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Maior raio do mundo é registrado no Brasil, com 709 km de extensão, diz Organização Meteorológica Mundial

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Raio cortou o Sul do Brasil em outubro de 2018; além deste recorde, organização também anunciou o registro do raio mais longo, em segundos, na Argentina.

Imagem de satélite mostra o maior raio do mundo, em extensão: ele cortou o Sul do Brasil em outubro de 2018, percorrendo uma distância de 709 km. — Foto: Divulgação/OMM

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) anunciou nesta sexta-feira (26) o registro de dois recordes de raios: o mais extenso em distância percorrida, e o mais longo em segundos. São os “megaflashes”.

  • O recorde de raio mais extenso é do Brasil: Ele percorreu 709 km em uma linha horizontal, cortando o Sul do Brasil, em 31 de outubro de 2018. É mais que o dobro do recorde anterior, registrado em Oklahoma (EUA), com 321 km.
  • O recorde de raio com duração mais longa é da Argentina: Ele durou 16,73 segundos a partir de um flash que começou no norte da Argentina, em 4 de março de 2019. Ele também é mais que o dobro do recorde anterior, de 7,74 segundos registrado em Provence-Alpes-Côte d’Azur, França em 30 de agosto de 2012.

Infográfico da OMM mostra a distância percorrida pelo maior raio do mundo, que cortou o Sul do Brasil em outubro de 2018; registro de raio com brilho mais longo foi na Argentina, em março de 2019: durou 16,730 segundos — Foto: Divulgação/OMM

Infográfico da OMM mostra a distância percorrida pelo maior raio do mundo, que cortou o Sul do Brasil em outubro de 2018; registro de raio com brilho mais longo foi na Argentina, em março de 2019: durou 16,730 segundos — Foto: Divulgação/OMM

O novo recorde foi estabelecido devido a uma nova tecnologia de imagens por satélite. Mas, segundo a OMM, tanto o registro anterior quanto o novo usaram a mesma metodologia para medir a extensão do flash.

As descobertas foram publicadas pelas Cartas de Pesquisa Geofísica da American Geophysical Union, antevéspera do Dia Internacional da Segurança contra Raios, em 28 de junho.

“Esses são registros extraordinários de eventos únicos de relâmpagos. Eventos climáticos extremos são medidas vivas do que a natureza é capaz, bem como o progresso científico em poder fazer essas avaliações. É provável que ainda haja extremos ainda maiores e que possamos observá-los na medida que a tecnologia de detecção de raios melhorar ”, disse o professor Randall Cerveny, relator-chefe de extremos climáticos da OMM.

“Isso fornecerá informações valiosas para o estabelecimento de limites à escala de raios – incluindo megaflashes – para questões de engenharia, segurança e científicas”, disse ele.

Os raios representam um grande risco à vida de muitas pessoas, todos os anos. As descobertas destacam importantes preocupações de segurança pública contra raios para nuvens eletrificadas, onde os flashes podem percorrer distâncias extremamente grandes.

Raios no Brasil

Raio foi registrado em Ubatuba, litoral de SP, em imagem de 2015. — Foto: Frederico Viebig/ELAT/INPE

Raio foi registrado em Ubatuba, litoral de SP, em imagem de 2015. — Foto: Frederico Viebig/ELAT/INPE

De acordo com o Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), 78 milhões de raios caem todos os anos no Brasil. Entre 2000 e 2019, 2,1 mil pessoas morreram devido à incidência de raios –a cada 50 mortes por raio no mundo, 1 é registrada no Brasil. O estado com mais mortes por raios, de 2000 a 2019, foi São Paulo, com 327 óbitos.

Veja abaixo os números:

  • 78 milhões de raios caem todos os anos no Brasil
  • A cada 50 mortes por raio no mundo, 1 é no Brasil
  • De 2000 a 2019, 2.194 pessoas morreram no Brasil, por incidência de raios
  • O estado que mais registrou mortes por raios no período foi SP (327), seguido por MG (175) e PA (162)
  • 26% das mortes ocorreram na área rural; 21% em casa; 9% próximo à água; 9% debaixo de árvores; 8% em áreas cobertas; 7% em áreas descampadas; entre outros.

