Japão confirmou a condenação à prisão perpétua de Tetsuya Yamagami, de 45 anos, pelo assassinato do ex-primeiro-ministro Shinzo Abe, ocorrido em 2022. O julgamento foi realizado no Tribunal de Nara, onde Yamagami, que confessou o crime durante uma audiência em outubro de 2025, recebeu a sentença nesta quarta-feira, 21 de janeiro de 2026.
Shinzo Abe, aos 67 anos, foi morto a tiros enquanto discursava em um comício na cidade de Nara. Ele foi o primeiro-ministro que mais tempo ocupou o cargo no Japão e mantinha considerável influência no Partido Liberal Democrático e na direita do país até seu assassinato.
Tetsuya Yamagami foi preso em flagrante, portando uma espingarda caseira, e justificou seu ato afirmando insatisfação com o ex-premiê. Ele alegou que o gesto foi motivado por questões pessoais relacionadas à afiliação de sua mãe a um grupo religioso denominado Igreja da Unificação, que teria levado a dificuldades familiares e à trágica morte de seu irmão.
Durante o processo, foram realizadas 15 audiências entre outubro e dezembro de 2025, nas quais Yamagami manteve sua confissão. A promotoria pediu a pena máxima devido à gravidade do crime, pedido este atendido pela corte.
O réu explicou que escolheu Shinzo Abe como alvo porque via o ex-primeiro-ministro como um elo entre o grupo religioso de sua mãe e a política japonesa. A decisão judicial firmou que a prisão perpétua é a punição adequada para o homicídio do ex-líder.
