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sábado, 10/01/2026

Mercosul e UE devem fechar acordo em 2026, diz Alckmin

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Geraldo Alckmin, vice-presidente, afirmou nesta sexta-feira (9) que o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia deve ser assinado em breve e começar a valer em 2026. Para isso, ele precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu e pelos legislativos dos países do Mercosul: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Alckmin explicou que para o acordo entrar em vigor é preciso que cada país do Mercosul internalize a decisão. Destacou que, se o Congresso brasileiro aprovar no primeiro semestre, o Brasil pode começar a aplicar o acordo mesmo que os outros países ainda não tenham aprovado. Isso trará para o Brasil produtos mais baratos e de melhor qualidade, além de gerar empregos e atrair investimentos.

Segundo Alckmin, o acordo vai aumentar os investimentos da Europa no Mercosul e também investimentos brasileiros nos 27 países da União Europeia. O pacto apoia a cooperação internacional em um momento de instabilidade global e promove comércio com regras claras e compromissos para cuidar do meio ambiente, como o combate às mudanças climáticas.

A União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do Brasil, ficando atrás apenas da China, com um comércio de 100 bilhões de dólares no ano passado. A indústria brasileira exportou 23,6 bilhões de dólares para a UE, um crescimento de 5,4% em relação ao ano anterior. Além disso, cerca de 9 mil empresas brasileiras, o que representa 30% dos exportadores nacionais, vendem para a Europa, gerando emprego para mais de três milhões de pessoas.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, confirmou que a aprovação do pacto ocorreu no Conselho Europeu, chamando o fato de histórico. Ela disse que o objetivo é criar crescimento econômico, empregos e proteger os interesses dos consumidores e empresas europeias.

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