O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, declarou que recebeu uma orientação clara do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante uma reunião no Palácio do Planalto em dezembro de 2024. Lula o instruiu a manter uma postura técnica na análise dos casos, evitando qualquer tipo de exagero ou pirotecnia.
Essa declaração foi feita no depoimento de Galípolo à CPI do Crime Organizado, em 8 de abril de 2024. O encontro também contou com a presença de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e foi intermediado pelo ex-ministro da Economia, Guido Mantega, que atuava como consultor da instituição.
Segundo Galípolo, os acionistas do Banco Master alegavam dificuldades para captar recursos, devido a uma suposta perseguição por parte do mercado financeiro. No entanto, ele ressaltou que tal argumento era pouco consistente diante do porte do banco.
Ao assumir a presidência do Banco Central em janeiro de 2025, Galípolo recebeu de Lula a orientação para conduzir o processo com total autonomia, sem proteger nem perseguir ninguém, realizando uma análise técnica rigorosa mesmo frente a potenciais pressões políticas ou econômicas. Apesar dessa postura, o Banco Master enfrentava sérios problemas de liquidez e acabou sendo liquidado em novembro de 2025.

