A campanha do presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que investigue a decisão dos Estados Unidos de suspender os serviços consulares presenciais no Brasil. A solicitação foi protocolada na sexta-feira (2/10), dois dias antes do primeiro turno das Eleições 2026.
Segundo a campanha, a suspensão do atendimento projeta instabilidade no cenário eleitoral brasileiro. A ação do Partido dos Trabalhadores (PT) e partidos aliados acusa o governo norte-americano de interferência nas eleições, citando envolvimento dos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro.
O pedido menciona uma carta enviada por senadores dos EUA ao secretário de Estado norte-americano, alertando sobre riscos de interferência nas eleições brasileiras. Os senadores do partido Democrata questionam se o governo se comprometerá a reconhecer os resultados oficiais e manter relações normais com o futuro presidente do Brasil.
De acordo com a campanha, há uma infraestrutura organizada para intervenção externa no processo eleitoral, atuando em frentes comunicacional, institucional e diplomática.
A suspensão dos serviços foi comunicada na noite de quinta-feira (1º/10), alegando razões de segurança não detalhadas. Funcionários da Embaixada dos EUA em Brasília foram orientados a trabalhar de casa devido a uma ameaça recebida. Além da Embaixada, os consulados em Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo também tiveram serviços suspensos, sem previsão para retomada.
Na sexta-feira, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca em São Paulo e no Entorno do Distrito Federal para investigar possíveis atos contra instalações diplomáticas americanas. Até o momento, não foram encontrados elementos que confirmem os riscos indicados pelos EUA, e as investigações seguem.
Outros países também adotaram medidas após a decisão dos EUA. A Austrália fechou a Embaixada em Brasília, e o Reino Unido emitiu um alerta para viagens ao Brasil, recomendando aos seus cidadãos evitar comícios e manifestações durante as eleições. O governo do Canadá atualizou seu alerta de viagem, destacando as eleições e recomendando precaução com manifestações e aglomerações.
