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Menino de 2 anos diagnosticado com Covid-19 se recupera e tem alta após 13 dias internado

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Mãe do pequeno Nicollas, que mora em Itaquaquecetuba, conta que filho teve sintomas de Síndrome de Kawasaki, marcada por inflamação nos vasos sanguíneos. Após deixar o hospital, ele segue precisando de cuidados.

Nicollas, de apenas dois anos, teve diagnóstico positivo de Covid-19 — Foto: Elizeu Junior/Arquivo Pessoal

Nicollas tem apenas dois anos, mas já precisou mostrar a força de um pequeno guerreiro para vencer uma difícil batalha que enfrentou recentemente. Morador de Itaquaquecetuba, na região metropolitana de São Paulo, ele foi diagnosticado com Covid-19 e teve graves complicações de saúde que o fizeram ficar internado por 13 dias.

Nicollas teve alta há cerca de duas semanas e agora dá sequência à recuperação em casa. De acordo com a mãe, Thamy de Sant’Anna Barros, ele ainda precisa de acompanhamento médico de perto e de algumas medicações. Porém, após longos dias de muita preocupação e de idas e vindas a hospitais, os pais de Nicollas agradecem pela recuperação do filho, considerada por eles um milagre.

“Quero agradecer a todos, a equipe médica, de enfermagem, amigos, familiares. Descobri que havia pessoas orando por ele até fora do Brasil. Fortaleza, Paraná, Pernambuco. A vitória não é só minha. É de todos aqueles que oraram por ele”.

Os primeiros sintomas e a busca pelo diagnóstico

Thamy conta que tudo começou no dia 3 de junho, quando Nicollas apresentou febre. A mãe achou que poderia se tratar de alguma infecção, então o pai, Elizeu Junior, levou o filho a um hospital em Itaquaquecetuba.

“A médica disse que as amídalas estavam um pouco grandes e receitou medicamentos para cortar a febre. Ele voltou para casa. Naquele mesmo dia já começamos a dar os medicamentos. Mas, diferentemente de outras vezes em que ele teve infecção de garganta ou de ouvido, a febre não estava baixando. Demorava muito para baixar e subia muito rápido e tínhamos medo que ele tivesse uma convulsão”, lembra a mãe.

Dois dias depois, Nicollas começou a se queixar de muitas dores na barriga. A mãe imaginou que, por conta da febre, poderia ser infecção de urina, então novamente levou o filho ao hospital, onde foram feitos exames de sangue e de urina.

“O exame de sangue deu um pouco alterado na parte viral. Quando estávamos aguardando sair o resultado, percebi, enquanto ele dormia, que havia umas manchas nas mãos, na barriga, nas costas. Pedi para a enfermeira chamar o médico na sala. Ele examinou, apertou as manchinhas e, como elas sumiam, ele falou que não era preocupante, que poderia ser do sangue, alguma reação, mas não suspendeu nenhum remédio e pediu para a gente voltar para casa e continuar com o antibiótico, porque provavelmente seria garganta mesmo”.

Nicollas precisou ficar internado por 13 dias devido a complicações de saúde — Foto: Elizeu Junior/Arquivo Pessoal

Nicollas precisou ficar internado por 13 dias devido a complicações de saúde — Foto: Elizeu Junior/Arquivo Pessoal

Porém, de acordo com Thamy, a febre continuou subindo muito rápido e demorando para baixar. No mesmo dia, os pais decidiram levar Nicollas a um hospital, desta vez em Arujá.

“Chegando lá, o médico disse que seriam exantemas, que não são uma doença, mas sim um sintoma de algum vírus. Ele disse que a febre fica geralmente por cinco dias e, quando dão cinco dias, essas manchas estouram pelo corpo todo. Só que o Nicollas já tinha tido febre por quatro dias, e as manchas surgiram no segundo dia. Mesmo assim, a gente sabe que um organismo acaba sendo diferente do outro e imaginamos que poderia ser isso mesmo. Por desencargo de consciência, foram pedidos exames de urina e de sangue. Ele colheu e foi medicado”.