Segundo o Elat, a incidência de raios diminuiu 20% na cidade de São Paulo no período inicial da quarentena. Segundo o cientista Osmar Pinto Junior, coordenador do Elat, o motivo foi a queda na emissão de poluentes atmosféricos, com a redução de veículos nas ruas.

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Inscrições para o Sisu começam nesta terça-feira com mais de 51 mil vagas

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Um dos maiores processos seletivos do Brasil, o Sisu do 2º semestre traz à tona alguns dos desafios que cercam a educação brasileira no restante deste ano

Aplicativo do Enem 2019: alunos do Sisu usam nota do exame do ano passado, mas prova deste ano ainda está sem data definida (Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

É em um momento conturbado para o Ensino Superior brasileiro que estudantes vão tentar algumas das 51.000 vagas disponíveis nas instituições públicas nacionais. Começam a partir desta terça-feira, 7, as inscrições para a edição 2020 do segundo semestre do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que seleciona para vagas nas universidades públicas por meio da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Além dos cursos presenciais, é a primeira vez que o Sisu vai ofertar vagas na modalidade a distância (EaD). Os estudantes que desejam concorrer a uma dessas vagas devem acessar o site do programa (https://sisu.mec.gov.br).

A inscrição vai até sexta-feira, 10, e o resultado do processo sai em 14 de julho. Caso não seja aprovado, o aluno pode se inscrever em uma lista de espera na sequência. Podem participar da seleção todos os candidatos que fizeram o Enem em 2019 e não tiraram nota zero na redação. Em alguns cursos as instituições exigem uma nota mínima no Enem.

Um dos maiores processos seletivos do Brasil, o Sisu do segundo semestre traz à tona alguns dos desafios que cercam a educação brasileira no restante deste ano. As mais de 8,4 milhões de instituições de Ensino Superior no Brasil ainda não retornaram às aulas presenciais em meio à pandemia do novo coronavírus e se voltam ao ensino remoto desde março — que precisou ser estruturado ou aperfeiçoado às pressas na maioria das faculdades. Os estudantes que se inscreverem nesta semana para começar a faculdade no segundo semestre possivelmente ainda terão toda ou parte da instrução online.

O país também está sem ministro da Educação desde a saída de Abraham Weintraub no dia 18 de junho. É ao Ministério da Educação (MEC) e suas autarquias subordinadas que compete organizar o Sisu, o Enem deste ano (ainda sem data definida) e comandar as universidades federais.

No último fim de semana, o empresário Renato Feder, atual secretário de Educação do Paraná, usou as redes sociais para declinar o convite feito pelo presidente Jair Bolsonaro para que ele assumisse o cargo. O presidente não chegou a anunciar formalmente o convite, mas internamente a escolha não agradou às duas principais alas do governo, a dos militares e a ligada ao escritor Olavo de Carvalho. Ambas pressionaram Bolsonaro para retirar o convite.

Na última semana, outro nomeado, Carlos Alberto Decotelli, chegou a ter o nome publicado no Diário Oficial da União, mas não tomou posse após inconsistências em seu currículo.

Bolsonaro pode escolher um ministro ainda nesta semana, mas vem tendo dificuldade em encontrar candidatos ao cargo. Após viagem do presidente a Santa Catarina para sobrevoar as áreas atingidas pelo ciclone-bomba, um nome que passou a ganhar força é de Aristides Cimadon, reitor da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc).

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Casal é preso em Petrolina com carro roubado no estado de São Paulo e documentos falsos

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De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, O flagrante foi realizado durante uma fiscalização no quilômetro 184 da BR 428. O veículo foi roubado no dia 19 de junho.

