Nossa rede

Política BSB

Marcello Nóbrega se manteve no GDF mesmo após ser ligado a escândalo

Publicado

dia

Homem de confiança de Rollemberg ficou no governo apesar de acusado de irregularidades na Saúde. Agora, está envolvido em novo caso suspeito

RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES

Um dos principais personagens da Operação (12:26), que investiga tráfico de influência dentro do Palácio do Buriti, Marcello Nóbrega (foto em destaque) continuou a ocupar cargos de confiança mesmo com o nome ligado a escândalos de corrupção desde 2016.

Páginas do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) revelam o pingue-pongue de nomeações e exonerações dele ao longo de pouco mais de três anos e meio de gestão do governador. Carreira interrompida na terça (7/8), quando ele pediu exoneração, pouco após agentes revirarem o Buriti e menos de 24 horas depois de Rollemberg anunciar sua chapa rumo à reeleição, batizada Brasília de Mãos Limpas.

Conhecido pela truculência no trato com subordinados, Nóbrega usava o prestígio perante Rollemberg para impressionar colegas de trabalho. “Em reunião com servidores, ele ficava exaltando a proximidade com o governador. O tempo todo contava, em verso e prosa, que quem mandava nele era apenas o Rollemberg”, relatou um ex-servidor da Secretaria de Saúde, que pediu para não ser identificado.

Marcello Nóbrega trabalhou com Márcia Rollemberg no governo federal – a primeira-dama do DF foi secretária de Cidadania e Diversidade do Ministério da Cultura e atuou 16 anos no Ministério da Saúde. Vem daí a proximidade entre ele e a família Rollemberg.

No GDF, foi subsecretário de Administração, da Secretaria de Gestão Administrativa e Desburocratização do DF, entre 13 de janeiro e 24 de março de 2015. Depois, assumiu a Subsecretaria de Administração Geral, da Secretaria de Saúde, cargo que ocupou até 1º de abril de 2016.

Naquele mesmo dia, foi nomeado subsecretário de Logística e Infraestrutura da Saúde, função na qual ficou até 16 de setembro de 2016. Mas não durou muito a permanência na pasta, da qual logo o remanejaram após virar alvo de investigações relacionadas à Operação Drácon.

De acordo com o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), deputados distritais teriam combinado, mediante o pagamento de propina, a aprovação de emenda de R$ 30 milhões destinada a unidades de terapia intensiva (UTIs) terceirizadas que prestam serviços para o governo.

A liberação do dinheiro foi autorizada pela Secretaria de Saúde em dezembro de 2015 sem respeitar a ordem de pagamento de prestadores de serviços imposta por lei. Uma das suspeitas é de que Nóbrega estivesse envolvido nesses acertos.

CPI da Saúde
Acusado de favorecimento na liberação de recursos oriundos de emendas parlamentares a hospitais particulares, Marcello Nóbrega também esteve na mira da CPI da Saúde na Câmara Legislativa. Segundo depoimento da presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, era Nóbrega quem segurava processos e atrapalhava o trabalho dos secretários que passaram pela pasta.

De acordo com a sindicalista, ele chegou a rasgar uma nota de empenho referente à compra de marca-passos, produtos posteriormente adquiridos com valor acima do mercado.

Em 16 de setembro de 2016, menos de um mês após a deflagração da Drácon, Marcello Nóbrega foi transferido para a Secretaria das Cidades.

Passagem no Senado e retorno ao GDF
Marcello Nóbrega deixou a administração pública local em 30 de outubro de 2017. Ao ser destituído do cargo de assessor da pasta das Cidades, foi para o Senado Federal. Entre outubro de 2017 e abril de 2018, trabalhou no setor administrativo do gabinete da Terceira Secretaria, comandada pelo correligionário de Rollemberg, senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE).

Ao Metrópoles, uma servidora comentou, sob condição de anonimato, que Marcello Nóbrega continuava atuando no governo. “Ele foi para o Senado a fim de ‘sair de cena’ após o escândalo na saúde”, disse.

Em 26 de abril de 2018, voltou a encontrar guarida no Palácio do Buriti: tornou-se assessor da Secretaria-Adjunta de Relações Institucionais e Sociais da Casa Civil. Nos corredores, servidores questionavam o motivo de Nóbrega estar na pasta estratégica, despachando ao lado de Rollemberg apesar de todas as confusões envolvendo o nome do servidor. Mas desta vez, Nóbrega não resistiu a mais um abalo no GDF e pediu exoneração.

