O Ministério das Relações Exteriores de Israel anunciou nesta quarta-feira (8/4) que o país continuará seus ataques no Líbano com o intuito de destruir o grupo Hezbollah. A pasta criticou as autoridades libanesas por não terem impedido as ações do grupo contra o território israelense.
Em uma publicação nas redes sociais, o ministério disse que o presidente e o primeiro-ministro do Líbano não tomaram as medidas necessárias para combater o Hezbollah. “Eles não desarmaram o Hezbollah e não impedem que atirem contra Israel. Eles disseram que tinham desmilitarizado a área até o rio Litani, mas isso não aconteceu. Agora, cabe a nós agir no lugar deles. É hora de agir contra o Hezbollah com ações e não apenas palavras. E, se eles não podem fazer isso, que ao menos não atrapalhem”, afirmou o comunicado.
Os ataques realizados por Israel nesta quarta-feira foram descritos por autoridades libanesas como a maior série de bombardeios desde o começo do conflito. Pelo menos 254 pessoas morreram e cerca de 1.165 ficaram feridas. A capital libanesa, Beirute, foi a região mais atingida.
As Forças de Defesa de Israel informaram que mais de 100 bombardeios foram feitos em poucos minutos, tendo como alvo estruturas relacionadas ao Hezbollah.
A continuidade da ofensiva levou o Hezbollah a pedir moderação e alertar sobre possíveis consequências. O embaixador do Irã na ONU afirmou que novos ataques israelenses podem agravar ainda mais a situação e gerar problemas em toda a região.
Diante da escalada do conflito, o Irã decidiu fechar novamente o Estreito de Ormuz. Autoridades iranianas alegam que os ataques recentes de Israel ao Líbano violam o cessar-fogo acordado com os Estados Unidos na terça-feira (7/4).