Veículo foi roubado no dia 19 de junho, no estado de São Paulo — Foto: PRF / Divulgação

Um casal foi preso nesta terça-feira (7) na BR 428, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o homem, de 51 anos, e a mulher, de 38, estavam em um carro roubado e portavam dez Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs), oito Certificados de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLVs) e um Registro Geral (RG) com indícios de falsificação.

O flagrante foi realizado durante uma fiscalização no quilômetro 184 da rodovia. Ao abordar um carro com placas de Minas Gerais, os policiais realizaram uma verificação no automóvel e descobriram um registro de roubo do dia 19 de junho, no município de Biritiba-Mirim, em São Paulo.

Ao verificar o interior do veículo foi encontrada a documentação irregular, além de moldes de numeração de vidro e chassi de veículos. O casal foi encaminhado junto com o carro e o material apreendido à delegacia de Polícia Civil de Petrolina, que investigará o caso.

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Menino de 2 anos diagnosticado com Covid-19 se recupera e tem alta após 13 dias internado

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Mãe do pequeno Nicollas, que mora em Itaquaquecetuba, conta que filho teve sintomas de Síndrome de Kawasaki, marcada por inflamação nos vasos sanguíneos. Após deixar o hospital, ele segue precisando de cuidados.

Nicollas, de apenas dois anos, teve diagnóstico positivo de Covid-19 — Foto: Elizeu Junior/Arquivo Pessoal

Nicollas tem apenas dois anos, mas já precisou mostrar a força de um pequeno guerreiro para vencer uma difícil batalha que enfrentou recentemente. Morador de Itaquaquecetuba, na região metropolitana de São Paulo, ele foi diagnosticado com Covid-19 e teve graves complicações de saúde que o fizeram ficar internado por 13 dias.

Nicollas teve alta há cerca de duas semanas e agora dá sequência à recuperação em casa. De acordo com a mãe, Thamy de Sant’Anna Barros, ele ainda precisa de acompanhamento médico de perto e de algumas medicações. Porém, após longos dias de muita preocupação e de idas e vindas a hospitais, os pais de Nicollas agradecem pela recuperação do filho, considerada por eles um milagre.

“Quero agradecer a todos, a equipe médica, de enfermagem, amigos, familiares. Descobri que havia pessoas orando por ele até fora do Brasil. Fortaleza, Paraná, Pernambuco. A vitória não é só minha. É de todos aqueles que oraram por ele”.

Os primeiros sintomas e a busca pelo diagnóstico

Thamy conta que tudo começou no dia 3 de junho, quando Nicollas apresentou febre. A mãe achou que poderia se tratar de alguma infecção, então o pai, Elizeu Junior, levou o filho a um hospital em Itaquaquecetuba.

“A médica disse que as amídalas estavam um pouco grandes e receitou medicamentos para cortar a febre. Ele voltou para casa. Naquele mesmo dia já começamos a dar os medicamentos. Mas, diferentemente de outras vezes em que ele teve infecção de garganta ou de ouvido, a febre não estava baixando. Demorava muito para baixar e subia muito rápido e tínhamos medo que ele tivesse uma convulsão”, lembra a mãe.

Dois dias depois, Nicollas começou a se queixar de muitas dores na barriga. A mãe imaginou que, por conta da febre, poderia ser infecção de urina, então novamente levou o filho ao hospital, onde foram feitos exames de sangue e de urina.

“O exame de sangue deu um pouco alterado na parte viral. Quando estávamos aguardando sair o resultado, percebi, enquanto ele dormia, que havia umas manchas nas mãos, na barriga, nas costas. Pedi para a enfermeira chamar o médico na sala. Ele examinou, apertou as manchinhas e, como elas sumiam, ele falou que não era preocupante, que poderia ser do sangue, alguma reação, mas não suspendeu nenhum remédio e pediu para a gente voltar para casa e continuar com o antibiótico, porque provavelmente seria garganta mesmo”.

