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Laboratório da rede pública do DF passa a funcionar 24 horas para agilizar exames de coronavírus

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Horário do Lacen será estendido por três meses. Medida vale apenas para análises que envolvem testes para Covid-19.

Sala do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) — Foto: Dênio Simôes/Agência Brasília.

O Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) do Distrito Federal passa a funcionar 24 horas por dia a partir desta quarta-feira (25). Segundo governo do DF, o objetivo é “diminuir o tempo de liberação dos exames” para diagnóstico da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. A medida valerá por 90 dias.

Segundo a Secretaria de Saúde, o tempo médio para liberação do resultado dos exames é de até cinco dias. Com a ampliação do horário de funcionamento do Lacen, a expectativa é de que esse prazo seja reduzido para até 24 horas.

No atendimento convencional, o laboratório não incluía plantão noturno e durante os fins de semana. Neste horário estendido, serão realizadas apenas análises de casos suspeitos de coronavírus. Entre os procedimentos previstos estão “cadastro de amostras, captação diária de amostras e diagnóstico”.

Em nota, o diretor do Lacen, Jorge Chamon explica que “em casos de testes positivos, poderá ser indicado isolamento domiciliar e, em casos mais graves, hospitalar”.

Reforço para diagnósticos

O Lacen é o laboratório de referência da rede pública da capital para os testes de coronavírus que são aplicados nos pacientes.

Para ampliar a capacidade de exames, o governo do DF firmou parceria com a Universidade de Brasília (UnB) para produzir testes diagnósticos. A universidade afirma ter capacidade de produzir 500 a 700 diagnósticos por dia.

Nesta terça-feira (24), a reitora da instituição, Márcia Abrahão, afirmou que propôs a oferta de cinco máquinas usadas para testes da doença ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) do DF.

“Temos pesquisadores de alto nível e máquinas que podem ajudar enormemente os gestores públicos. Nossos estudantes também estão muito motivados para colocar em prática o conhecimento que já adquiriram.”

Fiscalização

O governo tomou medidas também para garantir o monitoramento dos diagnósticos feitos na rede privada de saúde. Um decreto assinado no dia 14 de março obriga os laboratórios e hospitais particulares a notificarem às autoridades sanitárias todos os casos positivos de coronavírus.

De acordo com a norma, o comunicado deve ser feito “imediatamente”. O descumprimento é considerado infração sanitária. Entre as sanções previstas estão advertência, interdição parcial ou total do estabelecimento e cancelamento de autorização para funcionamento.

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Segundo maior avião do mundo pousa em Brasília com 40t de máscaras

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O cargueiro Antonov pousou no aeroporto de Brasília na madrugada desta quarta (8/4) com equipamentos de proteção a Covid-19. A carga foi comprada por uma empresa privada

(foto: Daniel Zukko/ Inframerica divulgação )

O cargueiro Antonov 124-100, considerado o segundo maior avião do mundo, pousou na madrugada desta quarta-feira (8/4) no aeroporto de Brasília. Aeronave trazia cerca de 40 toneladas de máscaras faciais para a prevenção contra a Covid-19. A carga é particular e seguiu para o Estado de Goiás via terrestre.
A carga pertence à empresa Nutriex, que investiu aproximadamente R$ 160 milhões de reais em máscaras  faciais.  São cerca de 6 milhões de unidades, que foram encaminhadas para o Estado de Goiás. A Nutriex é uma empresa de importação e distribuição de cosméticos e produtos hospitalares, com sede em Goiânia
Em visita rara, o avião chama a atenção pelo seu tamanho. O Antonov 124 tem 65 metros de comprimento e 21 metros de altura. A última vez que o cargueiro pousou na capital federal foi em setembro de 2018, quando a aeronave fez um pouso técnico no terminal do aeroporto para abastecimento e descanso da tripulação. A outra aparição foi em 2009.
A aeronave decolou da China e fez duas paradas antes de chegar a Brasília. O cargueiro foi recebido com todos os cuidados de higiene e precauções necessárias para evitar contaminação pela COVID-19. O avião gigante parte para Luanda, em Angola, nesta quinta-feira (9/4) de madrugada.
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Um dia após ‘fico’ de Mandetta, Bolsonaro evita responder se vai reabrir comércio

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A flexibilização nas regras de isolamento social, adotadas para evitar a propagação da Covid-19, é um dos pontos de atrito entre presidente e ministro

(foto: Evaristo Sá/AFP)

Um dia após o “fico” do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o presidente Jair Bolsonaro evitou, nesta terça-feira (7/4), responder a um apoiador que o questionou sobre a possibilidade de assinar um decreto liberando o funcionamento do comércio no país.

