Nossa rede

Mundo

Le Pen denuncia “golpe de Estado” por confisco de fundos ao seu partido

Publicado

dia

“A decisão dos juízes é um verdadeiro golpe de Estado” e “um atentado contra a democracia”, disse Le Pen

EFE/Etienne Lauren

A líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, denunciou nesta segunda-feira que seu partido é vítima de “um golpe de Estado” após decisão judicial de confiscar boa parte dos fundos públicos correspontes ao Agrupamento Nacional (AN) por um processo de financiamento ilegal no qual há dois novos acusados entre seus membros.

Em entrevista à “RMC” e “BFMTV”, Le Pen afirmou que se o AN (nova designação da antiga Frente Nacional) não receber esse dinheiro, no final de agosto não poderá pagar os salários de seus funcionários e corre o risco de desaparecer.

“A decisão dos juízes é um verdadeiro golpe de Estado” e “um atentado contra a democracia”, porque “um partido político não é uma associação como qualquer outra” e está protegido pela Constituição, afirmou.

Dois magistrados decidiram na semana passada confiscar, como caráter preventivo, dois milhões de euros da dotação pública que a AN deveria receber pelas suspeitas de que utilizou empregos fantasmas no Parlamento Europeu para pagar 20 colaboradores.

Os fundos públicos que correspondem à AN em função de seu peso eleitoral é de cerca de 4,5 milhões de euros anuais e, como para o resto dos partidos, hoje estava previsto um pagamento da metade dessa soma.

A líder da extrema-direita considerou que esses dois juízes, próximos ao Sindicato da Magistratura que considera “esquerdista” e que nas eleições do ano passado se manifestou publicamente contra a formação, “decidiram assassinar o primeiro partido de oposição da França, e isso sem respeitar nenhum critério legal”.

Le Pen disse que nesta mesma manhã vai apresentar um recurso para impedir o confisco e que também foi ativada uma página internet para que os franceses a ajudem.

Le Pen voltou em negar as acusações que valeram a culpa, entre outros, de seu partido e dela mesma pela suposta utilização de assistentes dos eurodeputados da Frente Nacional (antigo nome da AN), pagos com dinheiro europeu, para trabalhos que não tinham a ver com seus mandatos, mas com as estruturas do partido.

De fato, fontes judiciais apontaram hoje que outros dois membros da formação ultradireitista foram acusados neste caso, o “número dois” e eurodeputado Nicolas Bay, e o guarda-costas da presidente, Thierry Légier, que teve salário do Parlamento Europeu como assistente parlamentar.

A acusação contra Bay pelo cargo de “abuso de confiança” foi formalizada em 8 de junho, enquanto a de Légier por “receptação de abuso de confiança” ocorreu em abril.

Comentário

Mundo

Governo interino da Bolívia denuncia Morales por “rebelião e terrorismo”

Publicado

dia

O processo é baseado em um áudio no qual Morales supostamente pede para apoiador bloquear estradas e interromper o fornecimento de alimentos

Bolívia: Evo Morales renunciou e está exilado no México (Javier Mamani/Getty Images)

O governo interino da Bolívia apresentou ao Ministério Público, nesta sexta-feira (22), uma denúncia penal contra Evo Morales, exilado no México, por “rebelião e terrorismo”, em consequência da suposta convocação do ex-presidente de cercar La Paz com bloqueios em um áudio divulgado pelas autoridades.

“Estamos pedindo a máxima pena por rebelião e terrorismo”, disse o ministro de Governo (Interior), Arturo Murillo, à imprensa na saída da sede do MP.

O processo aberto contra Morales é baseado em um áudio revelado por Murillo na quarta-feira, em que o ex-presidente supostamente dá instruções a um de seus apoiadores, o líder do plantador de coca Faustino Yucra, para bloquear estradas e interromper o fornecimento de alimentos.

“Não deixe a comida ir para as cidades, vamos bloquear”, diz homem que, segundo a autoridade, é Morales, agora asilado desde 12 de novembro, dois dias depois de renunciar à presidência que ocupava.

Na quinta-feira, o líder indígena, que afirma ser vítima de um golpe de Estado depois de perder o apoio das forças armadas e da polícia, denunciou no Twitter que o governo da presidente provisória Jeanine Áñez procura processá-lo internacionalmente com uma “montagem”.