Nicollas precisou ficar internado por 13 dias devido a complicações de saúde — Foto: Elizeu Junior/Arquivo Pessoal

Nicollas precisou ficar internado por 13 dias devido a complicações de saúde — Foto: Elizeu Junior/Arquivo Pessoal

Porém, de acordo com Thamy, a febre continuou subindo muito rápido e demorando para baixar. No mesmo dia, os pais decidiram levar Nicollas a um hospital, desta vez em Arujá.

“Chegando lá, o médico disse que seriam exantemas, que não são uma doença, mas sim um sintoma de algum vírus. Ele disse que a febre fica geralmente por cinco dias e, quando dão cinco dias, essas manchas estouram pelo corpo todo. Só que o Nicollas já tinha tido febre por quatro dias, e as manchas surgiram no segundo dia. Mesmo assim, a gente sabe que um organismo acaba sendo diferente do outro e imaginamos que poderia ser isso mesmo. Por desencargo de consciência, foram pedidos exames de urina e de sangue. Ele colheu e foi medicado”.

A mãe de Nicollas lembra que, como era tarde, foram para casa e voltaram ao hospital no dia seguinte, quando o quadro do garoto se manteve. “Fomos examinados por outro médico. O médico que pegou os exames dele suspeitou de uma possível meningite”.

“Aquele foi o pior momento para mim. Sempre tive muito medo dessa doença. Entrei em desespero, chorava. O médico falou que seria necessário fazer o exame. Fui para fora do hospital e esperei o procedimento acontecer. Quando saiu o resultado, deu negativo para meningite”.

Segundo Thamy, no dia seguinte, Nicollas continuou tendo febre e dor na barriga. Também estava com o olho inchado e com secreção, além de não estar se alimentando e bebendo água. Os pais decidiram levá-lo ao hospital novamente, mas, por recomendação de colegas da farmácia onde trabalha em Itaquaquecetuba, Thamy procurou uma clínica médica em Mogi das Cruzes.

“Ele já tinha mais manchinhas na região genital, os olhos estavam bem inchados e vermelhos. O corpo já tinha mais bolinhas. As mãos e os pés estavam bem gelados. A médica deu o diagnóstico de Síndrome de Kawasaki, mas disse que lá não podia me dar o suporte e que ele precisava ir para o hospital, fazer outros exames e receber soro imediatamente”.

Os pais foram para um hospital perto da clínica e foram informados de que Nicollas precisaria ir para a UTI.

“Aquilo também já foi desesperador. Eu fiquei com muito medo e só falava que não queria perder meu filho. Eles me disseram que eu não perderia meu filho, mas que ele precisava de cuidados intensos, porque estava em um estado grave”.

Nicollas ao lado do pai, Elizeu Junior — Foto: Arquivo Pessoal/Elizeu Junior

Nicollas ao lado do pai, Elizeu Junior — Foto: Arquivo Pessoal/Elizeu Junior

Nicollas foi transferido para um hospital em São Bernardo do Campo, onde havia disponibilidade de leito no convênio. “Chegando lá, o médico deu medicamento para dor abdominal, porque ele estava queixando muito, e pediu exames. Ficamos aguardando a liberação para subir para a UTI. A princípio, surgiu um outro diagnóstico, que era Covid, porque ele não tinha todos os sintomas do Kawasaki. E hoje se fala muito que elas têm uma relação. Não é uma via de regra, mas alguns sintomas nas crianças estão vindo acompanhados dessa síndrome”.

A Síndrome de Kawasaki é uma espécie de vasculite, isto é, uma inflamação nos vasos sanguíneos e que ainda não tem uma causa conhecida. Alguns de seus sintomas são a febre prolongada, o aparecimento de manchas pelo corpo, entre outros. É uma doença rara, que acontece principalmente em crianças com menos de 5 anos.

