O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a Petrobras anunciaram a retomada das perfurações no Polo Urucu, a maior reserva terrestre de petróleo do Brasil, localizada na Amazônia, após quase dez anos sem atividade.
Lula afirma que, apesar de o mundo precisar reduzir o uso de combustíveis fósseis para proteger o meio ambiente, o país precisa continuar explorando petróleo e gás para financiar a transição para energias mais limpas.
Em 2023, o Brasil foi o nono maior produtor mundial de petróleo cru.
Durante um evento em Manaus, o presidente de 80 anos destacou a importância do crescimento econômico para garantir qualidade de vida, emprego e educação para os brasileiros.
A Petrobras planeja investir cerca de 2,5 bilhões de reais para abrir 22 novos poços no campo de Urucu, no município de Coari, no coração da floresta amazônica.
Este campo representa a maior reserva terrestre de petróleo e gás do Brasil, que geralmente produz 95% do petróleo em reservas marítimas.
Nos últimos dez anos, não foram abertos novos poços em Urucu, mas a produção de gás natural dessa área é fundamental para o fornecimento de energia no norte do país, chegando a quase 8% da produção nacional em 2025.
O grupo de ONGs Observatório do Clima alertou para os riscos ambientais dessa nova fase de exploração e ressaltou a necessidade de preservar a Amazônia.
Suely Araújo, do Observatório, comentou que o ideal seria proteger a Amazônia contra a exploração de petróleo e gás, e que é fundamental evitar a abertura de novas frentes de exploração.
Lula também está conduzindo um grande projeto para explorar petróleo na Margem Equatorial, uma área marítima próxima à costa amazônica.
Em novembro, Lula sediou a COP30, uma conferência climática da ONU em Belém do Pará, onde pediu aos líderes mundiais um plano para abandonar os combustíveis fósseis, embora o governo brasileiro ainda não tenha cumprido o compromisso de apresentar esse plano.
Lula buscará a reeleição em outubro, enfrentando o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
