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Brasil

Lula canta o Hino da Independência e afirma que Brasil não pertence a ninguém

Paulo Pinto/Agência Brasil

Após vencer as eleições no último domingo (25), o presidente Lula emocionou-se ao ouvir manifestantes na Avenida Paulista cantando o Hino da Independência. Ele repetiu o gesto que já havia feito no dia anterior, durante o último ato de campanha, também na mesma avenida.

Essa atitude faz parte de uma estratégia para resgatar símbolos nacionais, como o verde e amarelo, usados frequentemente em manifestações apoiadoras do PT, especialmente depois de terem sido associados a movimentos com outras ideologias nos últimos anos.

A execução do hino ocorre enquanto aliados de Lula criticam a interferência de grandes empresas de tecnologia nas eleições. Muitas pessoas acreditam que essas companhias estrangeiras tentaram influenciar o resultado e ameaçar a soberania do Brasil.

Segundo relatos internos da empresa Meta, dona do Facebook e Instagram, houve limitações nas contas de Lula nessas plataformas, o que preocupou a equipe do presidente. Em diversos momentos da campanha, Lula destacou que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”.

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Além disso, durante a campanha, mais de cem organizações e especialistas de 25 países lançaram uma carta aberta, acusando as grandes empresas de tecnologia de violar as regras eleitorais brasileiras e solicitando fiscalização nacional e internacional.

Após sua vitória, o presidente criticou a influência dessas empresas. Segundo ele, é inaceitável que companhias tão grandes ganhem bilhões sem pagar impostos e ainda tentem direcionar o resultado das eleições.

Além disso, membros do PT veem as sanções econômicas aplicadas ao Brasil pelo governo de Donald Trump como uma interferência nos assuntos internos do país. Essas medidas teriam sido usadas para pressionar a libertação do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso sob suspeita de liderar um plano para se manter no poder ilegalmente.

O filho do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro, classificou as tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros como um “remédio amargo” para conter o que chamou de ações legais contra seu pai.

Diante desse cenário, a decisão de Lula de cantar o Hino da Independência reforça a ideia de que o Brasil deve ser autônomo e livre para tomar suas próprias decisões, sem influência externa. O hino foi criado precisamente para aumentar o sentimento de patriotismo e incentivar a independência do país em relação a Portugal.

Segundo o professor Alberto Pacheco, da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o hino começou a ser composto em agosto de 1822, quando o poeta Evaristo Ferreira da Veiga escreveu um poema que encorajava a população a se libertar do domínio português.

O poema ganhou tanta popularidade no Rio de Janeiro, que o imperador Dom Pedro I decidiu criar uma melodia para transformá-lo em canção. Assim nasceu o Hino da Independência.

Após o imperador abdicar em favor de seu filho Dom Pedro II, o hino caiu em esquecimento, recuperando atenção apenas em 1922, no centenário da Independência.

Hoje, mais de 100 anos depois, o hino volta a ter destaque com a recente vitória de Lula nas eleições presidenciais.

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