Em maio, uma rara doença inflamatória em crianças, com quadro semelhante ao da Síndrome de Kawasaki, foi associada ao novo coronavírus, tendo sido observada, na ocasião, em países como Reino Unido, França, Estados Unidos e Itália.

“A gravidade disso era provocar um aneurisma. Isso que os médicos temiam. Foi prescrita imunoglobulina, que ajudava no tratamento da síndrome. Ele não reagiu bem no começo e teve que suspender, mas ele precisava porque o coração já tinha entrado em sofrimento. Os três primeiros dias foram os dias de maior piora na UTI. Só depois de trocar os antibióticos que ele veio a melhorar”.

Segundo Thamy, o primeiro teste feito para Covid-19 em Nicollas deu negativo, mas o médico solicitou outros exames da doença.

“O teste rápido, de imediato, deu positivo. Ficamos aguardando o teste do swab, que deu positivo também. Automaticamente já mudaram a administração de alguns medicamentos. Já no segundo diagnóstico, ele começou a se alimentar. Ele ficou mais ativo. A cada dia era uma melhora gradativa. Nós conseguíamos notar uma melhora significativa. Então aguardamos o organismo dele reagir aos medicamentos”.

Ao todo, Nicollas ficou internado por 13 dias, período em que foi acompanhado de perto por médicos cardiologista e hematologista. Ele teve alta do hospital há cerca de duas semanas. “Tinha uma equipe prontamente voltada para ele o tempo todo. Uma equipe enviada por Deus, que Deus colocou para cuidar dele. Tenho que agradecer a todos”.

“Geralmente as perguntas são de quem ele pegou. A gente não sabe responder porque não tivemos sintomas ou casos na família. Ele não teve contato com ninguém que teve a doença. Essa é uma das dúvidas. Mas o Nicollas está super bem”.

Pais de Nicollas batalharam para que o filho se recuperasse — Foto: Arquivo Pessoal/Elizeu Junior

Pais de Nicollas batalharam para que o filho se recuperasse — Foto: Arquivo Pessoal/Elizeu Junior

Necessidade de acompanhamento e uso de medicamentos

De acordo com Thamy, apesar da alta do hospital, Nicollas precisa continuar sendo acompanhado de perto e tomando medicações.

“O coraçãozinho dele deu uma dilatada na coronária. Eles estavam falando que era uma dilatação discreta, mas o Nicollas teria que fazer acompanhamento com três especialidades até os 4 aninhos dele. E também tomar medicação de uso contínuo, que é o que já estamos fazendo”.

Um dos obstáculos que os pais de Nicollas encontram neste momento é justamente o custo elevado dos medicamentos necessários para o tratamento dele.

“A hematologista deu uma guia para pegarmos o medicamento no alto custo, mas o Governo não libera o medicamento para quem faz tratamento para Covid ou qualquer outra doença, senão grávidas ou pessoas em pós-operatório”.

“Tivemos que arcar com a medicação, que é um pouco cara. Mas Deus tem cuidado e nos ajudado a comprar. E não é só a medicação. Tem seringas, medicamentos para ajudar a fazer a assepsia na hora da aplicação. Além disso, ganhamos três caixas desse medicamento das minhas colegas de trabalho. Temos contato com representantes de laboratório, que vão nos ajudar também. Tem bastante mobilização para ajudar o Nicollas”.

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Witzel prorroga medidas restritivas no Rio de Janeiro até 21 de julho

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Aulas presenciais nas redes estadual, municipal e privada permanecem suspensas. Saiba o que pode funcionar

RJ: é obrigatório o uso de máscaras em estabelecimentos públicos e privados com funcionamento autorizado (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Com 10.698 mortes pela covid-19 no Rio e 121,8 mil pessoas infectadas pela doença, o governador Wilson Witzel prorrogou as medidas restritivas de prevenção e enfrentamento do coronavírus no estado do Rio até o dia 21 de julho. O novo decreto foi publicado no Diário Oficial desta terça-feira (07), e mantém o funcionamento de alguns setores do comércio e da indústria em horários específicos para evitar aglomerações.