Outros suspeitos tinham influência no Buriti
Marcello Nóbrega, contudo, não é o único envolvido na Operação (12:26), que cumpriu 15 mandados de busca e apreensão, em Brasília e em São Paulo, autorizados pela 4ª Vara Criminal de Brasília.

Entre os outros alvos, estão o administrador do Lago Norte, Marcos Woortmann; Leonardo Rocha de Almeida Abreu, irmão do chefe de Gabinete da Casa Civil, Guilherme Rocha de Almeida Abreu; Luiz Fernando Messina, ex-assessor do deputado distrital Rodrigo Delmasso (PRB); e Hermano Gonçalves de Souza Carvalho, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico da gestão de Agnelo Queiroz (PT) e ex-funcionário lotado no gabinete de Delmasso. Hermano foi exonerado pelo distrital na terça (7).

Operação tangencia a CLDF
Luiz Fernando Messina foi exonerado por Delmasso em 13 de maio de 2018. No dia seguinte, contudo, a filha dele – Ana Beatriz Fraga Messina – foi lotada no gabinete do parlamentar. Desde então, ocupa o posto de assessora especial e recebe R$ 18.820,73 por mês.

“Avaliei o currículo dela, que só foi aceita após entrevista. Não posso controlar o que as pessoas fazem fora do trabalho”, afirmou Delmasso.

A influência de Messina extrapola os limites do Executivo local e da Câmara Legislativa. Também chega ao Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). Antes de assumir na CLDF, ele ocupava cargo na corregedoria da Corte de Contas.

No entanto, mesmo após deixar a órgão, o filho dele, Felipe Fraga Messina, passou a ocupar o posto de subchefe do gabinete do conselheiro Manoel Andrade Neto, o Manoelzinho do Táxi.

Felipe foi casado com uma neta de Nagil El Hage, dono do Hospital Home. A unidade de saúde é citada no escândalo investigado pela Polícia Civil sobre ilegalidades em contratos firmados pela Casa Civil.

As apurações apontam que, em 2015, teria sido paga a quantia de R$ 1 milhão “a título indenizatório e sem cobertura contratual” ao Hospital Home. A instituição, contudo, nega quaisquer irregularidades.

BRUNO PIMENTEL / METRÓPOLES – Ex-subsecretário de Transportes do GDF, Luiz Fernando Messina é investigado pela operação policial

Investigado era do partido de Paulo Octávio
Outro alvo da operação, Leonardo Rocha de Almeida Abreu é irmão do atual chefe de gabinete da Casa Civil, Guilherme Rocha de Almeida Abreu. Ele é investigado por supostamente trabalhar para garantir benefícios ao empresário Nabil El Haje, dono do hospital Home. Teria intermediado a liberação de um pagamento de quase R$ 1 milhão do GDF para a unidade de saúde.

Empresário da área de incorporação, Abreu é dono da Bci-Brasília Construtora e Incorporadora Ltda. Até 2017, era filiado ao PP.

Com a vida social em ascensão, Leonardo Abreu acumula bens considerados de luxo. Em um dos clubes mais aristocráticos de Brasília, o Iate Clube, de onde é sócio, ele estaciona, desde 2015, uma embarcação luxuosa.

De temperamento considerado moderado, o irmão Guilherme Abreu é perito criminal concursado e um dos nomes mais poderosos da atual gestão da Casa Civil. Chefe de gabinete, ele assumiu o cargo com a chegada do atual secretário-chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio.

De atuação discreta, o policial civil substitui Sampaio quando o número um se afasta do cargo, em especial durante férias. Dentro do órgão, tem prestígio maior até que o dos secretários-adjuntos.

É dele também a responsabilidade por pastas acéfalas, como ocorreu durante o período em que acumulou o cargo da Casa Civil com a Secretaria de Justiça, onde respondia como secretário interino.

Em momentos de extrema crise dentro do governo local, Guilherme é acionado pelo governador e participa de reuniões a portas fechadas com o chefe do Executivo.

Guilherme Abreu (à esquerda) e Sérgio Sampaio (centro): homens de confiança de Rodrigo Rollemberg. Abreu e o irmão dele são investigados pela polícia

 

Iguatemi
Também entrou na mira da Operação (12:26) Marcelo Carvalho de Oliveira, que mantém contrato de consultoria com o Shopping Iguatemi. Carvalho foi, durante muitos anos, executivo do grupo Paulo Octávio. O empresário e ex-vice-governador do DF é sócio da holding Jereissati Participações na construção do centro comercial no Lago Norte.

