O setor de imóveis na cidade de São Paulo cresceu em lançamentos durante 2025, mas as vendas não acompanharam esse ritmo, fazendo com que o estoque de apartamentos disponíveis aumentasse.
O programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) foi novamente o principal responsável por esse movimento. Enquanto isso, os imóveis de médio e alto padrão tiveram vendas mais fracas devido às altas taxas de juros nos financiamentos, o que contribuiu para o aumento dos estoques.
Segundo dados do Sindicato da Habitação (Secovi-SP) divulgados em coletiva no dia 5, os lançamentos de residências subiram 34% em 2025, totalizando 139,7 mil novas casas e apartamentos, e as vendas aumentaram 9%, alcançando 113 mil unidades.
Em termos financeiros, o valor dos lançamentos cresceu 40%, chegando a R$ 81,6 bilhões, enquanto as vendas tiveram alta de 3%, somando R$ 58,8 bilhões.
A velocidade de vendas, que indica a proporção de imóveis vendidos dentro do estoque disponível, caiu 0,9 ponto percentual, ficando em 12,3% em 2025.
Com mais lançamentos do que vendas, o estoque de imóveis novos disponíveis para compra subiu 40,3% em um ano, chegando a 85,2 mil unidades, incluindo imóveis na planta, em construção e recém-construídos.
Com o atual ritmo de vendas, esse estoque seria suficiente para atender a demanda por oito meses no segmento popular, que tem maior rotatividade, e por onze meses no segmento de médio e alto padrão, que leva mais tempo para vender.
Setores
Mais uma vez, o programa Minha Casa Minha Vida liderou o crescimento no mercado imobiliário. Em 2025, lançamentos e vendas dentro do programa aumentaram 30%, chegando a 85,3 mil unidades lançadas (61% do total) e 72 mil unidades vendidas (63,7% do total). O preço médio dos imóveis do MCMV na cidade ficou em R$ 265,5 mil no ano passado.
Por outro lado, o segmento de médio e alto padrão viu seus lançamentos crescerem 41%, para 54,3 mil unidades, mas as vendas caíram 11%, para 40,9 mil unidades. O valor médio dos imóveis neste grupo foi de R$ 1,1 milhão.
Estadão Conteúdo.