O texto determina que atividades coletivas em cinemas, teatros e afins continuem suspensas, assim como as aulas presenciais das redes de ensino estadual, municipal e privada. Apesar disso, as escolas de Duque de Caxias, voltaram às aulas nesta segunda-feira (06), enquanto os números no município da Baixada Fluminense crescem em velocidade cada vez maior.

O decreto traz também a recomendação de que a população não frequente praias, lagoas e rios, além de piscinas públicas e clubes. Na capital fluminense, a previsão é que a prefeitura autorize o banho de mar e a permanência nas areias, assim como práticas esportivas coletivas, a partir de sexta-feira (10).

Também é obrigatório o uso de máscaras em qualquer estabelecimento público, assim como em locais privados com funcionamento autorizado de acesso coletivo. As prefeituras também devem manter a reabertura gradual de setores do comércio e da indústria, mas seguem com autonomia para definir as regras.

“Em caso de descumprimento das medidas previstas, as forças de segurança pública poderão atuar em eventuais práticas de infrações administrativas e crimes previstos”, diz a nota encaminhada pelo governo.

De acordo com o governo, o novo decreto estadual se baseou nos dados epidemiológicos da Secretaria de Estado de Saúde, que apontam redução do número diário de óbitos e das internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave, e nas projeções da Secretaria de Fazenda sobre os impactos econômicos para o estado.

Os shopping centers e centros comerciais podem funcionar das 12h às 20h, com limitação de 50% da capacidade e garantindo fornecimento de álcool em gel 70%. As praças de alimentação podem reabrir, mas com metade da sua capacidade. Já as áreas de recreação, cinemas e afins devem permanecer fechados.

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Semana do Alimento Orgânico começa com AgroBrasília Digital

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Objetivo é fornecer informações atuais aos agricultores sobre a produção orgânica e orientar consumidores a onde encontrar alimentos orgânicos

No DF, o espaço destinado à produção orgânica chegou a 466 hectares para a produção de hortigranjeiros em 2019. Foto: Divulgação

Começou nesta segunda-feira (6), a Semana dos Alimentos Orgânicos no Distrito Federal. O evento acontece até sexta-feira (10) durante a programação da AgroBrasília Digital 2020. Realizada anualmente em todo o país, a Semana tem como objetivo fornecer informações atuais aos agricultores sobre a produção orgânica e orientar consumidores a onde encontrar alimentos orgânicos e como eles são produzidos. A proposta é divulgar para a população os benefícios ambientais, sociais e para a saúde proporcionados por esses alimentos.

As transmissões do evento podem ser acompanhadas a partir do estande oficial da instituição na Feira AgroBrasília Digital, com apoio do Sebrae-DF, que disponibilizou uma plataforma de lives, viabilizando a realização da Semana dos Orgânicos em 2020.

Na programação, a coordenadora de Agroecologia e Produção Orgânica da Emater-DF, Isabella Belo, coordena o ciclo de palestras sobre “Sistemas orgânicos de produção animal: práticas e desafios”, nesta terça-feira (7), às 16h, na plataforma de lives do Sebrae. O extensionista Roberto Carneiro será moderador das apresentações sobre “Bioinsumos: práticas & perspectivas para a agricultura orgânica”, na quarta-feira (8), às 18h, também na plataforma do Sebrae. E na sexta-feira (10), às 16h, ele fala sobre “Sistemas orgânicos de produção vegetal: panorama e desafios”, por meio do Google Meets da AgroBrasília.

Produção orgânica

No Distrito Federal, o espaço destinado à produção orgânica chegou a 466 hectares para a produção de hortigranjeiros em 2019, conforme dados do relatório do Valor Bruto da Emater-DF. Em 2018, a área destinada ao cultivo foi de 314 hectares.