A flexibilização nas regras de isolamento social, adotadas para evitar a propagação da Covid-19, é um dos pontos de atrito entre presidente e ministro. “Você sabe o que está acontecendo na política brasileira? Você sabe o que representa uma resposta para você aqui agora”, respondeu o presidente ao apoiador que o questionou em frente ao Palácio da Alvorada.

Bolsonaro tem criticado governadores e prefeitos que restringiram o funcionamento de shoppings, lojas e escolas com o argumento de que o impacto na economia causará mais danos do que a pandemia de coronavírus.

Na semana passada,o presidente afirmou que já tinha um decreto sobre sua mesa autorizando a reabertura de diversas atividades, a despeito de determinações locais para o fechamento. “Eu tenho um decreto pronto para assinar, se eu quiser assinar, considerando ampliar as categorias que são indispensáveis para a economia”, afirmou na quinta-feira, em entrevista à rádio Jovem Pan.

Supremo

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) dizem em conversas reservadas, no entanto, que se o presidente levar adiante sua ideia a medida será barrada pela Corte. O jornal O Estado de S. Paulo apurou que o Supremo não vai autorizar nenhuma ação que confronte as recomendações das autoridades de saúde do Brasil e do mundo com relação ao combate do novo coronavírus. A principal delas é o isolamento social.

Mandetta

Na rápida conversa que teve com apoiadores na manhã desta terça-feira, Bolsonaro também evitou responder sobre a situação do ministro da Saúde. Na segunda, após o acirramento do cabo de guerra com o presidente e rumores de que seria demitido, Mandetta disse que permanece no cargo, pediu “paz” para chefiar a pasta e, sem citar diretamente o presidente, reclamou de críticas que, em sua visão, criam dificuldades para o seu trabalho.

O ministro também destacou que possui uma equipe técnica à frente do Ministério da Saúde e sinalizou que, se for embora, o seu time vai junto.

Apesar de não falar sobre o assunto, o presidente ouviu apelos do grupo que estava em frente à residência oficial para demitir o auxiliar. “Mandetta não merece sua confiança, presidente”, disse um apoiador. Quando deixou o local, a claque passou a entoar gritos de “Fora Mandetta”.

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Chega a 10 número de mortos por coronavírus no DF; casos sobem para 475

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São três óbitos a mais que o registrado até domingo (5). Além disso, são sete novas infecções.

Foto ilustrativa mostra resultado positivo para o novo coronavírus — Foto: Dado Ruvic/Reuters/Arquivo

O governo do Distrito Federal informou, nesta segunda-feira (6), que subiu para 10 o número de pessoas mortas pelo novo coronavírus na capital. O total representa aumento de três óbitos em relação a domingo (5), quando eram sete. Não foram divulgados mais detalhes sobre os casos.

O número de infecções pelo vírus na capital também subiu e chegou a 475. Até domingo, eram 468 registros. Do total de casos, são:

  • 14 graves
  • 40 moderados
  • 338 leves
  • 73 em análise

A maioria dos infectados (52,8%) tem entre 30 e 49 anos. Já os homens representam 56,2% dos casos. Veja quadro abaixo:

Casos de coronavírus no DF em 6 de abril — Foto: GDF/Reprodução

Casos de coronavírus no DF em 6 de abril — Foto: GDF/Reprodução

Casos por região

Ainda de acordo com o boletim do GDF, o Plano Piloto continua tendo o maior número absoluto de casos: são 138. Em seguida, aparece o Lago Sul, com 59, e Águas Claras, com 55.

Já com relação à incidência do novo coronavírus na capital, o Lago Sul aparece disparado. A região possui 196,2 registros a cada 100 mil habitantes. O índice é maior que o triplo registrado pelo segundo colocado, Sudoeste/Octogonal, com 62,6 casos a cada 100 mil habitantes.

Para o infectologista José David Urbaéz, o impacto de casos importados de Covid-19 pode ter relação com essa alta incidência em determinadas regiões da capital.

“A proporção de moradores do DF que viajam para o exterior é enorme. E nas regiões onde a renda da população é maior, existe mais casos importados da doença”, afirma o médico.

