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Mercado financeiro reduz estimativa para a inflação de 2020

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Pesquisa Focus, do Banco Central, também aponta que o mercado financeiro prevê a Selic mantida em 4,25% neste ano

INFLAÇÃO: para o UBS, a queda da Selic deve parar em 6,75%, sob risco de repetirmos a história de 2007 (Pilar Olivares/Reuters)

São Paulo — As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) reduziram a estimativa para a inflação este ano, pela sexta vez seguida. Desta vez, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país – caiu de 3,40% para 3,25%. A informação consta do boletim Focus, pesquisa semanal do BC, que traz as projeções de instituições para os principais indicadores econômicos.

Para 2021, a estimativa de inflação se mantém em 3,75%. A previsão para os anos seguintes também não teve alterações: 3,50% em 2022 e 2023.

A projeção para 2020 está abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4% em 2020. Para 2021, a meta é 3,75% e para 2022, 3,50%. O intervalo de tolerância para cada ano é 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, ou seja, em 2020, por exemplo, o limite mínimo da meta de inflação é 2,5% e o máximo, 5,5%.

Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 4,25% ao ano. Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic, pela quinta vez seguida, com corte de 0,25 ponto percentual.

Para o mercado financeiro a Selic deve ser mantida no atual patamar até o final do ano. Em 2021, a expectativa é de aumento da taxa básica, encerrando o período em 6% ao ano. Para o final de 2022 e 2023, a previsão é 6,5% ao ano.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já a manutenção da Selic indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Atividade econômica

A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi mantida em 2,30% em 2020. As estimativas das instituições financeiras para os anos seguintes – 2021, 2022 e 2023 – permanecem 2,50%.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar está em R$ 4,10 para o fim deste ano e subiu de R$ 4,05 para R$ 4,10, ao final de 2021.

 

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Economia

Dólar bate novo recorde e se encaminha 8ª alta consecutiva

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Preocupação com coronavírus continua ditando tom pessimista no mercado financeiro

Dólar: moeda americana sobe e se encaminha para oitavo pregão consecutivo de alta (Thomas Trutschel/Photothek/Getty Images)

São Paulo – Em mais um dia de forte tensão no mercado financeiro, o dólar voltou a subir pelo oitavo pregão consecutivo.  Com a preocupação sobre a evolução dos casos de coronavírus fora da China, muitos investidores têm adotado uma postura defensiva, o que tem provocado impactos diretos no câmbio de economias emergentes.

Às 15h10, o dólar avançava 0,172% e era negociado por 4,4828 na venda. Na máxima desta sexta, oa moeda americana bateu 4,5121 reis na venda, registrando novo recorde nominal intradiário. Mais cedo, a moeda americana chegou a ser negociada na casa dos 4,47 reais, após leilão do Banco Central. “Esses leilões não são para derrubar a moeda, mas para não ter especulação fora do comum. A moeda tem motivo para continuar subindo”, disse Jefferson Laatus, estrategista-chefe e fundador do Grupo Laatus.

Caso confirme a oitava sessão consecutiva de alta, o dólar registrará a mais longa sequência de ganhos desde os nove pregões de valorização entre 7 e 19 de dezembro de 2005. Ao fim daquela série, o dólar estava em 2,382 reais na venda.

Na quinta-feira, o dólar encerrou em novo recorde de fechamento, cotado em 4,4751 reais. No exterior, o dólar também se apreciava frente às divisas de países emergentes, mas recuava contra o franco suíço – considerada uma das moedas mais seguras do mundo.

Para Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora, a direção do dólar pode mudar com a aprovação das reformas econômicas propostas pelo governo brasileiro.”Aprovadas as reformas, o investidor pode se sentir confortável e voltar a investir aqui. Quando voltar a entrar dinheiro novo, aí que o dólar vai dar uma aliviada.”

O mercado acompanhava ainda nesta sessão a formação da Ptax de fim de mês –aquela que serve de referência para a liquidação de contratos futuros e outros derivativos. A “briga” entre comprados e vendidos em dólar por uma taxa mais conveniente a suas operações costuma adicionar volatilidade aos negócios.

 

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Economia

Petrobras reduz preço de gasolina e diesel nas refinarias

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Gasolina vai ficar 4% mais barata a partir do sábado, 29, e o diesel, 5%

Gasolina: petróleo baixo fez valores caíram (Jeff Pachoud/AFP)

São Paulo — A Petrobras anunciou nesta sexta-feira, 28, aos seus clientes que a gasolina vendida em suas refinarias vai ficar 4% mais barata a partir do sábado, 29, e o diesel, 5%. Já o litro do diesel S500 para térmicas e do diesel marítimo foi reduzido em 5,1% e o S10 para térmicas, 5,2%.

“O preço internacional do petróleo está desabando por causa do coronavírus. Os da gasolina e do diesel estão seguindo essa queda. O ajuste está em linha com a paridade internacional”, disse o consultor de Óleo e Gás da FCStone, Thadeu Silva.

Ele acrescenta que o setor de distribuição reclama das oscilações dos preços neste mês.