Há quatro anos, em pleno período pré-eleitoral, assim como hoje, Paulo Octávio acabou no olho do furacão de um escândalo envolvendo um de seus empreendimentos: o JK Shopping, em Taguatinga. Em 2014, foi preso por cinco dias no âmbito da Operação Átrio, que também apurava tráfico de influência dentro da administração pública. Nesse caso, para a liberação de alvarás e cartas de Habite-se. Paulo Octávio virou réu em seis ações penais referentes ao episódio.

O outro lado
Procurada, a Casa Civil do Distrito Federal disse que Marcello Nóbrega pediu exoneração e que não vai se posicionar sobre outros aspectos da passagem dele pelo GDF.

Questionada sobre a indicação de Marcello Nóbrega para o cago no Senado, a assessoria de Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) disse que a nomeação foi técnica e “o currículo atendia às necessidades para o trabalho a ser executado”. “Enquanto funcionário, cumpriu com suas atribuições, comparecendo normalmente ao trabalho”, afirmou, por meio de nota.

Marcello Nóbrega não retornou telefonemas da reportagem. À CPI, na época do seu depoimento em 2016, ele negou qualquer irregularidade.

Luiz Fernando Messina e a filha não foram localizados pela reportagem para comentar o assunto. O Hospital Home afirma que sempre agiu dentro da lei.

Marcelo Carvalho de Oliveira disse que prefere não comentar o caso enquanto não tiver acesso a detalhes da investigação.

Em nota, o shopping Iguatemi esclareceu que “todos os requerimentos inerentes aos planos de expansão do empreendimento foram devidamente protocolados atendendo aos trâmites legais”.

A defesa de Paulo Octávio reitera sistematicamente a inocência do empresário. O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou ter plena convicção da absolvição do ex-vice-governador em relação às acusações no âmbito da Operação Átrio.

Clique para comentar

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Política BSB

Inquérito no STF piora situação de Pazuello na Saúde

Publicado

dia

Por

Ministro do STF Ricardo Lewandowski acolhe pedido do procurador-geral Augusto Aras e dá sinal verde para a abertura de inquérito contra o titular da Saúde. Para Rodrigo Maia, a omissão na crise do oxigênio é suficiente para a abertura de CPI

(crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski acatou, ontem, o pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, e autorizou a abertura de inquérito contra o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para apurar a conduta dele na crise do Amazonas. O prazo inicial das investigações, que fica a cargo da Polícia Federal, é de 60 dias.

Lewandowski determinou que haja oitiva de Pazuello, para esclarecer as ações tomadas em relação à situação do sistema de saúde de Manaus, cinco dias após ser intimado e que sejam enviados os autos à autoridade policial “para fins de adoção das medidas investigativas que entender cabíveis, sem prejuízo do requerimento posterior pelo Ministério Público Federal de outras que se revelarem necessárias.” Ambos foram pedidos de Aras.

Na decisão, o ministro do Supremo traz informações colocadas pelo procurador-geral que apontam a demora do ministro a agir diante da crise. “Embora tenha sido constatado o aumento do número de casos de infectados pela covid-19 já na semana do Natal de 2020, o ministro da Saúde optou por enviar representantes da Pasta a Manaus apenas em 3/1/2021, ou seja, uma semana após ter sido cientificado da supra da situação calamitosa”, salienta Lewandowski.

A capital amazonense entrou em colapso pela falta de cilindros de oxigênio e com pacientes morrendo asfixiados em unidades de saúde. Pazuello admitiu que sabia da iminência da falta do insumo em 8 de janeiro, seis dias antes de o sistema mergulhar no caos. Foi devido a essa informação que ele e sua equipe foram para Manaus, no dia 9. Na ocasião, o ministro lançou um aplicativo que incentiva o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19.

A petição de Aras foi distribuída pela vice-presidente Rosa Weber a Lewandowski, que, logo em seguida, admitiu a solicitação do procurador-geral. Ainda no despacho, o ministro do STF cita outros trechos do pedido e um deles refere-se a um documento da pasta da Saúde relativo à crise de Manaus, de 6 de janeiro, que “citam-se como principais conclusões do encontro e da viagem de reconhecimento a Manaus a possibilidade iminente de colapso do sistema de saúde, em 10 dias, devido à falta de recursos humanos para o funcionamento dos novos leitos”.

Durante o período em que ficou em Manaus, pouco antes de o sistema colapsar, Pazuello ainda lançou o aplicativo TrateCov, que recomendava o tratamento precoce com a prescrição de medicamentos ineficazes contra a covid-19, como a cloroquina e ivermectina. O app foi tirado do ar na semana passada.

Desgaste

A crise de Manaus e o fato de que Pazuello sabia do iminente caos desgastaram o ministro e o governo. Por conta desse quadro, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu, ontem, a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar a atuação do ministro durante a pandemia. “Em relação ao ministro, eu não tenho dúvidas que já tem crime. Pelo menos o ministro da Saúde já cometeu crime. Eu não tenho dúvida nenhuma”, disse.

O pedido de abertura de investigação feito pela PGR foi encaminhado à procuradoria pelo partido Cidadania, que argumenta que o ministro cometeu crime de prevaricação e improbidade administrativa. Presidente nacional da legenda, o ex-deputado Roberto Freire criticou a conduta de Pazuello diante da crise na capital amazonense.

No último sábado, data em que o PGR enviou o pedido de abertura de inquérito ao STF, Pazuello foi para Manaus, onde deve ficar “o tempo que for necessário”, segundo a pasta da Saúde. Depois que foi divulgado que ele sabia da crise da capital dias antes da explosão, o ministro disse, em uma coletiva, em 18 de janeiro, que nunca autorizou a produção de protocolos indicando medicamentos contra a covid-19 –– o que se choca com um protocolo na pasta que indica uso de cloroquina.

Olhar atento

Com o desgaste, o Centrão está de olho no cargo de Pazuello. O líder do governo, Ricardo Barros (PP-PR), foi ministro da Saúde no governo de Michel Temer e é um candidato forte. Mas, na avaliação do cientista político da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) Ricardo Ismael, apesar da pressão, Bolsonaro entende que o melhor é atravessar a pandemia ao lado do general. Isso porque Pazuello tem servido de escudo contra ataques à ineficiência do governo na crise sanitária.

“Acredito que Bolsonaro o manterá. Demiti-lo em meio ao caos da saúde jogaria luz na falta de política do governo para o novo coronavírus. Pazuello está desgastado com o caso de Manaus e o atraso na vacinação. Mas, por outro lado, tem evitado que a bomba estoure no colo do presidente”, observou.

Para Ribeiro, missão no MEC é “espiritual”

 (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)
crédito: Ed Alves/CB/D.A Press

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou, durante um culto religioso, no último domingo, em Santos (SP), que seu papel na pasta do governo federal é “mais espiritual do que político”. A pregação na Igreja Presbiteriana Jardim de Oração, da qual é pastor, foi transmitida ao vivo e o vídeo estava no canal do You Tube da instituição, mas foi retirado do ar após divulgação das palavras dele.

“Nós queremos tirar o Brasil de um rumo de desastre, em que valores como família, como criação de filhos, o que é certo, o que é errado, pudessem ser novamente preestabelecidos. A Bíblia diz que haveria um tempo em que as pessoas iriam chamar o que é errado de certo, e o que é certo de errado”, pregou.

Ribeiro foi à cidade do litoral paulista para visitar um colégio onde foram aplicadas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e compareceu à igreja. No culto, ainda afirmou que o inquérito o qual responde no Supremo Tribunal Federal (STF) também tem a ver com algo que está na Bíblia.

“Até mesmo o inquérito que eu enfrento no Supremo Tribunal Federal tem a ver com isso, com algo que Jesus não tem nenhum receio de dizer que não é o caminho certo. Estou muito tranquilo, meu coração está tranquilo. Esse é um desabafo que eu faço com a minha igreja: meu coração está tranquilo. Porque não fui chamado ao Supremo Tribunal Federal para responder por desvio de dinheiro, nem por coisas erradas, mas porque eu disse o que a Bíblia diz e ponto final”, afirmou.

Homofobia
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo que fosse aberto um inquérito contra Ribeiro para apurar se cometeu crime de homofobia em uma entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, no segundo semestre do ano passado. Na ocasião, ele disse que o “homossexualismo (sic)” é “fruto de famílias desajustadas”. A PGR chegou a oferecer um acordo, no qual ele teria que admitir que cometeu crime ao fazer tal afirmação, mas o ministro recusou.

Ainda no culto, Ribeiro afirmou que “nunca houve no governo do Brasil um grupo de ministros com três pastores”. “E uma das coisas que eu tenho feito questão de dizer é que eu não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê. Eu simplesmente não me envergonho. Eu simplesmente digo a todo lugar, a toda hora, a todo tempo, e fora de tempo, que eu creio, em quem eu creio e muitas vezes nas minhas reuniões no ministério eu falo a respeito da minha fé, daquilo que eu tenho por valor, por princípio”, afirmou.