 

Ver mais

Mundo

Alemanha evita recessão no 3º trimestre graças a exportações e gastos

Publicado

dia

Em seu 10º ano seguido de crescimento, a economia tem contado com o consumo forte conforme as exportações enfraquecem

Angela Merkel: gastos do Estado aumentaram 0,8% e estimularam economia alemã (Vincent Kessler/Reuters)

Exportações fortes, gastos estatais e os consumidores ajudaram a economia da Alemanha a evitar a recessão no terceiro trimestre, mostraram dados detalhados nesta sexta-feira, confirmando a leitura preliminar de expansão de 0,1% no trimestre.

A Agência Federal de Estatísticas disse que as exportações cresceram 1% no trimestre e que o comércio contribuiu com 0,5 ponto percentual para a expansão econômica.

A maior economia da Europa está passando por um período de fraqueza conforme sua indústria orientada para a exportação enfrenta atritos comerciais e incertezas sobre a saída do Reino Unido da União Europeia.

Em seu 10º ano seguido de crescimento, a economia tem contado com o consumo forte conforme as exportações enfraquecem, o que resultou em uma contração do PIB no segundo trimestre de 0,2%.

Os dados mostraram que o consumo privado cresceu 0,4% e os gastos do Estado aumentaram 0,8%, sendo que cada segmento contribuiu com 0,2 ponto percentual para o crescimento.

 

Ver mais

Mundo

Manifestantes tomam as ruas da Colômbia para protestar contra o governo

Publicado

dia

Manifestantes são críticos a política economia e social do governo de Iván Duque

Colômbia: “O governo não investe na educação por medo da emancipação” ou “mais salários, menos impostos”, dizem alguns cartazes (Luisa Gonzalez/Reuters)

Bogotá — Estudantes e trabalhadores colombianos saíram nesta quinta-feira às ruas do país para protestar contra a política econômica e social do presidente Iván Duque em um dia que praticamente o comércio ficou paralisado e o trânsito nas avenidas do país.

As primeiras manifestações dessa greve nacional surgiram nas universidades públicas de Bogotá, Medellín e Cali. A elas estão se juntando pessoas a caminho do centro das cidades, que circulam pelas avenidas desertas.

“O governo não investe na educação por medo da emancipação” ou “mais salários, menos impostos”, dizem alguns dos cartazes dos estudantes da Universidade Pedagógica da Colômbia, que deixaram a área financeira de Bogotá em direção à praça Bolívar.

Cenas semelhantes se repetem em diferentes cidades, como Medellín, onde uma multidão lotou as ruas em direção ao Parque de las Luces, onde se concentrarão.

O sistema de ônibus público de Cali funcionou normalmente nas primeiras horas do dia. No entanto, interrompeu suas operações horas depois devido a obstáculos que os manifestantes colocavam nas ruas.

Algo semelhante aconteceu em Barranquilla, onde a rede de ônibus do Transmetro teve que ser paralisada pelos bloqueios nas avenidas.

Enquanto isso, em Cartagena das Índias, a maior parte do comércio amanheceu fechada na Avenida Pedro de Heredia, onde uma multidão se move em direção ao centro histórico.

Foram registrados incidentes em Suba, um bairro no noroeste de Bogotá, onde há atritos entre o Esquadrão Policial Anti-Motim (Esmad) e manifestantes que bloquearam a principal avenida da região, que dá acesso às estações do sistema de transporte público.

No tradicional bairro de Chapinero, em Bogotá, homens encapuzados jogaram tinta nas estações de Transmilenio. Eles também escreveram palavras de ordens contra o governo em ônibus e rasgaram plásticos com os quais alguns comerciantes tentavam proteger suas empresas.

Os protestos de hoje são os maiores contra o governo de Duque e ocorrem em um momento de turbulência social na América Latina, que aumenta o medo de muitos cidadãos de um surto de violência.

Para evitar excessos, o governo implementou medidas de segurança que incluem fechamento de fronteiras, destacamento policial, vigilância aérea e reforço militar, se necessário, em algumas cidades.

De acordo com os sindicatos, o governo Duque está elaborando um pacote de medidas que causarão um forte impacto econômico e social sobre os trabalhadores, como a eliminação do fundo de pensão estatal Colpensiones, o aumento da idade da aposentadoria e a contratação de jovens com salários abaixo do mínimo, entre outras medidas.

 

Ver mais

Disponível nosso App

Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade