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Manifestação contra aumento das passagens acontece hoje em SP

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A concentração está marcada para às 17h, em frente à sede da Prefeitura da capital

Movimento Passe Livre: diariamente, 8,3 milhões de passageiros são transportados nas linhas disponíveis do Metrô e da CPTM (Rovena Rosa/Agência Brasil)

São Paulo — O Movimento Passe Livre (MPL) convocou para a tarde desta terça-feira (07) o primeiro ato contra o aumento na tarifa do transporte público na cidade de São Paulo.

A concentração está marcada para às 17h, em frente à sede da Prefeitura da capital. “Eles [João Doria e Bruno Covas] ainda dizem que não aumentaram mais, porque terão menos ‘gastos’ em 2020. Mas isso é porque querem cortar centenas de linhas e reduzir ainda mais a frota de ônibus”, diz comunicado do MPL.

Desde 1º de janeiro, os preços das passagens de ônibus, metrô e trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) subiram de R$ 4,30 para R$ 4,40.

O reajuste, segundo a prefeitura, é de 2,33% e “está abaixo da inflação anual prevista pelo boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, que é de 3,86%”.

Diariamente, 8,3 milhões de passageiros são transportados nas linhas disponíveis do Metrô e da CPTM. Já os ônibus transportam cerca de 8,8 milhões de pessoas todos os dias.
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Ibirapuera recebe 6,5 mil visitantes em 1º dia de reabertura

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Área de lazer dos paulistanos pode receber até 39 mil pessoas por dia; nesta segunda-feira foram reabertos 70 dos 108 parques municipais em São Paulo

Ibirapuera: maior parque da capital paulista registrou a presença de aproximadamente 6,5 mil pessoas em um período de seis horas (Amanda Perobelli/Reuters)

Fechado desde 21 de março, por conta da pandemia do novo coronavírus, o parque Ibirapuera, em São Paulo, recebeu 6,5 mil visitantes no primeiro dia de reabertura, que aconteceu nesta segunda-feira, 13.

Apesar da quantidade de pessoas, a prefeitura considerou a movimentação como tranquila. “Esse número está dentro da expectativa e do limite de 39 mil pessoas por dia, que é esperado para a área do parque no Ibirapuera”, destacou o prefeito, Bruno Covas.

Nesta segunda-feira foram reabertos 70 dos 108 parques municipais em São Paulo. Os parques do Carmo (zona Leste) e Ibirapuera estão funcionando com horário reduzido, entre as 6h e as 16h; os demais, das 10h às 16h.

Está permitido um índice de ocupação de apenas 40%, e o uso de máscaras é obrigatório. Parques infantis, quadras de esporte e bebedouros continuam sem funcionar.

“É uma compensação por todo esse sacrifício que a população fez ao longo desses meses, por ficar dentro de casa, para evitar contato, para evitar aglomeração. Agora a gente abre 70 dos nossos 108 parques para população”, ressaltou o prefeito.

Bruno Covas disse ainda que a prefeitura multou 140 bares no último fim de semana, em razão de os estabelecimentos terem funcionado após as 17h, fora do horário permitido.

O prefeito ressaltou também que a administração municipal irá apresentar uma decisão, ainda nesta semana, sobre a reabertura de teatros e cinemas.

 

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Debate sobre sustentabilidade deve crescer no pós-pandemia, diz ministra

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A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou que o Brasil deve se preparar para atender as exigências do mercado internacional

Tereza Cristina: ministra está em viagem a países árabes para alavancar exportações do Brasil (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou que acredita que, passado o difícil momento de pandemia de covid-19, deve ocorrer um aumento das discussões sobre sustentabilidade, no âmbito de acordos com países e entre consumidores finais. Segundo ela, que participa na manhã desta segunda-feira de “live” com o setor de cafés especiais, isso já pode ser observado atualmente nas preocupações de varejistas do Reino Unido e da Alemanha com aspectos de sustentabilidade da produção agropecuária brasileira.

Conforme a ministra, no cenário pós-covid-19 vão aumentar as exigências de certificação, rastreabilidade e sobre embalagem. “Devemos estar cientes e preparados para atender as exigências do mercado internacional, por meio da cooperação entre governo e a cadeia produtiva”, disse ela.

“Os desafios são grandes e será preciso engajamento do setor privado, em um processo robusto de governança para o País avançar”, acrescentou. Entre os desafios, a ministra citou a necessidade de regularização fundiária, para solucionar conflitos agrários históricos e de avançar na implementação do código florestal.

A ministra disse, ainda, que é preciso impulsionar instrumentos que gerem renda ao produtor pelo correto manejo florestal. Segundo Tereza Cristina, o novo Plano Safra 2020/21 já prevê recursos para garantir a inclusão do agricultor familiar junto às cadeias de maior valor agregado, favorecendo inclusive o pequeno produtor de café.

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Brasil passa a marca de 70 mil mortes por covid-19, diz consórcio

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Em 24 horas foram confirmados mais 1.270 óbitos. País tem um total de 1.804.338 casos da doença

Hospital: no mês de junho, foram registradas mais de 30.000 mortes, quase a metade do total. (Diego Vara/Agência Brasil)

O Brasil passou a marca de 70.000 mortes causadas pela covid-19 nesta sexta-feira, 10, segundo levantamento do consórcio de imprensa junto às secretarias estaduais de Saúde.

O balanço, atualizado às 20 horas, mostra que o país tem 70.524 óbitos e 1.804.338 casos confirmados da doença. Em 24 horas foram mais 1.270 vítimas e 45.238 infectados pelo SARS-CoV-2.

O levantamento é do consórcio de veículos formado por UOL, Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo, G1 e Extra.

Há um mês a média de confirmações diárias de mortes está na marca dos 1.000 registros, o que indica que o país ainda não passou pelo pior da doença.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o que mais teve mortes em todo o mundo nos últimos sete dias, com 7.332. Em segundo lugar está o México, com 4.286 confirmações.

O Brasil é o segundo com mais casos e mortes de covid-19 no mundo. Em primeiro lugar está os Estados Unidos que registram mais de 3 milhões de infectados e 132.000 vítimas, segundo dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês).

Em todo o planeta já são mais de 12 milhões de pessoas contaminadas pelo SARS-CoV-2 e mais de 550.000 óbitos. Os dados são da OMS.

 

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TJ-SP afasta Jonas Donizette da prefeitura de Campinas

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Acórdão impõe ao prefeito a perda da função pública e suspensão dos direitos políticos por cinco anos

Jonas Donizette: TJ-SP decretou o afastamento do prefeito de Campinas por improbidade administrativa (Reprodução/Wikimedia Commons)

A 6ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo decretou o afastamento do prefeito de Campinas Jonas Donizette (PSB) por improbidade administrativa. O acórdão impõe ao prefeito a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por cinco anos e multa no valor de 30 vezes seu contracheque, além de ordenar a exoneração de 1.851 comissionados.

Campinas, a 90 quilômetros de São Paulo, é a terceira maior cidade do estado, com 1,1 milhão de habitantes. É um dos maiores Índices de Desenvolvimento Humanos (IDH) do país.

A desembargadora Silvia Meirelles, relatora do recurso do Ministério Público do Estado, afirmou que Jonas Donizette criou um ‘cabide de empregos’ no Executivo.

Segundo a magistrada, o prefeito ‘se mostrou inapto para o exercício do cargo político de chefe do Poder Executivo Municipal, instaurando efetivo patrimonialismo durante seu mandato.’

Silvia estabeleceu que a multa deve ser paga no valor de 30 vezes a remuneração do prefeito na data do julgamento. Em abril, Jonas recebeu salário de 23.894,65 reais. A multa deve alcançar 716.000 reais.

O prefeito também foi proibido de ‘contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos.’

A desembargadora determinou que sejam exonerados todos os funcionários ‘ocupantes de todos os cargos descritos nas leis declaradas inconstitucionais, no prazo de 30 dias, com a proibição de novas contratações para os mesmos cargos, sendo permitido apenas o preenchimento por meio de concurso público.’

Entenda o caso

Jonas Donizette foi alvo de ação civil por improbidade, ajuizada pelo Ministério Público do estado. O processo apontou a ‘existência de cargos em comissão que contrariam às Constituições Federal e Estadual, violando os princípios do concurso público, da impessoalidade, da eficiência e da moralidade.’

A Promotoria apontou que Campinas tinha ‘um quadro exorbitante de cargos comissionados, muito superior ao de diversos países.’ De acordo com a ação, a cidade tinha 846 cargos em comissão e mais 985 funções comissionadas, ‘um montante exorbitante de 1.851 cargos de chefia, direção ou de assessoramento.’

Em 1ª instância, a Justiça condenou Jonas ‘ao pagamento de multa civil equivalente a 10 vezes o valor da remuneração por ele percebida na data da sentença.’ Em seu voto, a desembargadora reformou a sentença, aumentando a multa e tirando o prefeito do Executivo.

“Restou comprovado o cometimento de ato ímprobo pelo réu Jonas Donizette, uma vez que este, reiteradamente, nomeou livremente pessoas despreparadas para o exercício de funções meramente burocráticas, sob o argumento de que se tratavam de cargos comissionados”, afirmou.

