Fernando Haddad, ministro da Fazenda, afirmou nesta terça-feira, 1º, que há um grande interesse do mercado por linhas de crédito blended finance com o objetivo de recuperar pastagens. Ele também anunciou que o governo deixará de tributar investimentos e ampliará a isenção da cesta básica, como parte das mudanças trazidas pela reforma tributária.
“O mercado demonstra forte interesse pela linha de crédito que estamos implementando, uma espécie de blended finance. Temos uma expectativa positiva para iniciar um trabalho sólido na recuperação de pastagens”, explicou Haddad.
De acordo com o ministro, os frutos do Ecoinvest, que atua na regeneração de pastagens, devem alcançar a recuperação de 40 milhões de hectares. Ele ressaltou que o tema climático é uma preocupação central do governo e mencionou que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, está atenta a essa questão.
Para Haddad, além de combater o desmatamento, o esforço ambiental também contribui para um selo de qualidade da produção brasileira. Ele destacou que a sanidade dos produtos é outro fator essencial para a competitividade no mercado internacional.
O ministro elogiou o vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, afirmando que sem sua participação não teriam conseguido avanços como a reforma tributária. As mudanças promovidas por essa reforma complementam os valores previstos no Plano Safra deste ano.
Sobre o Plano Safra, Haddad explicou que as medidas anunciadas para empresários e agricultores familiares representam o mesmo programa, adaptado para públicos diferentes, ressaltando que a agroindústria está integrada à realidade do campo.
Ele destacou que o setor do agronegócio apresentou resultados positivos, superiores às expectativas do mercado, mas alertou que tanto o cenário externo quanto o interno ainda enfrentam incertezas.
“Havia receio sobre a instabilidade dos preços, mas com a valorização do real frente ao dólar e a colheita de uma grande safra, houve queda nos preços dos alimentos mês passado”, afirmou o ministro.
O Plano Safra 2025/2026, divulgado anteriormente pelo governo, prevê R$ 516,2 bilhões em financiamentos para médios e grandes produtores, valor 1,5% maior que o do ano anterior.
Além disso, o plano contará com reforço das linhas em dólar do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), totalizando R$ 18 bilhões, sendo R$ 14,4 bilhões destinados a custeio e investimento a taxas entre 8,5% e 9% ao ano.