O alface foi a cultura que ocupou maior espaço, com 60 hectares. Mandioca, com área de produção de 35 hectares, banana, com 34 hectares, e brócolis, com 27 hectares, vieram em seguida. Cenoura e batata-doce, com 23 e 20 hectares, respectivamente, fecharam a lista de culturas orgânicas com mais de 20 hectares de área plantada.

Coordenadora de Agroecologia da Emater-DF, Isabella Belo disse que esse resultado representa um importante crescimento na área de cultivo. “Existe um crescimento de produção em decorrência da conscientização dos produtores e maior demanda dos consumidores. Os produtores têm buscado ter uma produção agrícola mais sustentável, pensando na saúde deles, da família, do consumidor e do meio ambiente”, explica.

Ao todo, são 263 produtores com certificação ou cadastrados como orgânicos no Distrito Federal, fora os produtores que estão em fase de conversão do convencional para o orgânico e os que estão em transição agroecológica. Nesse último caso, Isabella explica que não significa que eles querem se transformar em orgânico, mas são produtores que aplicam algumas práticas agroecológicas dentro da propriedade.

De acordo com a Pesquisa Consumidor Orgânico 2019, organizado pelo Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável (Organis), 19% da população consomem esses produtos regularmente, com uma média de três vezes por semana. Dois anos antes, o número ficou na casa dos 15%.

Parceria
A Emater-DF participa do evento em parceira com em parceria com Sebrae-DF, a Superintendência Federal de Agricultura do DF, Embrapa, Fape/Senar-DF, Korin Brasília, Sindiorgânico e demais integrantes da Comissão de Produção Orgânica do DF (CPORG-DF). A Emater-DF é uma empresa pública que atua na promoção do desenvolvimento rural sustentável e da segurança alimentar, prestando assistência técnica e extensão rural a mais de 18 mil produtores do DF e Entorno. Por ano, realiza cerca de 150 mil atendimentos, por meio de ações como oficinas, cursos, visitas técnicas, dias de campo e reuniões técnicas.

Confira a programação da Semana do Alimento Orgânico:

Segunda-feira (6)
17h às 18h – Produção animal & vegetal: experiências práticas do produtor para superar os desafios e vencer a crise.
Palestra com Marcos Palmeira
(Plataforma de live: Polo Palestrantes)

Terça-feira (7)
16h – Sistemas orgânicos de produção animal: práticas & desafios
Moderadora: Isabella Carlota Souza Belo – Emater-DF
João Paulo Guimarães Soares – Leite Orgânico – Embrapa Cerrados
Joe Carlo Viana Valle – Fazenda Malunga – Leite Orgânico
Luiz Carlos Demattê Filho– Korin e CTAO/Mapa – Avicultura orgânica
(Plataforma de live: Sebrae)

18h – Experiências de sucesso na comercialização de orgânicos
Moderador: Éber Diniz Alves de Lima – Sindiorgânico
– Inovações da Agro-orgânica – Josecler – 15 minutos
– Cooperativismo e inovação – A experiência da Cooperorg – Múcio Ésio N. Filho
– Inovações da AGE – Gustavo Leon
(Plataforma de live: Próprio Sebrae)

Quarta-feira (8)
16h – Perspectivas de mercado para os produtos orgânicos
Moderador: Verinaldo Souza – Korin
– Joe Valle – Fazenda Malunga
– Luiz Rebelatto – Sebrae/NA
(Plataforma de live: Próprio Sebrae)

18h – Bioinsumos: práticas & perspectivas para agricultura orgânica
Moderador: Roberto Carneiro – Emater-DF
Mariane Vidal – Mapa/Embrapa
Celso Tomita – produtor rural e consultor
(Plataforma de live: Próprio Sebrae)

Quinta-feira (9)
16h – Certificação orgânica & rastreabilidade
Moderador: Rodrigo Moll – Sebrae/DF
Luciana Dinato Rosa de Oliveira – Coordenadora Técnica do Opac Cerrado
Alexandre Harkaly – Diretor IBD
Adriana Nascimento – Emater-DF
(Plataforma de live: Próprio Sebrae)

