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sexta-feira, 13/03/2026




Justiça libera ex-secretário de Paes suspeito de ligação com o Comando Vermelho

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Em Brasília

ITALO NOGUEIRA
FOLHAPRESS

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu nesta sexta-feira (13) soltar o vereador Salvino Oliveira (PSD), que estava preso pela Polícia Civil por suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho.

O desembargador Marcus Basílio afirmou que as provas que ligam o vereador ao grupo criminoso são fracas. Ele ressaltou que Salvino tem residência fixa e, por ser vereador, pode ser facilmente localizado.

O magistrado estabeleceu que o vereador não pode sair do estado por mais de 15 dias sem autorização e que deve evitar contato com os investigados.

“Não estamos fazendo um julgamento definitivo sobre a investigação da Polícia Civil, mas, no caso de Salvino, as provas para justificar a prisão são muito fracas, baseadas apenas em uma conversa antiga entre outras pessoas. Não há provas concretas que justifiquem a prisão para a investigação”, explicou o desembargador.

A prisão foi autorizada com base apenas em uma mensagem enviada por outro investigado, em que o nome Salvino aparece, mas o relatório da polícia não mostra outras evidências de que o vereador é a pessoa mencionada.

A mensagem suspeita tem mais de um ano e não há respostas recentes, o que não justifica uma prisão preventiva.

O caso gerou uma disputa política entre o prefeito Eduardo Paes (PSD), pré-candidato ao Governo do Rio de Janeiro, e o governador Cláudio Castro (PL). Paes vê a prisão como um uso político da polícia, enquanto o governador acusa o vereador de ser um representante do Comando Vermelho dentro da prefeitura.

Salvino foi secretário municipal de Juventude na gestão de Paes (2021-2024) e é visto pelo prefeito como parte de uma nova geração política. Ele atua em favelas como a Gardênia Azul.

A Polícia Civil afirmou que a operação foi legal, baseada em provas técnicas e não teve conotação política. A ação prendeu seis policiais militares, incluindo dois oficiais.

A mensagem que desencadeou a operação foi enviada por Elder Landim, conhecido como Dom, apontado como líder do Comando Vermelho em Gardênia Azul, para Edgar Alves de Andrade, chamado Doca, outro líder da facção. Na mensagem, Dom questiona se Salvino foi autorizado a trabalhar e se ele deve apoiar seus projetos.

Segundo a polícia, a mensagem indica possível favorecimento da facção por meio de recursos ou contratos em troca de apoio político ao vereador.

Além de sua pré-campanha focada na defesa de moradores de favelas, Salvino foi indicado relator de uma comissão na Câmara para discutir políticas públicas para essas comunidades.




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