A mãe de Nicollas lembra que, como era tarde, foram para casa e voltaram ao hospital no dia seguinte, quando o quadro do garoto se manteve. “Fomos examinados por outro médico. O médico que pegou os exames dele suspeitou de uma possível meningite”.

“Aquele foi o pior momento para mim. Sempre tive muito medo dessa doença. Entrei em desespero, chorava. O médico falou que seria necessário fazer o exame. Fui para fora do hospital e esperei o procedimento acontecer. Quando saiu o resultado, deu negativo para meningite”.

Segundo Thamy, no dia seguinte, Nicollas continuou tendo febre e dor na barriga. Também estava com o olho inchado e com secreção, além de não estar se alimentando e bebendo água. Os pais decidiram levá-lo ao hospital novamente, mas, por recomendação de colegas da farmácia onde trabalha em Itaquaquecetuba, Thamy procurou uma clínica médica em Mogi das Cruzes.

“Ele já tinha mais manchinhas na região genital, os olhos estavam bem inchados e vermelhos. O corpo já tinha mais bolinhas. As mãos e os pés estavam bem gelados. A médica deu o diagnóstico de Síndrome de Kawasaki, mas disse que lá não podia me dar o suporte e que ele precisava ir para o hospital, fazer outros exames e receber soro imediatamente”.

Os pais foram para um hospital perto da clínica e foram informados de que Nicollas precisaria ir para a UTI.

“Aquilo também já foi desesperador. Eu fiquei com muito medo e só falava que não queria perder meu filho. Eles me disseram que eu não perderia meu filho, mas que ele precisava de cuidados intensos, porque estava em um estado grave”.

Nicollas ao lado do pai, Elizeu Junior — Foto: Arquivo Pessoal/Elizeu Junior

Nicollas ao lado do pai, Elizeu Junior — Foto: Arquivo Pessoal/Elizeu Junior

Nicollas foi transferido para um hospital em São Bernardo do Campo, onde havia disponibilidade de leito no convênio. “Chegando lá, o médico deu medicamento para dor abdominal, porque ele estava queixando muito, e pediu exames. Ficamos aguardando a liberação para subir para a UTI. A princípio, surgiu um outro diagnóstico, que era Covid, porque ele não tinha todos os sintomas do Kawasaki. E hoje se fala muito que elas têm uma relação. Não é uma via de regra, mas alguns sintomas nas crianças estão vindo acompanhados dessa síndrome”.

A Síndrome de Kawasaki é uma espécie de vasculite, isto é, uma inflamação nos vasos sanguíneos e que ainda não tem uma causa conhecida. Alguns de seus sintomas são a febre prolongada, o aparecimento de manchas pelo corpo, entre outros. É uma doença rara, que acontece principalmente em crianças com menos de 5 anos.

Em maio, uma rara doença inflamatória em crianças, com quadro semelhante ao da Síndrome de Kawasaki, foi associada ao novo coronavírus, tendo sido observada, na ocasião, em países como Reino Unido, França, Estados Unidos e Itália.

“A gravidade disso era provocar um aneurisma. Isso que os médicos temiam. Foi prescrita imunoglobulina, que ajudava no tratamento da síndrome. Ele não reagiu bem no começo e teve que suspender, mas ele precisava porque o coração já tinha entrado em sofrimento. Os três primeiros dias foram os dias de maior piora na UTI. Só depois de trocar os antibióticos que ele veio a melhorar”.

Segundo Thamy, o primeiro teste feito para Covid-19 em Nicollas deu negativo, mas o médico solicitou outros exames da doença.

“O teste rápido, de imediato, deu positivo. Ficamos aguardando o teste do swab, que deu positivo também. Automaticamente já mudaram a administração de alguns medicamentos. Já no segundo diagnóstico, ele começou a se alimentar. Ele ficou mais ativo. A cada dia era uma melhora gradativa. Nós conseguíamos notar uma melhora significativa. Então aguardamos o organismo dele reagir aos medicamentos”.

Ao todo, Nicollas ficou internado por 13 dias, período em que foi acompanhado de perto por médicos cardiologista e hematologista. Ele teve alta do hospital há cerca de duas semanas. “Tinha uma equipe prontamente voltada para ele o tempo todo. Uma equipe enviada por Deus, que Deus colocou para cuidar dele. Tenho que agradecer a todos”.