“Note-se que a prova testemunhal é farta no sentido de demonstrar que as indicações para os cargos comissionados ocorriam sem quaisquer critérios técnicos e para o fim de satisfazer o interesse público, mas, ao revés, o eram tão somente para atender aos interesses pessoais de apaniguados políticos, favorecendo pessoas determinadas.”

Segundo Silvia, o prefeito usou o ‘quadro funcional da Administração Pública Municipal como um verdadeiro cabide de empregos, concedendo benesses a seus apaniguados políticos e a seus amigos.’

A magistrada apontou ‘um nefasto clientelismo operado pelo réu Jonas Donizette, o qual sem qualquer pudor, reiteradamente, nomeou seus apaniguados para cargos públicos que claramente não poderiam ser preenchidos por mera nomeação.’

A desembargadora afirmou, em seu voto, que houve ‘dolo de agir’ por parte de Jonas Donizette.

“Note-se que no Brasil, infelizmente, impera a oligarquia e o favoritismo, sendo o brasileiro ainda um ‘homem cordial’, conforme ensina o sociólogo e historiador Sérgio Buarque de Holanda, em seu livro Raízes do Brasil (aquele que age para favorecer apaniguados, pensando no interesse privado e não no público)”, registrou.

“Impera o patrimonialismo, o qual consiste no apoderamento da máquina pública pelo particular, entrelaçamento do setor público com o privado, sendo bem explicado este fenômeno no cenário brasileiro por Raymundo Faoro, no seu livro Os Donos do Poder.”

COM A PALAVRA, A PREFEITURA DE CAMPINAS

“A prefeitura de Campinas vai recorrer da decisão em instâncias superiores, lembrando que o prefeito Jonas Donizette, após orientação da Procuradoria de Justiça, foi quem teve a iniciativa de criar uma lei que limitou em 4% o número de servidores comissionados em relação ao total de servidores na Administração Municipal. Hoje, o número de servidores comissionados está em torno de 3% do total.”

 

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Desmatamento na Amazônia dispara, em meio à pressão internacional

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Derrubada da floresta aumentou 10,7% em junho, comparado com o mesmo mês do ano passado. Nos primeiros seis meses do ano, a área devastada cresceu 25%

Desmatamento da Amazônia (luoman/Getty Images)

O presidente afirma que está sendo demonizado e que o país tem um histórico exemplar na proteção ambiental e faz questão de apontar que a maior parte da Amazônia ainda é coberta pela mata nativa.

A pressão interna e externa, vinda especialmente do setor empresarial, fez com que o governo reagisse com uma tentativa de fazer um controle maior do desmatamento e das queimadas na Amazônia.

Desde maio, sob o comando do vice-presidente Hamilton Mourão, o governo autorizou uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) com as Forças Armadas na Amazônia para evitar queimadas e tentar conter o desmatamento, até agora sem muito sucesso. A GLO, que se encerraria nesta sexta-feira, foi prorrogada até novembro, de acordo com decreto publicado no Diário Oficial da União.

Na quinta-feira, depois de reunião com representantes de fundos de investimento internacionais, o governo anunciou um novo decreto, a ser publicado na próxima semana, proibindo por 120 dias as queimadas autorizadas na Amazônia e no Pantanal.

Cientistas afirmam que a preservação da Amazônia, maior floresta tropical do mundo, é vital para reduzir as mudanças climáticas pelas enormes quantidades de gases de efeito estufa que a floresta é capaz de absorver.

Entre 1º de janeiro e 25 de junho, o Ipam e o centro de pesquisa norte-americano Woods Hole calcularam que o desmatamento e as queimadas na Amazônia liberaram na atmosfera 115 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono, cerca de 20% a mais do que no mesmo período do ano passado, o que equivale às emissões anuais de 25 milhões de carros.

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Reabertura precoce transforma Brasília em epicentro da covid-19

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Brasília registra 2.133 casos de coronavírus por 100.000 habitantes, mais que o dobro da região metropolitana de São Paulo ou Rio de Janeiro

Coronavírus: Pessoas em hospital em Brasília (Andre Coelho/Getty Images)

Uma mulher de 80 anos desabou na rua na semana passada acometida pela covid-19, disseram vizinhos no subúrbio mais pobre e populoso de Brasília. Ela foi levada ao hospital e colocada em um ventilador.

Maria Aparecida Ferreira é avó da primeira-dama Michelle Bolsonaro, que cresceu em Ceilândia, uma cidade-satélite que se tornou um epicentro do contágio de coronavírus em Brasília.

A capital modernista foi a primeira cidade brasileira a adotar medidas de distanciamento social para conter a pandemia em março e estava indo bem até que a retirada prematura das restrições de quarentena provocou um aumento nos casos, dizem especialistas em saúde.

