O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul autorizou que Mauro Londero Hoffmann, antigo sócio da Boate Kiss, passe para o regime aberto. Ele foi condenado a 12 anos de prisão pela morte de 242 pessoas na tragédia em Santa Maria (RS).
O tribunal determinou algumas regras para essa progressão, como o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento noturno e a permissão para continuar trabalhando.
A decisão foi do juiz Roberto Coutinho Borba, da 3ª Vara de Execuções Criminais de Porto Alegre. Ele considerou que Mauro teve bom comportamento na prisão, avaliações sociais e psicológicas positivas, e que ele já havia utilizado saídas temporárias monitoradas. O Ministério Público deu parecer positivo para essa decisão.
A defesa comemorou a decisão e disse que Mauro está cumprindo a pena rigorosamente.
Contexto do Caso Boate Kiss
O acidente aconteceu durante uma festa universitária em 27 de janeiro de 2013. Um artefato pirotécnico usado pela banda no palco inflamou o revestimento acústico do teto, que rapidamente pegou fogo e liberou fumaça tóxica.
A maioria das vítimas morreu por inalação dos gases tóxicos e não por queimaduras. No total, 242 pessoas morreram e mais de 600 ficaram feridas.
Problemas identificados nas investigações:
- Uso de material inflamável no revestimento acústico;
- Superlotação da boate;
- Saídas de emergência insuficientes;
- Falta de equipamentos de segurança adequados.
Além de Mauro Londero Hoffmann, outras três pessoas foram condenadas: Elissandro Spohr, sócio da boate, Luciano Bonilha Leão, ex-produtor musical da banda Gurizada Fandangueira, e Marcelo de Jesus dos Santos, vocalista da banda. Todos já tiveram a progressão para o regime aberto, exceto Mauro.