O ministro acredita que “foi por isso que Deus” o colocou onde está. “Quero aproveitar as oportunidades, e Deus tem me dado essa oportunidade. Tem me dado uma oportunidade de ter conversas a sós com o presidente da República, de orar por ele, de pedir a Deus direção e sabedoria”, afirmou.

E completou: “Vivemos tempos diferentes. Por isso, eu quero crer que até as forças do inferno se levantam contra nós. Eu não tenho dúvida disso”. (ST)

Mourão elogia colega de caserna

O vice-presidente Hamilton Mourão saiu, ontem, em defesa de Eduardo Pazuello por causa do pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) de abertura de inquérito contra o ministro no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, existe muito “disse me disse” sobre a situação do titular da pasta da Saúde, que está em Manaus devido ao colapso no sistema hospitalar –– e não tem data para retornar da capital amazonense.

“Acho que a melhor linha de ação é que se chegue à conclusão do que aconteceu”, disse Mourão, quando perguntado sobre a situação do ministro da Saúde, que vem sendo duramente criticado pela gestão das vacinas contra a covid-19 e é apontado como um dos responsáveis pela crise da falta de oxigênio em Manaus, pois soube da baixa do suprimento três dias antes de começarem as primeiras mortes por asfixia.

“Eu tenho acompanhado o trabalho do ministro Pazuello. Sei que ele tem feito um trabalho meticuloso e de forma honesta e competente. Então, que se investigue e se chegue à conclusão do que aconteceu na realidade”, disse Morão, sobre o inquérito.

O vice minimizou a falta de insumos e imunizantes prontos para vacinar a população. Ele citou dados de outros países, afirmando que o impasse não ocorre apenas no Brasil. “Esse problema não é só aqui. O mundo inteiro acompanha o placar das vacinas”, disse Mourão.

Ruídos
Segundo ele, o Brasil poderá estar na quinta ou na sexta colocação mundial em número de vacinados “brevemente”, apesar de a imunização não significar um alcance satisfatório em relação à quantidade de pessoas. “A solução para o Brasil é mantermos os contratos (de vacinas) e acionarmos os contratos que foram feitos”, explicou.

Mourão enumerou “ruídos” em torno da vacinação contra a covid-19 e o colapso na saúde em Manaus, além da sucessão no Congresso, como razões para a queda de popularidade do presidente Jair Bolsonaro. De acordo com pesquisa do Datafolha, publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, na última sexta-feira, a avaliação positiva do governo (ótimo e bom) caiu de 37% em dezembro para 31% em janeiro, enquanto que a avaliação negativa (ruim e péssimo) passou de 32% para 40%.

“O governo está fazendo o possível e o impossível para ter um fluxo contínuo (de vacinação) e também aquela questão de Manaus. No momento em que isso for esclarecido, acho que diminuirá esse ruído”, afirmou, citando em seguida a eleição para as presidências da Câmara e do Senado. “Então, semana que vem eu acho que baixam um pouco as tensões”, observou.

Ver mais

Política BSB

Defendida por Bolsonaro, vacina brasileira ainda precisa de verba, diz Pontes

Publicado

dia

Por

As três vacinas em estágio mais avançado, de acordo com Pontes, são produzidas em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais e com a Universidade de São Paulo

Marcos Pontes: o que falta para esses projetos avançarem, entretanto, é uma verba de aproximadamente R$ 390 milhões (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Apontado pelo presidente Jair Bolsonaro como “um cara diferenciado”, o ministro Marcos Pontes, da Ciência, Tecnologia e Inovações, foi encarregado ainda em 2020 de desenvolver uma vacina brasileira contra a covid-19.

Com a ajuda de um time de cientistas reunidos na “Rede Vírus MCTI”, ele afirma em entrevista ao Estadão que 15 protocolos foram criados desde então e três modelos estariam ‘a ponto de bala’ para entrarem na fase clínica de testes, em voluntários humanos. O que falta para esses projetos avançarem, entretanto, é uma verba de aproximadamente R$ 390 milhões.

As três vacinas em estágio mais avançado, de acordo com Pontes, são produzidas em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e com a Universidade de São Paulo (USP). Com tecnologias diferentes, elas ainda estão prestes a iniciarem os testes da fase 3 (em humanos), e a previsão do ministro é que estejam disponíveis no último trimestre deste ano, caso consiga o dinheiro necessário.

No momento, ele afirma que tenta conseguir essa verba por leis de incentivo, pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) ou até pela iniciativa privada. Pontes também defende as bolsas do CNPq, agência de fomento que dá auxílios de pesquisa, diz que “briga” para não cortar o apoio à pesquisa científica no País e afirma que uma vacina brasileira é “obrigatória”. “Funciono aqui como se fosse um míssil. Você não precisa direcionar o tempo todo, mas dispara e coloca o objetivo que eu vou chegar lá.” Leia a entrevista completa:

Quando foi feito o pedido de uma vacina brasileira? E como vocês têm desenvolvido isso nos últimos meses?