“Geralmente as perguntas são de quem ele pegou. A gente não sabe responder porque não tivemos sintomas ou casos na família. Ele não teve contato com ninguém que teve a doença. Essa é uma das dúvidas. Mas o Nicollas está super bem”.

Pais de Nicollas batalharam para que o filho se recuperasse — Foto: Arquivo Pessoal/Elizeu Junior

Pais de Nicollas batalharam para que o filho se recuperasse — Foto: Arquivo Pessoal/Elizeu Junior

Necessidade de acompanhamento e uso de medicamentos

De acordo com Thamy, apesar da alta do hospital, Nicollas precisa continuar sendo acompanhado de perto e tomando medicações.

“O coraçãozinho dele deu uma dilatada na coronária. Eles estavam falando que era uma dilatação discreta, mas o Nicollas teria que fazer acompanhamento com três especialidades até os 4 aninhos dele. E também tomar medicação de uso contínuo, que é o que já estamos fazendo”.

Um dos obstáculos que os pais de Nicollas encontram neste momento é justamente o custo elevado dos medicamentos necessários para o tratamento dele.

“A hematologista deu uma guia para pegarmos o medicamento no alto custo, mas o Governo não libera o medicamento para quem faz tratamento para Covid ou qualquer outra doença, senão grávidas ou pessoas em pós-operatório”.

“Tivemos que arcar com a medicação, que é um pouco cara. Mas Deus tem cuidado e nos ajudado a comprar. E não é só a medicação. Tem seringas, medicamentos para ajudar a fazer a assepsia na hora da aplicação. Além disso, ganhamos três caixas desse medicamento das minhas colegas de trabalho. Temos contato com representantes de laboratório, que vão nos ajudar também. Tem bastante mobilização para ajudar o Nicollas”.

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Deputados e senadores disputam recursos milionários do fundo eleitoral

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Legendas definem que parlamentares terão o controle sobre a distribuição de R$ 2 bilhões para as campanhas municipais

urnas eletrônicas eleições (Rodolfo Buhrer/Reuters)

Na primeira disputa municipal irrigada com o bilionário fundo eleitoral, as bancadas de deputados e senadores têm pressionado os seus partidos para controlarem a distribuição do dinheiro público para candidatos a prefeito e vereador pelo país.

O número de deputados eleitos em 2018 é o principal critério para definir o valor que cada partido receberá do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O fundo total para custear as campanhas será de R$ 2,034 bilhões.

Algumas legendas já sacramentaram a participação de deputados na escolha dos agraciados com o dinheiro. No PP, o quarto maior beneficiário, com R$ 140,7 milhões, uma comissão de cinco parlamentares vai autorizar ou vetar as indicações que vierem das bancadas na Câmara e no Senado.

Mantendo critério que já foi adotado na eleição de 2018, será levado em consideração o grau de fidelidade ao partido em votações.

No MDB, terceiro maior beneficiado, com R$ 148,3 milhões, as discussões sobre a divisão do fundo eleitoral ainda estão em andamento. A cúpula nacional da sigla tem intenção de definir cotas de valores para serem apadrinhadas por cada deputado, segundo dirigentes estaduais.

O mecanismo gera preocupação, já que muitos deputados têm alianças regionais com prefeitos de outros partidos.

O PT, partido que terá a maior fatia do fundo (R$ 201,2 milhões), já aprovou os critérios de distribuição do dinheiro. As sete secretarias setoriais do partido (juventude, combate ao racismo, LGBT, sindical, agrário, sindical e meio ambiente), responsáveis por promover a renovação política, vão dividir a administração de 3% do fundo.

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Mar liberado, areia, não: 300 pessoas são retiradas das praias do Rio

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Cidade iniciou, neste sábado, a fase 5 da reabertura, que permite acesso às praias para banho de mar, mas restringe permanência na faixa de areia

Copacabana: mesmo em fases mais restritas da quarentena, cariocas foram vistos nas praias (Ricardo Moraes/Reuters)

Cerca de 300 pessoas foram orientadas e retiradas da areia das praias da cidade do Rio de Janeiro por agentes da Guarda Municipal do Rio neste sábado (1º), de acordo com balanço divulgado pelo órgão. Hoje a cidade entrou na Fase 5 de abertura e o banho de mar passou a ser permitido. Os banhistas, no entanto, não podem permanecer na areia.