Ainda de acordo com o médico, no Lago Sul, Plano Piloto e Sudoeste, a população também tem mais acesso a serviços hospitalares. “Assim, consequentemente, também há um maior número de diagnósticos da doença. Até porque a rede privada também consegue fornecer esses resultados com mais rapidez.”

Segundo dados do Ministério da Saúde, o DF também possui o maior índice de incidência do vírus em todo o país: são 14,7 casos a cada 100 mil habitantes.

Isolamento social

O governador Ibaneis Rocha (MDB) decretou, na última quarta-feira (1º), a prorrogação das medidas de isolamento para combater o novo coronavírus. As restrições, que deveriam acabar no próximo domingo (5), continuam válidas até maio.

Veja as restrições impostas pelo governador Ibaneis Rocha que continuam válidas até 3 de maio:

Suspensão de eventos que precisem de alvará do GDF;
Suspensão das atividades de cinemas e teatros;
Fechamento de academias;
Mudança no atendimento de órgãos públicos;
Fechamento de parques, boates, feiras e shoppings;
Atendimento restrito ao público nas agências bancárias;
Fechamento de shoppings (exceto farmácias, laboratórios e clínicas)
Fechamento de lojas, bares e restaurantes;
Fechamento de salões de beleza, barbearias, esmalterias e centros estéticos;
Suspensão de missas, cultos e celebrações religiosas
Proibição do comércio ambulante em geral.
Os estabelecimentos que poderão continuar funcionando são:

Clínicas médicas;
Clínicas odontológicas e veterinárias (em casos de emergência);
Laboratórios;
Farmácias;
Funerárias e serviços relacionados;
Pet shops (caso tenham veterinários, vendam remédios ou produtos sanitários para animais);
Postos de combustíveis;
Supermercados;
Minimercados, mercearias e afins;
Comércio estabelecido de produtos naturais, bem como de suplementos e fórmulas alimentares, sem consumo no local;
Comércio estabelecido varejista e atacadista de hortifrutigranjeiros;
Lojas de materiais de construção e produtos para casa;
Padarias;
Fábricas e lojas de bolos caseiros e pães;
Atacadistas;
Peixarias;
Operações de delivery;
Oficinas mecânicas, exceto de lanternagem e pintura;
Concessionárias de veículos;
Estandes de compra e venda de imóveis;
Borracharias;
Agropecuárias (com venda de insumos, medicamentos e produto veterinários);
Serviço de tele-entrega em feiras permanentes e/ou populares;
Empresas de construção civil (sem atendimento ao público);
Lotéricas;
Lojas de conveniência em postos (sem consumo no local);
Empresas de tecnologia, exceto lojas de equipamentos e suprimentos de informática;
Lavanderias (exclusivamente no sistema de entrega em domicílio);
Floriculturas (exclusivamente no sistema de entrega em domicílio);
Empresas do segmento de controle de vetores e pragas urbanas;
Construção civil.

Segundo o decreto, “ficam permitidas operações de entrega em domicílio, pronta entrega em veículos e retirada do produto no local, sem abertura do estabelecimento para atendimento ao público em suas dependências, sendo vedada a disponibilização de mesas e cadeiras aos consumidores”.

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Com cargo ameaçado, Mandetta vai a reunião ministerial com Bolsonaro

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Vice-presidente Hamilton Mourão também participa do encontro, que ocorre em meio a rumores de demissão do ministro da Saúde

(foto: AFP / EVARISTO SA)

Em meio à expectativa sobre seu destino dentro do governo, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, chegou ao Palácio do Planalto no fim da tarde desta segunda-feira (6/4) para uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro, o vice-presidente Hamilton Mourão e demais ministros.
Mandetta segue no cargo, depois de o presidente dar mais de uma indicação de que pretendia demiti-lo. Além de críticas claras nos últimos dias, Bolsonaro, nesta segunda-feira, chegou a se reunir com dois médicos cotados para assumir a pasta: o ex-ministro da Cidadania Osmar Terra e a oncologista Nise Yamagushi, defensora do uso precoce da hiroxicloroquina em pacientes com Covid-19.
Porém, Bolsonaro obteve uma reação negativa forte diante da possibilidade de tirar Mandetta, tanto da sociedade quanto dos Poderes Judiciário e Legislativo. A notícia da eventual demissão gerou panelaços em várias cidades, como São Paulo e Brasília. E ministros do STF fizeram chegar ao chefe do Executivo o aviso de que haveria uma resposta à altura caso o chefe da Saúde fosse substituído durante a pandemia de coronavírus.