Essas vacinas brasileiras entraram na estratégia do MCTI ainda no ano passado. Em fevereiro, antes de a pandemia acelerar no País, montamos um comitê permanente de cientistas e pesquisadores, divididos em grupos que chamamos de Rede Vírus MCTI. Essa não vai ser a nossa última pandemia, temos 100% de chances de outras pandemias e piores que essa.

São esses cientistas que dão ao ministério as diretrizes de qual é a melhor maneira para o País enfrentar a pandemia a partir da ótica da ciência. Criamos uma estratégia com ações imediatas (prevenção, diagnósticos, tratamentos inicial e avançado) e continuadas (sequenciamento genético do vírus, conhecimento da doença, vacinas nacionais e infraestrutura para o enfrentamento).

Estamos aproveitando a situação e o que observamos durante essa pandemia para preparar melhor o País para as futuras gerações. Então, melhoramos a quantidade de laboratórios com nível de biossegurança 3, criando uma rede de laboratórios de campanha e agora estamos com um projeto para o nível de biossegurança 4.

Lá no começo, eles falaram para investir em vários protocolos diferentes de vacina, com vírus inativado (modelo usado na Coronavac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e o Instituto Butantan, de São Paulo), proteína de espículas, RNA mensageiro (modelo usado nos imunizantes da Pfizer e da Moderna) etc. O Brasil tem um programa nacional de imunização muito robusto, mas a nossa fragilidade é depender de insumos importados. Para prepararmos melhor o País, precisamos desenvolver o ciclo completo, desde o estudo inicial e do insumo à produção em escala.

Ver mais

Política BSB

Bolsonaro diz que governo é a favor de empresas comprarem vacina contra covid

Publicado

dia

Por

O presidente Jair Bolsonaro deu aval para que um grupo de empresários compre, por conta própria, um lote de 33 mi de doses de vacinas contra covid-19 da AstraZeneca

Bolsonaro: o grupo Gerdau e a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) estão entre os coordenadores da iniciativa; metade das doses seriam doadas para o governo (Marcos Corrêa/PR/Flickr)

O presidente Jair Bolsonaro confirmou nesta quarta-feira que deu aval para que um grupo de empresários compre, por conta própria, um lote de 33 milhões de doses de vacinas contra covid-19 da AstraZeneca para vacinar seus funcionários e doar a metade para o governo brasileiro.

A proposta partiu de um grupo de empresários que, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo, reuniram-se em teleconferência na segunda-feira para definir quem participaria. O grupo Gerdau e a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) estão entre os coordenadores da iniciativa.

“Eu quero deixar bem claro que o governo federal é favorável a esse grupo de empresários para levar avante a sua proposta para trazer vacina para cá a custo zero para o governo federal para imunizar, então, 33 milhões de pessoas”, disse Bolsonaro durante uma conferência para investidores organizada pelo Credit Suisse.

“No que puder essa proposta ir à frente, nós estaremos estimulando, porque com 33 milhões de graça aqui no Brasil para nós ajudaria e muito a economia e aqueles que, por ventura, queiram se vacinar –porque a nossa proposta é voluntariado né – o façam para ficar livre do vírus.”

Entre as condições para que o governo apoie a proposta Bolsonaro cobrou nos empresários que não obriguem os funcionários a serem vacinados.

Segundo o presidente, o governo foi procurado na semana passada pelos empresários com a proposta de comprar as 33 milhões de doses e doar a metade, 16,5 milhões, ao governo. O restante seria usado para vacinar os funcionários das empresas que se dispuserem e entrar no acordo.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, também defendeu a proposta afirmando que a ajuda ao governo será bem-vinda e que não se pode considerar a compra uma questão de “furar-fila”.

O governo já enviou uma carta à AstraZeneca dando o aval para a negociação. O laboratório, no entanto, tem tido dificuldades de cumprir contratos já assinados. Ainda não conseguiu entregar à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que irá preparar a vacina no Brasil, os lotes de insumos programados para março e avisou a União Europeia que também não conseguirá cumprir os prazos acertados em contrato para entrega aos países europeus.

O governo brasileiro também negocia a compra de mais 10 milhões de doses prontas do instituto indiano Serum, que está produzindo a vacina da AstraZeneca, mas a previsão de entrega é apenas para o final de fevereiro.

Defesa do teto, agenda de privatizações e reformas

O presidente da República, Jair Bolsonaro, fez uma defesa nesta terça-feira, 26, de temas que têm gerado preocupação de empresários e investidores quanto às ações do governo para a retomada econômica com responsabilidade fiscal, como o respeito ao tetos de gastos (a regra que impede que as despesas cresçam em ritmo superior à inflação), a agenda de privatizações e o andamento de reformas fiscais.

“No âmbito fiscal, manteremos firme compromisso com a regra do teto de despesas como âncora de sustentabilidade e de credibilidade econômica. Não vamos deixar que medidas temporárias relacionadas com a crise se tornem compromissos permanentes de despesas. Nosso objetivo é passar da recuperação baseada no apoio ao consumo para o dinamismo do setor privado”, afirmou o presidente, em discurso lido, durante evento promovido pelo banco Credit Suisse sobre investimentos promovidos na América Latina.

Com a fala, Bolsonaro contrapõe o pânico criado no mercado financeiro na semana passada, quando o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), candidato do Palácio do Planalto ao comando do Senado, sinalizou em entrevista ao Estadão/Broadcast com uma possível revisão da regra criada no governo do ex-presidente Michel Temer em 2017, ao dizer que o teto não é “intocado”.

Reformas

O presidente reforçou ainda o apoio à tramitação de reformas econômicas, paradas no Congresso Nacional. “Vamos avançar na tramitação de propostas das reformas fiscal, tributária e administrativa em parceria com o Congresso Nacional e a sociedade brasileira”, disse.

O governo enviou no ano passado a proposta de reforma administrativa – que reestrutura o RH do Estado, com mudanças na forma como os servidores são contratados, promovidos e demitidos – e a primeira parte da reforma tributária, com a unificação do PIS/Cofins. Antes, em 2019, já tinha enviado três propostas de emenda à Constituição (PECs) com medidas para desengessar o Orçamento público e redistribuir as verbas com Estados e municípios.

Privatizações

Um dia após a saída de Wilson Ferreira Júnior do comando da Eletrobras pela dificuldade do governo em aprovar a privatização da estatal no Congresso, o presidente disse que o governo pretende acelerar leilões de concessões e privatizações. Nos dois primeiros anos, segundo ele, foram incluídos 65 projetos no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), um dos primeiros passos para os leilões.

Bolsonaro defendeu também “regulamentos mais simples” e “menos onerosos” a fim de garantir a admissão do País na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), segundo o presidente, “meta prioritária da política externa brasileira”.

Estiveram ao lado do presidente durante a transmissão, o chanceler Ernesto Araújo e o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Segundo o presidente, a economia deve crescer 3,5% em 2021. “Apesar da covid, mantemos compromisso com empreendedores, investidores e empregados.”

 

Ver mais

Política BSB

Mourão diz que quem fura fila da vacinação não tem caráter

Publicado

dia

Por

Segundo o vice-presidente, se as etapas de vacinação forem seguidas corretamente, o Brasil pode chegar até o fim do ano a 150 milhões de brasileiros vacinados

Mourão: o vice também minimizou os atrasos e as falhas nas negociações internacionais feitas pelo governo brasileiro (Ueslei Marcelino/Reuters)

O vice-presidente Hamilton Mourão destacou que é preciso respeitar a ordem de prioridade de vacinação estabelecida pelo Ministério da Saúde. Para ele, os chamados “fura-filas” demonstram “falta de solidariedade e de caráter”. Segundo o vice-presidente, se as etapas de vacinação forem seguidas corretamente, o Brasil pode chegar até o fim do ano a 150 milhões de brasileiros vacinados.

“É necessário também que as pessoas se conscientizem, que cada um tem que comparecer de acordo com o seu grupo para ser vacinado e não atropelar o processo. Isso aí denota uma falta de solidariedade, uma falta de, vamos dizer assim, até de caráter da pessoa que faz isso”, disse.

Essa primeira etapa de vacinação é voltada para profissionais de saúde, idosos e deficientes residentes em institutos de longa permanência, e indígenas aldeados. O Ministério Público, em ao menos oito Estados (Pernambuco, Sergipe, Amazonas, Rio de Janeiro, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Bahia), além do Distrito Federal, acompanha denúncias de pessoas fora desses grupos sendo imunizadas, que podem culminar com ações penais e processos de improbidade administrativa.

Atrasos na vacinação

Nesta sexta, Mourão também minimizou os atrasos e as falhas nas negociações internacionais feitas pelo governo brasileiro para a aquisição de imunizantes contra a covid-19 e disse que a corrida pela vacina “está causando problemas no mundo inteiro”.