A Guarda Municipal do Rio realizou patrulhamento na orla das zonas sul e oeste da cidade com agentes orientando banhistas sobre a proibição da permanência na faixa de areia e também fiscalizando o uso de máscaras de proteção facial. Além das 300 pessoas retiradas da areia, ao todo, 51 pessoas foram multadas após serem flagradas sem máscaras de proteção facial. O balanço é referente às ações feitas até as 16h deste sábado.

Também a partir de hoje, foram autorizados a trabalhar na areia os vendedores ambulantes legalizados, que atuaram das 7h às 18h. Eles foram liberados apenas para a venda de alimentos industrializados e bebidas não alcoólicas. O aluguel de cadeiras, mesas e barracas ainda está suspenso.

De acordo com a Subsecretaria de Licenciamento, Fiscalização e Controle Urbano, da Secretaria Municipal de Fazenda, ao todo, 20 ambulantes que atuavam no calçadão sem autorização foram orientados pelos agentes de controle urbano a se retirarem do local. Não foram identificadas irregularidades relacionadas aos ambulantes que atuavam em pontos fixos das praias, os barraqueiros.

A subsecretaria informou que a maioria deles atuava nas praias de Ipanema e do Leblon, na zona sul do Rio. “A presença de ambulantes no calçadão permanece proibida e que nesta nova fase de reabertura apenas os ambulantes devidamente cadastrados no Programa Ambulante Legal podem atuar nos pontos fixos ou de forma itinerante”, informou o órgão em nota.

Entre os dias 5 de junho e 26 de julho, a Guarda Municipal registrou 3.677 infrações sanitárias em 55 dias de fiscalização voltada a ampliar o enfrentamento à pandemia da covid-19, em apoio à Subsecretaria de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses (Subvisa). Do total de infrações aplicadas até o dia 26 de julho, 2.843 foram pela falta do uso de máscaras.

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Médica relata plantões de 48 horas e frustração por perder pacientes para Covid: ‘Morrem rápido e na nossa frente’

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Com 23 anos de experiência em UTIs, Vívian Lima Leoneza contou ao G1 como a pandemia de coronavírus têm afetado não só a rotina, mas também a mente de quem trabalha na área da saúde.

Médica relata plantões de 48h e frustração por perder pacientes para a Covid — Foto: Arquivo Pessoal

“Mesmo a gente usando tudo o que sabe, eles morrem muito rápido e na nossa frente. Muitas vezes você não consegue ter tempo para, ao menos, tentar manter o organismo vivo. Isso foi muito frustrante para mim.”

O desabafo é de Vívian Lima Leoneza, médica intensivista e chefe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para Covid-19 da Santa Casa de Sorocaba (SP).

Com 23 anos de experiência em UTIs, a médica contou  como a pandemia de coronavírus têm afetado não só a rotina, mas também a mente de quem trabalha na área da saúde. O primeiro choque chegou 10 dias depois que ela aceitou assumir a direção de uma UTI Covid.

“Não demorou e eu tive o primeiro baque. Só conseguia pensar: ‘meu Deus, não estou dando conta’. A demanda era muito grande e o fim de um plantão parecia mais o fim de dois seguidos”, conta.

Vívian explicou que, em um cenário fora da pandemia, cada médico é designado para, no máximo, 10 pacientes por plantão.

Destes, uma média de quatro ou cinco possuem um estado de saúde considerado grave ou muito grave e cerca de 50% fazem uso de ventilação mecânica – ou seja, estão ligados a um respirador.

“No início de cada plantão, fazemos uma avaliação de cerca de 20 minutos para cada um desses pacientes. É claro que surgem intervenções, pacientes que dão entrada e outras emergências. Mas, normalmente, é assim que funciona”, explica.