Entre os pacientes de elevados cargos da cidade está o próprio presidente Jair Bolsonaro, que afirmou na terça-feira ter resultado positivo para o novo coronavírus após sentir febre.

Sob pressão de Bolsonaro, prefeitos e governadores de todo o país estão afrouxando as ordens de isolamento, mesmo quando as infecções confirmadas ultrapassam 1,7 milhão de casos, com quase 70.000 mortos –o pior surto do mundo fora dos Estados Unidos.

Hoje, Brasília é a grande cidade mais infectada per capita no país, com 2.133 casos confirmados por 100.000 habitantes, mais que o dobro da região metropolitana de São Paulo ou Rio de Janeiro, segundo estatísticas do Ministério da Saúde.

Parte das confirmações pode ser resultado da realização de mais testes na capital, que possui a maior renda per capita do país, mas especialistas apontam que a recente explosão de casos foi claramente motivada por uma reabertura prematura.

Academias e salões de beleza reabriram na terça-feira. Bares e restaurantes retomarão os negócios na próxima semana, de acordo com decreto do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

“Essa medida está condenando milhares de brasilienses à morte”, disse o sanitarista Rubens Bias, membro do conselho de saúde do Distrito Federal.

Com o aumento do número de mortes e o sistema hospitalar em colapso por falta de unidades de terapia intensiva gratuitas, Brasília deveria estar em total confinamento, afirmou. Ele disse que o governador de Brasília, assim como outros no país, estava sob pressão de Bolsonaro para reabrir a cidade. O presidente afirmou que o impacto econômico da quarentena é pior do que os riscos sanitários que a própria doença oferece.

Na quarta-feira, um juiz suspendeu o decreto de reabertua de Brasília e a cidade recorreu da decisão. O governador, então, declarou suspensão de todas as atividades, exceto as essenciais, nas regiões administrativas de Ceilândia e Sol Nascente.

O gabinete do governador se recusou a comentar.

No entanto, a agência de desenvolvimento da cidade informou que o Distrito Federal realizou mais testes em proporção à sua população do que os Estados Unidos, a Suíça ou a Áustria.

A agência acrescentou que o novo coronavírus ainda está se espalhando na cidade, embora a transmissão tenha diminuído para 1,2 pessoas infectadas por casos confirmado, abaixo dos 2,1 registrados no início de abril.

“UM INFERNO”

A capital de 3 milhões de habitantes, a terceira maior cidade do Brasil, registrou o primeiro caso de Covid-19 em 5 de março, uma mulher de 52 anos que retornara de Reino Unido e Suíça.

Nos primeiros dois meses após a primeira morte em 24 de março, o número de vítimas fatais em Brasília subiu lentamente para 100. Mas, um mês depois da reabertura de shoppings em 27 de maio, os casos confirmados e as mortes aceleraram em cinco vezes.

Na segunda-feira, o número de mortos chegou a 726 e a cidade registrou um novo recorde de 2.529 casos adicionais em 24 horas.

“É um caos, um inferno. Não param de aumentar os casos”, disse uma enfermeira que trabalha na ala de emergência do principal hospital de Ceilândia, exausta dos turnos de 12 horas.

Ela contou que o hospital estava com falta de médicos e enfermeiros, e de ambulâncias para levar pacientes graves aos poucos leitos disponíveis na UTI, embora a escassez inicial de máscaras N95, luvas, aventais e outros equipamentos de proteção tivesse sido resolvida.

A enfermeira, que pediu para não ser identificada por temer represálias de autoridades do governo local, disse que os habitantes de Brasília, principalmente em bairros de baixa renda, não respeitam as regras de distanciamento social e que os inspetores não estavam multando ninguém por não usar máscaras.

A pandemia mudou da parte mais rica de Brasília para os subúrbios mais afastados, onde os trabalhadores passam uma hora em transporte público lotado para chegar ao trabalho no centro, e o contágio está se espalhando como fogo, disse Bias.

“É bem trágica mesmo essa Covid. Aqui no setor está crescendo muito o número de casos nos últimos dias”, afirmou Cilede Nogueira, que vive em Sol Nascente, uma grande favela adjacente a Ceilândia.

Nogueira, que trabalha como empregada doméstica no centro de Brasília, disse que os bares em seu bairro estão cheios de pessoas sem máscaras, e os vizinhos festejam despreocupadamente nos finais de semana.

Segundo ela, as filas dos bancos também estavam perigosamente atoladas de pessoas que buscam auxílio emergencial do governo para complementar a renda durante a pandemia.

“Há interesses eleitorais e de empresários que não estão preocupados com a vida das pessoas. Estão preocupados com o lucro próprio”, declarou o sanitarista Bias.

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terça-feira, 14 de julho de 2020

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