16h – Qualidade dos produtos orgânicos
Moderadora: Virgínia Lira – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Ana Maria Junqueira– Universidade de Brasília
Bela Gil – Instituto Brasil Orgânico
(Plataforma de live: Polo Palestrantes)

Sexta-feira (10)
16h – Sistemas orgânicos de produção vegetal: panorama & desafios
Moderador: Leonardo Zimmer – Sebrae/DF
Rogério Dias – Instituto Brasil Orgânico
Roberto Carneiro – Emater-DF
(Plataforma de live: Google Meets AgroBrasília)

18h – Abelhas nativas: importância ecológica e econômica
Moderadora: Patrícia Ferreira Batista – Sebrae/DF
Guaracy Telles – Consultor e Produtor Rural
Carmen S. S. Pires – Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
Antônio Aguiar – Professor do Departamento de Zoologia da UnB
(Plataforma de live: Próprio Sebrae)

*Com informações da Emater-DF

 

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Estudantes com Fies podem suspender parcelas no BB a partir de hoje

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A suspensão do Fies pode ser feita pelo aplicativo do Banco do Brasil. Saiba as condições

A suspensão do Fies pode ser feita pelo aplicativo do Banco do Brasil. Saiba as condições

Estudantes que contrataram Financiamento Estudantil (Fies) por meio do Banco do Brasil (BB) podem requerer a suspensão do pagamento de até quatro parcelas a partir de hoje (6). A manifestação pode ser feita pelo app BB. A medida vale para clientes em situação de adimplência com seus contratos, antes do dia 20 de março, data em que foi decretado o estado de calamidade pública no país.

A opção de suspensão pode ser feita por meio do aplicativo do BB. Para isso, o cliente precisa acessar sua conta (efetuar login), clicar no Menu, em seguida em Solução de Dívidas e selecionar Suspensão FIES.

Segundo o BB, a solicitação será efetivada de forma simples, sem assinatura de termo aditivo e sem necessidade da presença do fiador em qualquer dependência do banco. No entanto, são obrigatórias a ciência e a concordância do estudante para as condições de pausa e, consequentemente, para os reflexos no contrato de financiamento.

Caso o estudante não tenha acesso ao mobile, ele pode solicitar a suspensão nas agências do BB. Para o atendimento presencial, diz o BB, deve ser observado o contingenciamento adotado pelo sistema bancário por conta da pandemia do novo coronavírus e das recomendações da Organização Mundial da Saúde.

Condições

As condições para a suspensão obedecem ao estabelecido na Lei nº 13.998/2020 e na Resolução nº 38/2020, ambas publicadas em maio pelo Ministério da Educação. O pedido pode abranger até quatro parcelas, observada a fase do contrato de cada estudante financiado, de acordo com a legislação vigente:

– Contratos em fase de utilização ou carência: a suspensão alcançará até duas parcelas, que serão incorporadas ao saldo devedor do contrato do estudante financiado, nos termos e condições contratados. Essa medida é válida para contratos formalizados até o 2º semestre de 2017.

– Contratos em fase de amortização: a suspensão alcançará até quatro parcelas, que serão incorporadas ao saldo devedor do contrato do estudante financiado, nos termos e condições contratados. Nesse caso, o período das parcelas suspensas será acrescentado ao vencimento final do contrato.

Está prevista a incidência de juros contratuais sobre as parcelas suspensas, os quais serão contabilizados no saldo devedor do contrato do estudante. A adesão às novas condições pode ser registrada até o dia 31 de dezembro deste ano.

Para tirar dúvidas, os clientes podem acessar as soluções digitais do BB, como o aplicativo BB (smartphone), o portal, além do WhatsApp (61) 4004-0001, da Central de Atendimento BB (0800-729-0001) e das redes sociais (Fa-cebook, Instagram, Twitter e Linkedin).

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