Na pandemia, esse cenário mudou drasticamente. Segundo ela, de 10 pacientes designados por médico, 10 possuem um estado de saúde considerado grave ou muito grave e cerca de nove estão ligados a um respirador.

Santa Casa de Sorocaba (SP) — Foto: Reprodução/TV TEM

Santa Casa de Sorocaba (SP) — Foto: Reprodução/TV TEM

Sobrecarga

A médica contou  que os plantões, que costumavam ser de 12 a até, no máximo, 24 horas seguidas, se estenderam. “Cheguei a trabalhar por 48 horas direto e sem descanso”, diz.

“É uma rotina pesada. Temos muitos pacientes graves e temos muitas situações de emergência nas quais você não tem tempo nem para pensar no que fazer, precisa agir rápido. Do contrário, o paciente morre”, explica a médica.

Outro fator que também contribui para a sobrecarga é a falta de profissionais para atuar nas UTIs Covid. Vívian explica que vários colegas já precisaram ser afastados porque começaram a apresentar sintomas da doença.

“A gente fica exposto o dia todo. Então, tenho colegas que precisaram sair. Com isso, quem fica precisa assumir os pacientes e isso aumenta ainda mais a carga. Isso suga a gente”, conta.

Com a alta demanda, muitos médicos que não são intensivistas se ofereceram para ajudar. “Eu fico pensando: se para mim que tenho experiência com esse tipo de ambiente já é difícil, imagina para esses médicos que nunca lidaram com esse tipo de coisa e estão ajudando agora”, diz.

‘Todos fazem o melhor que podem’

Mesmo com a rotina estressante e com a pressão vinda de todos os lados, médicos e enfermeiros continuam buscando maneiras de encontrar conforto em meio ao caos.

“Muitas vezes me peguei pensando: ‘será que, se eu estivesse em uma condição ideal, eu conseguiria melhorar a situação?’. Esse pensamento de não estar fazendo o suficiente é o que mais nos consome”, explica.

Leitos de UTI da Santa Casa — Foto: Reprodução/TV TEM

Leitos de UTI da Santa Casa — Foto: Reprodução/TV TEM

Depois de quatro meses vivendo dias corridos e noites em claro, Vívian conta que conseguiu encontrar uma solução para poder continuar motivada.

“Todo mundo aqui está fazendo o melhor que pode. Estamos dando tudo o que temos. Muitos, inclusive, se voluntariaram para combater o desconhecido, literalmente. Então, procuro pensar nisso. Faço o que posso dentro das condições em que estou”, finaliza.

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Embraer planeja novo PDV para lidar com efeitos da pandemia

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Desta vez, além dos colaboradores em licença remunerada, também serão elegíveis aposentados por tempo de serviço ou quem tiver 55 anos de idade ou mais

Embraer: fabricante de aviões afirmou que, em razão da crise gerada pelo coronavírus em todo o mundo (Germano Lüders/Exame)

A Embraer está conversando com os sindicatos a respeito de mais um plano de demissão voluntária (PDV), de acordo com nota divulgada no final da quinta-feira, enquanto busca meios de enfrentar os efeitos da pandemia de Covid-19.

“Desta vez, além dos colaboradores em licença remunerada, também serão elegíveis aposentados por tempo de serviço ou quem tiver 55 anos de idade ou mais”, afirmou a fabricante de aviões, acrescentando que o período de adesão vai até 14 de agosto.

A fabricante de aviões afirmou que, em razão da crise gerada pelo coronavírus em todo o mundo e, em particular, na indústria aeronáutica, vem tomando uma série de medidas para proteger a saúde das pessoas e manter a continuidade dos negócios.

Entre as medidas, estão a implantação de home office, férias coletivas, suspensão temporária dos contratos de trabalho, redução da jornada de trabalho e um PDV para um grupo de colaboradores que estava em licença remunerada.

“A companhia vai continuar realizando todos os esforços necessários para minimizar o impacto da Covid-19 para as pessoas e garantir a adequação necessária da empresa diante da nova realidade do mercado de transporte aéreo global”, afirmou.

