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Brasília

Manuela Andrade estreia nas urnas e aposta em renovação e tradição política para chegar à CLDF

Manuela Andrade candidata a deputada distrital pelo Podemos no Distrito Federal em 2026
A advogada Manuela Andrade disputa pelo Podemos uma vaga na Câmara Legislativa do Distrito Federal nas eleições de 2026.

Advogada disputa sua primeira eleição pelo Podemos e chega à corrida por uma cadeira na Câmara Legislativa com experiência profissional própria e o peso político de uma família conhecida no Distrito Federal

A advogada Manuela Andrade entra oficialmente na política eleitoral em 2026 tentando conquistar uma das 24 vagas da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Candidata a deputada distrital pelo Podemos, com o número 20101, ela disputa sua primeira eleição aos 43 anos.

Manuela de Souza Andrade nasceu em Brasília e declarou à Justiça Eleitoral a advocacia como profissão. Sem histórico anterior nas urnas, chega à campanha como um nome novo para o eleitor, mas com uma ligação familiar importante com a política e a administração pública do Distrito Federal.

Ela é filha de Manoel de Andrade, atual presidente do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), ex-deputado distrital e ex-secretário de Administração do DF.

Essa combinação de estreia eleitoral com tradição política é um dos elementos centrais de sua candidatura.

Experiência profissional antes da política eleitoral

Antes de disputar um mandato, Manuela construiu carreira na advocacia.

Sua apresentação política destaca atuação ligada ao Direito Público e compliance, áreas diretamente relacionadas a regras, gestão, integridade e funcionamento da administração pública. A formação jurídica aparece na campanha como um dos argumentos para defender maior eficiência e responsabilidade na gestão pública.

Diferentemente de candidatos que chegam à eleição depois de ocuparem mandatos ou cargos de grande exposição, Manuela precisa apresentar ao eleitor uma trajetória profissional que ainda não foi testada nas urnas.

Esse é ao mesmo tempo seu desafio e uma oportunidade: pode tentar explorar a imagem de renovação sem carregar o desgaste de um mandato anterior.

Sobrenome tem peso na política do DF

É impossível analisar a candidatura sem considerar a trajetória de Manoel de Andrade.

Antes de ingressar no TCDF em 2000, ele foi deputado distrital, secretário de Administração do Distrito Federal e ocupou posições de liderança em entidades ligadas aos condutores e transportadores autônomos. Atualmente preside o Tribunal de Contas no biênio 2025-2026.

Quando Manuela se filiou ao Podemos, em março, sua entrada no partido foi apresentada nos bastidores políticos justamente como a chegada de uma candidatura com lastro familiar e institucional relevante.

Esse histórico pode facilitar articulações, abrir portas e aumentar o reconhecimento de seu nome entre lideranças políticas e comunitárias.

Mas também cria uma cobrança inevitável: demonstrar que possui identidade e projeto político próprios, e não apenas um sobrenome conhecido.

Participação feminina e renovação aparecem no discurso

A candidatura tem sido apresentada com uma tentativa de equilibrar dois conceitos: tradição e renovação.

Manuela busca aproveitar a experiência política existente em sua família, mas procura construir sua imagem a partir da advocacia, da participação feminina e de uma proposta de renovação da representação na Câmara Legislativa.

Durante sua entrada na disputa, destacou disposição para construir a candidatura com trabalho e proximidade com familiares, amigos e apoiadores. Publicações sobre sua pré-campanha também colocaram liderança feminina e gestão pública entre os elementos usados para apresentar seu nome ao eleitorado.

Para uma candidata estreante, essa construção será particularmente importante. O eleitor ainda precisa associar o nome Manuela Andrade a bandeiras próprias e não apenas à trajetória política de seu pai.

Podemos monta uma chapa competitiva

Manuela também enfrenta uma disputa relevante dentro do próprio Podemos.

A legenda não conseguiu eleger deputado distrital em 2022, mas passou os últimos anos reorganizando sua estrutura no Distrito Federal. Para 2026, montou uma nominata com nomes conhecidos e candidatos que já possuem bases eleitorais próprias.

Entre os candidatos estão Robério Negreiros, Telma Rufino, Ana Paula Marra, Coronel Michello, Subtenente Geraldo Alves e Manuela Andrade, entre outros. A relação oficial reúne 25 candidaturas distritais pelo partido.

A estratégia pode favorecer Manuela caso o Podemos consiga atingir votação suficiente para conquistar uma ou mais cadeiras.

Por outro lado, existe uma disputa interna importante. Alguns integrantes da chapa já passaram pelas urnas, exerceram mandato ou ocuparam cargos públicos de elevada exposição.

Manuela precisará, portanto, não apenas ajudar o partido a alcançar o quociente eleitoral, mas também ficar bem posicionada dentro da própria nominata.

Principal ponto de atenção é construir força eleitoral própria

Nas fontes públicas consultadas para esta matéria, não foram localizados escândalos pessoais, condenações ou investigações de grande repercussão diretamente relacionados a Manuela Andrade.

Seu principal ponto de atenção eleitoral é outro: provar que possui uma base política própria.

Ser filha do presidente do TCDF e de um ex-deputado distrital representa um ativo evidente. Ao mesmo tempo, abre espaço para críticas sobre sucessão familiar e influência de grupos políticos tradicionais.

Esse tipo de questionamento só tende a perder força se a candidata conseguir apresentar propostas próprias, construir relação direta com comunidades e demonstrar capacidade independente de mobilização.

Em outras palavras, o sobrenome pode ajudar a tornar a candidatura conhecida, mas a eleição dependerá da capacidade de transformar relacionamento político em voto pessoal.

Quais são as chances de Manuela Andrade em 2026?

Manuela Andrade entra na eleição como uma candidatura nova com ativos políticos relevantes, mas ainda sem elementos suficientes para ser colocada entre as favoritas à CLDF.

Sua principal vantagem é não começar completamente do zero.

O histórico político de sua família oferece relacionamento e reconhecimento dentro do Distrito Federal. A formação jurídica também permite construir uma candidatura com discurso ligado à gestão, legislação e administração pública.

O Podemos, por sua vez, montou uma nominata mais competitiva do que a apresentada na eleição anterior e trabalha para voltar a ter representação na Câmara Legislativa.

O principal problema é a ausência de histórico eleitoral.

2026 é sua primeira disputa, portanto não existem resultados anteriores que permitam medir objetivamente o tamanho de sua base. Também não foi localizado, entre os levantamentos públicos consultados, resultado consistente de pesquisa que coloque Manuela individualmente entre os primeiros nomes para deputado distrital.

Isso torna sua candidatura mais difícil de projetar.

Manuela Andrade chega, portanto, como um nome com potencial político e estrutura para crescer durante a campanha, mas que ainda precisa demonstrar força nas urnas.

O resultado dependerá principalmente de sua capacidade de criar identidade própria, aproveitar a estrutura do Podemos e transformar a tradição política que existe ao redor de seu sobrenome em confiança direta do eleitor.

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