Reação no Congresso

No Congresso, parlamentares começaram a articular o avanço de um pedido de impeachment de Bolsonaro, apresentado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Outros parlamentares pensavam em obstruir assuntos do governo e aprovar pautas próprias do parlamento para combater a pandemia, isolando o presidente.
Integrantes da ala militar do Executivo também argumentaram com o presidente contra a demissão de Mandetta, alegando prejuízos políticos e sociais irrecuperáveis. O número de casos confirmados de coronavírus no país passou de 12 mil.
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Brasil

Doria deve anunciar quarentena por mais 15 dias em São Paulo

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Decreto que determina paralisia de serviços não essenciais no estado se encerra nesta terça-feira, 7

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), deve anunciar nesta segunda-feira, 6, que o decreto determinando a quarentena em São Paulo irá ser estendido por mais 15 dias — ou seja, até 23 de abril.  A informação foi confirmada por membros do governo paulista próximos ao comitê de crise do estado.

A decisão de dobrar o período inicial de confinamento em todo estado, iniciado no último dia 24 por duas semanas, é amparada por projeções de aumento no número de casos confirmados e mortes acusadas pelo novo coronavírus nas próximas duas semanas, e será anunciada após reunião do secretariado marcada para a manhã de segunda-feira.

Até lá, porém, o governador planeja flexibilizar o funcionamento de atividades que não impliquem em aglomerações.

Neste sábado, 6, Doria voltou atrás na decisão de liberar o atendimento presencial de escritórios de advocacia e contabilidade. Em sua página no Twitter, o governador frisou que os endereços devem atender os clientes de forma virtual.

Vigente desde o último dia 24, o decreto que estabelece 15 dias de quarentena em todo estado expira nesta terça-feira, 7. Doria já havia anunciado que informaria oficialmente sobre a decisão de estender ou não a medida um dia antes do fim do decreto.

Integrantes de setores da economia, como comércio, serviço e indústria, têm se posicionado contra o período de confinamento sob o argumento de risco de paralisia na economia.

Epicentro da epidemia de coronavírus no país, São Paulo concentra o maior número de casos confirmados e mortes causadas pela doença. De acordo com o Ministério da Saúde, até sábado, 4, haviam sido contabilizadas 260 mortes e 4.466 casos no estado.

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Brasil

Bolsonaro diz que hora de quem está ‘se achando’ vai chegar

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‘A minha caneta funciona’, avisa o presidente durante conversa com apoiadores; ele diz que ‘algo subiu na cabeça’ de integrantes do governo

BRASÍLIA – Em meio a uma disputa e divergências com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, sobre estratégia para combate ao novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro mandou uma série de recados na tarde deste domingo, 5.

Em conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, ele disse que “algo subiu na cabeça” de pessoas do seu governo, mas que a “hora deles vai chegar”. “A minha caneta funciona”, afirmou Bolsonaro, sem mencionar nomes.

“Algumas pessoas no meu governo, algo subiu a cabeça deles. Estão se achando. Eram pessoas normais, mas de repente viraram estrelas. Falam pelos cotovelos. Tem provocações. Mas a hora deles não chegou ainda não. Vai chegar a hora deles. A minha caneta funciona. Não tenho medo de usará a caneta nem pavor. E ela vai ser usada para o bem do Brasil, não é para o meu bem. Nada pessoal meu. A gente vai vencer essa”, declarou o presidente.

Bolsonaro escancarou seu descontentamento com Mandetta na última semana. O presidente disse que falta “humildade” ao ministro e, embora tenha afirmado que não pretende dispensá-lo “no meio da guerra”, ressaltou que ninguém é “indemissível” em seu governo.

O protagonismo do auxiliar diante da crise envolvendo a pandemia do coronavírus já vinha incomodando o presidente há algum tempo. Questionado pelo Estadão sobre as declarações de Bolsonaro feitas na última quinta-feira, 2, Mandetta respondeu: “Trabalho, lavoro, lavoro”, repetindo a palavra que significa “trabalho” em italiano.

No dia seguinte às declarações do chefe, Mandetta disse que continuaria no governo, afirmando que um médico não abandona o seu paciente. O incômodo de Bolsonaro não está restrito apenas à insistência de Mandetta em apoiar as quarentenas decretadas pelos Estados. O presidente também está extremamente irritado com o crescimento de popularidade de seu ministro, enquanto vê sua reprovação crescer entre a população, com atestam as pesquisas desta última semana.

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