 

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SP fecha parte do hospital do Anhembi – mas covid-19 está longe do fim

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O hospital de campanha do Pacaembu já havia sido desativado em junho em meio à queda dos casos na capital. Já casos no interior dobraram no último mês

HOSPITAL DE CAMPANHA DO ANHEMBI: dois terços dos leitos serão desativados (Edson Lopes Jr./Secom/Prefeitura de São Paulo/Divulgação)

Mais um hospital de campanha para o coronavírus começa a sair de cena. O contrato da Prefeitura de São Paulo com os fornecedores que gerenciam a maior ala do hospital do Anhembi, na zona norte da cidade, será encerrado nesta sexta-feira, 31, e não será renovado.

Assim, a partir de agosto, 561 leitos serão desativados no hospital e outros 310 continuarão funcionando temporariamente. O custo do hospital passará de 28 milhões de reais para 9 milhões. Havia até quinta-feira, 30, 127 pessoas internadas no Anhembi.

No fim de junho, o hospital de campanha do Pacaembu, também da Prefeitura, já havia sido fechado. O prefeito Bruno Covas (PSDB) afirmou que a decisão decorre da estabilização de casos de coronavírus na capital paulista. Segundo Covas, em contrapartida serão abertos novos leitos permanentes em dois hospitais paulistanos, no da Brasilândia e no hospital Sorocabana, na Lapa.

Dos leitos de UTI no estado de São Paulo, 64% estão ocupados e, na região metropolitana, a ocupação é de 62%. O número de novos casos diários na capital paulista vem caindo nas últimas semanas, ficando entre 2.000 e 3.000 novos casos diários. São Paulo totaliza 9.470 mortes por coronavírus e mais de 223.500 casos, segundo boletim desta quinta-feira, 30. Em uma semana, foram cerca de 20.000 novos casos.

Mas enquanto a capital começa a registrar estabilização dos números, a covid-19 segue avançando em parte do estado de São Paulo. Há no interior mais de 305.000 casos de coronavírus, 58% dos casos no estado. Ao todo, o estado de São Paulo tem 529.006 casos e 22.710 óbitos.

O número de casos no interior dobrou desde o fim de junho, com quase 150.000 novos casos, só entre os confirmados — pode haver ainda um alto índice de subnotificação.

Também nesta sexta-feira, 31, o governador João Doria (PSDB) participa de mais uma das coletivas diárias sobre a situação do coronavírus no estado e pode comentar novos planos no processo de reabertura. Na capital paulista, que está na fase 3 de flexibilização — em que só eventos e educação não foram ao menos parcialmente retomados –, a expectativa é que novas mudanças não sejam anunciadas hoje.

O avanço da covid-19 pelo interior fez algumas cidades terem de voltar a fechar parte do comércio em meio ao plano de reabertura da economia nas últimas semanas. O plano do governo do Estado leva em conta a ocupação de leitos de UTI, número de casos e óbitos e outros fatores.

Assim, mesmo com números melhorando na capital, um outro hospital de campanha, o do Ibirapuera, registra com precisão o cenário da covid-19. Embora fique na capital, o hospital, que é administrado pelo governo do Estado, e não pela Prefeitura, passou a receber pacientes de cidades do interior, como Campinas e Piracicaba, cuja disponibilidade de leitos para covid-19 não vem dando conta da alta nos casos. A luta contra o coronavírus está, infelizmente, longe do fim.

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Emílio Ribas começa a testar vacina da Sinovac – veja os próximos locais

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Vacina do coronavírus feita pela chinesa Sinovac está sendo aplicada em voluntários em SP. Nos próximos dias, chega a centros de pesquisa em outros estados

Vacinação de covid-19 no Hospital das Clínicas: na semana passada, hospital foi o primeiro a começar testes com a vacina, só para profissionais de saúde (Governo de São Paulo/Divulgação)

A vacina contra o novo coronavírus da farmacêutica chinesa Sinovac começou nesta semana a ser aplicada em mais hospitais e centros parceiros no Brasil. Nesta quinta-feira, 30, foi a vez do Hospital Emílio Ribas, referência pública em infectologia em São Paulo.

O Emílio Ribas é o segundo hospital a começar testes no Brasil com a vacina da Sinovac — que foi batizada de CoronaVac em referência ao nome da empresa.