Após um período de incertezas sobre o envio de lote de vacinas vindas da Índia, previsto para chegar na tarde desta sexta-feira, 22, o governo ainda enfrenta o desafio de importar insumos da China para dar continuidade à produção de vacinas no País.

“Essa corrida da vacina, é uma corrida que está, vamos dizer assim, causando problema no mundo inteiro porque a quantidade de gente é enorme a ser vacinada e a quantidade de insumos produzidos não é dentro das necessidades”, afirmou Mourão na chegada à sede da Vice-Presidência.

Mourão citou o caso dos Estados Unidos para reforçar que “todos os países enfrentam problemas” quanto ao processo de vacinação. “Eu vi que agora o presidente americano prometeu que em 100 dias ele vai vacinar 100 milhões de pessoas. Isso é um milhão de pessoas por dia, uma coisa difícil para um país que não tem um sistema de saúde capilarizado como é o nosso aqui no Brasil. Então, todos os países estão enfrentando problemas dessa natureza”, disse.

Comparado a outros países, o Brasil chegou atrasado na campanha de vacinação, que teve início no último domingo, 17, após a aprovação do uso emergencial de duas vacinas. Para hoje, é esperada a chegada de 2 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca transportadas da Índia. A carga deveria ter chegado ao Brasil na semana passada, mas o governo indiano adiou a entrega após iniciar a vacinação da sua própria população.

O Brasil ainda negocia a importação de insumos da China para seguir produzindo imunizantes pelo Instituto Butantan e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Nesta semana, o Instituto Butantan informou que praticamente esgotou a quantidade de insumos para fabricar a vacina Coronavac, desenvolvida em parceria com a chinesa Sinovac. O atraso na chegada de insumos vindos da China também fez a Fiocruz adiar de fevereiro para março a previsão de entrega das primeiras doses da vacina Oxford/AstraZeneca que serão produzidas no Brasil.

Ver mais

Política BSB

Bolsonaro: nunca houve estremecimentos nas relações com China e Índia

Publicado

dia

Por

O Brasil depende da China para a importação de matéria-prima para a produção de imunizantes, que seguem em negociação

Bolsonaro: “Eu não falo com um chefe de Estado de qualquer país do mundo e vou tagarelar junto à imprensa. Isso não existe” (Alan Santos/PR/Divulgação)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira, 22, que “nunca houve estremecimentos” nas relações do Brasil com a Índia e China. O mandatário disse que tem mantido conversas com autoridades dos dois países, mas não entrou em detalhes sobre os assuntos tratados.

Ontem, em transmissão ao vivo nas redes sociais, Bolsonaro já havia negado que o governo tenha problemas com a China. Em suas redes sociais, Bolsonaro também já cumprimentou membros do governo indiano envolvidos nas negociações das vacinas.

O Brasil depende da China para a importação de matéria-prima para a produção de imunizantes, que seguem em negociação. Já as tratativas com a Índia envolviam a entrega de 2 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca, que foram autorizadas ontem pelo governo indiano e devem chegar ao Brasil no fim da tarde desta sexta-feira. A previsão anterior era de que os imunizantes chegassem no domingo, 17.

“Nunca houve qualquer estremecimento nas relações entre Brasil e China e entre Brasil e Índia”, disse Bolsonaro em fala à imprensa na saída do Palácio da Alvorada. Ele destacou que o país não fechou as portas para demais países, mas busca preservar sua soberania.

 

 

Ver mais

Política BSB

“Sem vida, não há economia”, diz Doria sobre aumento de restrição em SP

Publicado

dia

Por

A Associação Nacional de Restaurantes classificou como “insuportável” o endurecimento das restrições anunciado nesta sexta-feira, 22, pelo governo de SP

João Doria: governador de São Paulo defendeu o endurecimento das medidas restritivas no Estado anunciadas para as próximas duas semanas (Governo do Estado de São Paulo/Divulgação)

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), defendeu, durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes nesta sexta-feira, 22, o endurecimento das medidas restritivas no Estado anunciadas para as próximas duas semanas, e pediu compreensão dos empresários.

Ressaltando que o aumento no número de casos, internações e óbito no Estado é “extremamente preocupante”, o governador disse respeitar as opiniões de micro pequenos e médios empresários, dizendo compreender “preocupações” e “ponderações” do setor, mas pediu a compreensão de que “sem vida, não há economia”.

Ver mais

Hoje é

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Publicidade

Disponível nosso App

Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade

Viu isso?