“Teve uma alta do produto ao longo de duas semanas, até a semana passada, e a Petrobras não mexeu no preço, estrangulou o mercado ao longo de duas a três semanas e agora que o preço começou a cair, deu dois dias, reajustou em cima. Então, segurou muito a alta e foi bem rápida no reajuste da queda. A margem de importação ficou bastante prejudicada em fevereiro”, afirmou Silva.

 

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Com superávit do governo, setor público tem saldo positivo de R$ 56,2 bi

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Resultado foi composto por um superávit de R$ 45,4 bilhões do governo, divulgado nesta quarta-feira

Brasil: setor público consolidado inclui Governo, estados, municípios e estatais, com exceção de Petrobras e Eletrobras (beyhanyazar/Getty Images)

São Paulo — O setor público consolidado (Governo Central, Estados, municípios e estatais, com exceção de Petrobras e Eletrobras) apresentou superávit primário de R$ 56,276 bilhões em janeiro, informou nesta sexta-feira, 28, o Banco Central. Em dezembro, havia sido registrado déficit de R$ 13,513 bilhões.

O resultado primário consolidado do mês passado ficou dentro do intervalo das estimativas de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, que iam de superávit de R$ 47,000 bilhões a superávit de R$ 59,700 bilhões. A mediana estava positiva em R$ 55,100 bilhões.

O valor de janeiro representa o maior superávit para o mês na série histórica do BC, iniciada em dezembro de 2001.

O resultado fiscal de janeiro foi composto por um superávit de R$ 45,469 bilhões do Governo Central (Tesouro, Banco Central e INSS), divulgado nesta quarta-feira

Já os governos regionais (Estados e municípios) influenciaram o resultado positivamente com R$ 10,143 bilhões no mês. Enquanto os Estados registraram superávit de R$ 8,883 bilhões, os municípios tiveram resultado positivo de R$ 1,260 bilhão. As empresas estatais registraram superávit primário de R$ 664 milhões.

A meta de déficit primário do setor público consolidado considerada pelo governo é de R$ 118,9 bilhões para 2020. No caso do Governo Central, a meta é um déficit de R$ 124,8 bilhões.

12 meses

As contas do setor público acumulam um déficit primário de R$ 52,493 bilhões em 12 meses até janeiro, o equivalente a 0,72% do Produto Interno Bruto (PIB), informou o Banco Central.

O déficit fiscal nos 12 meses encerrados em janeiro pode ser atribuído ao rombo de R$ 79,037 bilhões do Governo Central (1 08% do PIB). Os governos regionais (Estados e municípios) apresentaram um superávit de R$ 14,556 bilhões (0,20% do PIB) em 12 meses até janeiro.

Enquanto os Estados registraram um superávit de R$ 15,557 bilhões, os municípios tiveram um saldo negativo de R$ 1,002 bilhão. As empresas estatais registraram um resultado positivo de R$ 11,988 bilhões no período.

Superávit nominal

Segundo o BC, o setor público consolidado registrou superávit nominal de R$ 19,120 bilhões em janeiro. Em dezembro, o resultado nominal havia sido deficitário em R$ 38,433 bilhões e, em janeiro de 2019, superavitário em R$ 26,044 bilhões.

No mês passado, o Governo Central registrou superávit nominal de R$ 12,866 bilhões. Os governos regionais tiveram saldo positivo de R$ 6,120 bilhões, enquanto as empresas estatais registraram superávit nominal de R$ 134 milhões.

Em 12 meses até janeiro, há déficit nominal de R$ 436,077 bilhões, ou 5,98% do PIB.

Gasto com juros

O setor público consolidado teve gasto de R$ 37,155 bilhões com juros em janeiro, após esta despesa ter atingido R$ 24,920 bilhões em dezembro, informou o Banco Central.

O Governo Central teve no mês passado despesas na conta de juros de R$ 32,603 bilhões. Os governos regionais registraram gasto de R$ 4,022 bilhões e as empresas estatais, de R$ 530 milhões.

Em 12 meses até janeiro, as despesas com juros atingiram R$ 383 584 bilhões (5,26% do PIB).

Dívida bruta do governo geral

A Dívida Bruta do Governo Geral fechou janeiro aos R$ 5,550 trilhões, o que representa 76,1% do Produto Interno Bruto (PIB). O porcentual, divulgado nesta sexta-feira, 28, pelo Banco Central, é maior que os 75,9% de dezembro.

No melhor momento da série, em dezembro de 2013, a dívida bruta chegou a 51,5% do PIB.

A Dívida Bruta do Governo Geral – que abrange o governo federal, os governos estaduais e municipais, excluindo o Banco Central e as empresas estatais – é uma das principais referências para avaliação, por parte das agências globais de rating, da capacidade de solvência do País.

Na prática, quanto maior a dívida, maior o risco de calote por parte do Brasil.

O BC informou ainda que a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) passou de 55,7% para 54,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em janeiro de 2020. A DLSP atingiu R$ 3,949 trilhões.

 

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