Emmanuel Macron, presidente da França, optou por recusar o convite feito por Donald Trump para participar do Conselho da Paz, um órgão internacional destinado a supervisionar a reconstrução e administração da Faixa de Gaza. A decisão foi comunicada por um representante do Ministério das Relações Exteriores da França.
De acordo com o porta-voz, Pascal Confavreux, a França não participará do conselho por entender que sua abrangência excede a situação específica de Gaza e por preocupações relativas à conformidade com a Carta das Nações Unidas.
O governo francês expressa reservas quanto ao texto que rege o conselho, considerando que ultrapassa o foco restrito à Faixa de Gaza e ao Oriente Médio, conforme definido em resolução do Conselho de Segurança da ONU.
Fontes próximas a Macron declararam que Paris não pretende aceitar o convite nesta etapa.
O Conselho da Paz faz parte do plano de Donald Trump para resolver o conflito em Gaza, cuja primeira fase foi marcada por um acordo entre Israel e Hamas, mediado por Egito, Catar, Estados Unidos e Turquia, e aprovado pela ONU em 2025.
Embora a França tenha recusado, outros líderes, como Vladimir Putin da Rússia e Alexander Lukashenko da Bielorrússia, foram convidados e ainda avaliam a participação.
O conselho é previsto para ter Donald Trump como presidente e inclui nomes como o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
Cerca de 60 países receberam convites para integrar o conselho temporariamente, com a opção de adesão permanente mediante contribuição financeira. A França rejeitou a participação com base principalmente na amplitude das atribuições do órgão e nas suas implicações legais.
