmio de R$ 3 milhões a quem acertar as seis dezenas. O sorteio será às 20h no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal.

O último concurso (2.507), na quinta-feira (4), teve uma aposta vencedora feita em Mossoró (RN), que levou um prêmio de R$ 5,5 milhões.

Como apostar na Mega-Sena? Qual valor?

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. A aposta simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.

Probabilidades de vencer a Mega-Sena

A probabilidade de acertar as seis dezenas com uma aposta simples de R$ 4,50 é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa Econômica Federal.

Valores para jogar na Mega-Sena

6 números: R$ 4,50
7 números: R$ 31,50
8 números: R$ 126,00
9 números: R$ 378,00
10 números: R$ 945,00
11 números: R$ 2.079,00
12 números: R$ 4.158,00
13 números: R$ 7.722,00
14 números: R$ 13.513,50
15 números: R$ 22.522,50

Como fazer um bolão da Mega-Sena

Para aumentar as chances de ganhar, muitos jogadores optam por adquirir cotas dos bolões, já que concorrem com uma maior quantidade de jogos e de números em uma aposta, gastando menos.

Para realizar o bolão, basta formar um grupo, escolher os números da aposta, marcar a quantidade de cotas e registrar em qualquer uma das 13 mil lotéricas do país. Ao ser registrada no sistema, a aposta gera um recibo de cota para cada participante que, em caso de premiação, poderá resgatar o prêmio individualmente.

O apostador também pode adquirir cotas de bolões organizados pelas lotéricas. Para isso, é preciso solicitar ao atendente a quantidade de cotas que deseja e guardar o recibo para conferir a aposta no dia do sorteio. Nesse caso, poderá pagar uma tarifa de serviço adicional de até 35% do valor da cota, a critério da lotérica.

Na Mega-Sena, os bolões têm preço mínimo de R$ 10. Porém, cada cota não pode ser inferior a R$ 5. É possível realizar um bolão de no mínimo duas e no máximo 100 cotas. É permitida a realização de no máximo dez apostas por bolão. Nos casos de mais de uma aposta, todas elas deverão conter a mesma quantidade de números de prognósticos.

Link para apostar na Mega-Sena

As apostas podem ser feitas nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet, através deste link.

 

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Anvisa recebe pedido de registro para teste de varíola dos macacos

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Até agora, 2004 casos de varíola dos macacos foram registrados no país

Teste sendo realizado (Carlos Lujan/Getty Images)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu o segundo pedido de registro de kit para teste para monkeypox, a varíola dos macacos. O pedido é para o produto Monkeypox Virus Nucleic Acid Detection Kit e foi apresentado pela empresa Comércio e Indústria de Produtos Médico-Hospitalares e Odontológicos Ltda (CPMH).

De acordo com a agência reguladora, o pedido foi solicitado no dia 2 de agosto e já está em análise pela equipe técnica. Anteriormente, a Anvisa já havia o pedido de registro da empresa Biomédica. A solicitação foi analisada e a reguladora emitiu exigência, que é um pedido de informações e dados necessários para a conclusão da análise pela equipe técnica.

O processo do registro envolve avaliar fabricação, confiabilidade dos resultados e efetividade para o diagnóstico.

Diagnóstico

De acordo com a Anvisa, atualmente o diagnóstico da monkeypox no país é feito por meio de ensaios moleculares de PCR com metodologia desenvolvida pelo próprio laboratório de análise clínica, com base em protocolos validados. Essa forma de atuação está regulamentada e é equivalente à aplicada por diferentes países, principalmente quando ocorre epidemia por agentes etiológicos emergentes.

Situação no país

Segundo dados do Ministério da Saúde, até ontem (5), 2004 casos de varíola dos macacos foram registrados no país. A pasta acompanha outros 1.962 casos. Até o momento, uma morte foi confirmada pela doença, em Minas Gerais.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou no início da semana que o Brasil receberá, por intermédio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o antiviral Tecovirimat para “reforçar o enfrentamento ao surto” de varíola dos macacos.

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Festival Internacional de Robótica começa hoje no Rio

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Festival Internacional de Robótica começa hoje no Rio

Divulgação/Sesi/Rio

O Rio de Janeiro recebe a partir de hoje (5) o Festival Internacional de Robótica, realizado pela primeira vez no Brasil, e organizado pelo Serviço Social da Indústria (Sesi), no Pier Mauá, até o próximo domingo (7), com entrada grátis.

O público poderá participar de oficinas experimentais de ciências, artes e tecnologia. O Sesi acompanha a robótica há muitos anos e fazia as seletivas nacionais para levar seus alunos ao torneio internacional em Houston, nos Estados Unidos.

Este ano, contudo, o Sesi foi encarregado de coordenar, pela primeira vez, um torneio internacional no Brasil, com a participação de 90 times, sendo 60 do exterior, com 38 países e 990 competidores. “É uma representação muito grande e estamos muito felizes. Vai ser um projeto interessante”, disse o diretor de Operações do Sesi, Paulo Mól.