Na semana passada, a testagem já havia começado no Hospital das Clínicas da capital paulista, da Universidade de São Paulo (USP), que fará no total testes com 890 voluntários. O Hospital das Clínicas em Ribeirão Preto, também da USP, foi outro dos centros que começou a testar nesta quinta-feira.

No Emílio Ribas, serão 852 pessoas, e em Ribeirão Preto, mais 500 voluntários. As testagens no Brasil estão sendo feitas em parceria com o Instituto Butantan, especializado em fabricação e pesquisa de vacinas.

Segundo informou o Instituto Butantan em nota, a testagem no Brasil deve terminar entre o fim de outubro e o início de novembro. Caso a vacina seja aprovada, a instituição e o governo de São Paulo firmaram um acordo com a Sinovac para fabricar milhões de doses da vacina.

Ao todo, receberão uma dose da vacina da Sinovac o total de 9.000 voluntários em 12 centros de testagem parceiros, com foco em profissionais de saúde.

Onde a vacina será testada

Além de São Paulo, a vacina da Sinovac também será testada no Paraná, no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e no Distrito Federal. Nesta sexta-feira, 31, os testes começam em São Caetano do Sul, no interior de São Paulo, e em Minas Gerais.

Na cidade de São Paulo, além de Emílio Ribas e Hospital das Clínicas, também participará dos testes o Hospital Israelita Albert Einstein.

No interior do estado, além do Hospital das Clínicas em Ribeirão Preto, ocorrerão testes na Universidade Municipal de São Caetano do Sul, no Hospital das Clínicas da Unicamp, em Campinas, e na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto.

Fora de São Paulo, há testes na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na Universidade de Brasília (UnB), no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz (no Rio de Janeiro), no Hospital São Lucas da PUC do Rio Grande do Sul e no Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Quando haverá uma vacina?

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), afirmou em coletiva neste mês que, se aprovada, a vacina pode estar na rede pública brasileira a partir de janeiro.

Seja quais forem as vacinas bem-sucedidas, o presidente da Moderna, Stéphane Bancel — que tem uma das vacinas em teste — estima que só o grupo de risco seria imunizado no começo do ano, no melhor dos cenários. Já a população saudável começaria a receber a vacina em abril ou mesmo no segundo semestre de 2021.

A vacina da Sinovac está na chamada fase 3 de testes, a última antes de ser aprovada e chegar ao restante da popula

Nas fases anteriores, os testes são em menor escala, com foco em garantir a segurança dos voluntários e analisar se a vacina de fato produz algum efeito de criação de anticorpos que combateriam o vírus. Antes de chegar aos testes no Brasil, a vacina já passou pelas fases 1 e 2 com mais de 1.000 voluntários na China.

“O imunizante desenvolvido pela Sinovac Life Science é um dos mais promissores do mundo porque utiliza tecnologia já conhecida e amplamente aplicada em outras vacinas. O Instituto Butantan avalia que sua incorporação ao sistema de saúde deva ocorrer mais facilmente”, disse em nota nesta quinta-feira o Instituto Butantan.

Há outras três vacinas com parcerias fechadas para testes no Brasil. Além da Sinovac, a mais avançada é a vacina da Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca, testada no Brasil junto à Fiocruz. A vacina de Oxford também está na fase 3 de testes.

Também há acordos para testagem no Brasil da vacina feita em parceria entre a amerciana Pfizer e startup alemã BioNTech, que está na fase 2, quando os testes são mais restritos.

Por fim, nesta quarta-feira, 29, o governo do Paraná também anunciou que será parceiro de testagem de uma segunda vacina chinesa, da farmacêutica Sinopharm, que também começa sua fase 3 de testes.

Para a vacina do novo coronavírus, o prazo de pesquisa e testagem, que pode demorar uma década, está sendo amplamente reduzido em meio à corrida mundial para buscar uma solução contra a pandemia. Alguns remédios também vêm sendo testados como tratamento, mas, até agora, especialistas afirmam que somente a vacina seria capaz de garantir segurança ante à doença.

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segunda-feira, 3 de agosto de 2020

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