A cinco dias do primeiro turno das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que lideram a disputa presidencial, não realizaram visitas de campanha em cinco estados. Desses, três estão localizados na região Norte do país.
Os estados que ainda não receberam a visita dos candidatos são: Acre, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Tocantins. A votação está marcada para o próximo domingo (4/10).
Flávio Bolsonaro visitou mais estados, totalizando 18 locais. Entre suas agendas, esteve em uma comunidade indígena em Mato Grosso, no final de agosto, e participou de eventos na Expointer e em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, em setembro.
O levantamento, realizado com base em compromissos oficiais, redes sociais e reportagens desde o início da propaganda eleitoral em 16 de agosto, mostra que Lula participou de atos eleitorais e compromissos institucionais, pois concilia a campanha à reeleição com a agenda presidencial.
Por exemplo, em 28 de setembro, em Belém, Lula visitou um complexo hospitalar e, no mesmo dia, participou de um ato político. Até o momento, ele esteve em 14 estados e no Distrito Federal.
Região Nordeste é reduto de Lula
Lula visitou seis dos nove estados nordestinos, região onde teve sua maior votação no segundo turno de 2022. Já Flávio Bolsonaro aumentou sua presença na região em setembro, visitando quase todos os estados, com exceção do Piauí, onde Lula também esteve.
O Nordeste concentra cerca de 27,6% do eleitorado brasileiro, ficando atrás apenas do Sudeste.
Sudeste, maior colégio eleitoral do país
Ambos os candidatos focaram também em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral, e visitaram o estado várias vezes. São Paulo e Rio de Janeiro, os maiores colégios eleitorais, também estão entre os principais alvos da campanha.
No entanto, o Espírito Santo é o único estado da região Sudeste que não recebeu nenhum dos candidatos desde o início da campanha oficial.
Com a votação se aproximando, os itinerários podem sofrer mudanças até o último dia permitido para manifestações de campanha, 3 de outubro.