Neste festival, haverá pela primeira vez no Brasil uma competição de robôs mais robustos, de 60 quilos, que é uma modalidade mais completa da robótica.

Categorias

Na categoria First Lego League Challenge (FLL), de robôs menores, participam estudantes de 9 a 16 anos (no Brasil e demais países, à exceção dos Estados Unidos e Canadá, cuja faixa etária é de 9 a 14 anos). Eles buscam soluções para problemas do dia a dia da sociedade moderna. Participam as 90 melhores equipes de FLL de todo mundo, sendo 58 estrangeiras e 32 brasileiras. A segunda modalidade é a Off Season da First Robotics Competition (FRC), que terá 28 equipes brasileiras, sendo conhecida como a Olimpíada dos Robôs.

“Estamos falando de 28 times nesse campeonato de robôs de 60 quilos” disse Mól. As equipes de robôs mais estruturados reúnem alunos de 12 anos até 18 anos de idade. “Quando as crianças viram adultas,  passam a ser tutoras e mentoras dos outros times”, explicou.

O torneio internacional existe desde 1998. O Brasil começou a acompanhar a competição há cerca de dez anos. O Sesi é o operador nacional dos eventos de robótica no país.

As equipes brasileiras que participam do festival são as melhores classificadas no campeonato nacional realizado em maio, em São Paulo. Paulo Mól afirmou que o festival do Rio está fora da temporada. “É um evento demonstração, é um teste. As equipes vão apresentar os projetos no festival, mas não estão concorrendo à seletiva nacional”. acentuou.

No início de 2023, será realizada uma competição em que os melhores classificados vão concorrer nos melhores torneios internacionais. “Nesses torneios internacionais, a ideia é ganhar notoriedade. São competições onde as principais universidades americanas e empresas do mundo estão de olho nos profissionais que estão trabalhando nos torneios de robótica. Grandes empresas, como Boeing e Microsoft, financiam esses torneios”, acentuou.

Acesso

O público poderá visitar o local de competição hoje, das 13h às 16h; no sábado (6), das 8h às 18h; e, no domingo (7), das 8 às 17h.

Mól disse, também, que a estratégia é dar acesso à robótica e ao conhecimento científico a crianças e adultos. Na entrada da promoção, há uma área de experimentação científica para montagem de robôs de Lego e de peças de materiais recicláveis e oficinas interativas.

“É um espaço onde pais e filhos se juntam para trabalhar de forma colaborativa. É um momento não só lúdico, mas também extremamente educacional”, salientou. A ideia é encantar e mostrar que a ciência é interessante, é legal, acessível e barata.

“O nosso próximo passo é tentar estimular escolas públicas e a comunidade a trabalhar com ciência e tecnologia para que esse assunto deixe de ser elitizado e passe a ser acessível a todos os estudantes do Brasil, independente da renda”, garantiu.

Modalidades

No First Lego League Challenge (FLL), os alunos formam equipes de dois a dez integrantes para construir robôs feitos de peças de lego, que devem cumprir uma série de missões e somar o máximo de pontos. Cada partida dura dois minutos e meio em um tapete oficial da competição.

O time também é responsável pela criação de um projeto de inovação, que é uma solução para um problema real dentro da temática da temporada. Este ano, o tema é Logística e Transporte. Os estudantes são avaliados pelo projeto de inovação; por valores como trabalho em equipe, diversão, inclusão e impacto; e pelo design e desempenho do robô.

Participam dessa modalidade estudantes da África do Sul, Argentina, Brasil, Cazaquistão, Chile, Colômbia, Coreia do Sul, Dinamarca, Egito, Emirados Árabes, Escócia, Eslováquia, Espanha, Estados Unidos, Estônia, França, Alemanha, Grécia, Honduras, Hungria, Irlanda, Irlanda do Norte, Israel, Itália, Japão, México, Macedônia do Norte, Marrocos, Nigéria, Noruega, Paraguai, Polônia, Porto Rico, Reino Unido, República Tcheca, Romênia e Uruguai.

Já a First Robotics Competition (FRC) é a modalidade mais avançada das competições de robótica da First. Ela se destina a alunos do ensino médio, que constroem e programam robôs semiautônomos de porte industrial. Os robôs têm até 55 kg e 1,5 metro de altura e devem realizar tarefas em uma arena do tamanho de uma quadra de vôlei. O time é formado pelo menos por 10 integrantes, trabalha com um kit básico de peças e pode ser criativo para montar o robô, mas deve utilizar o mesmo sistema de controle e respeitar as regras que limitam tamanho, peso e quantidade máxima de motores, por exemplo.

Os testes e competições de robótica têm início previsto para as 10h desta sexta-feira. A cerimônia de abertura está marcada será às 16h. A solenidade de premiação será no domingo, às 16h30.

(Agência Brasil )

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