O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, aceitou o convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar o chamado Conselho de Paz. Por outro lado, a China afirmou seu compromisso com um sistema internacional centrado nas Nações Unidas.
O Conselho de Paz, idealizado por Trump, foi criado inicialmente para supervisionar a reconstrução da Faixa de Gaza, área devastada após anos de conflito entre Israel e o grupo islâmico palestino Hamas. Contudo, o escopo do conselho foi ampliado para atuar globalmente na resolução de conflitos armados, com amplos poderes concedidos ao presidente Trump como líder do órgão.
Além de Netanyahu, outros líderes aceitaram o convite, como o rei Mohammed VI do Marrocos, o xeque Mohammed bin Zayed Al Nahyan dos Emirados Árabes Unidos, o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, e o premiê armênio Nikol Pashinyan.
Já o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, evitou comentar sobre a possível adesão chinesa, reiterando, no entanto, o apoio firme ao sistema internacional liderado pelas Nações Unidas e fundamentado no direito internacional e na Carta da ONU.
O documento apresentando o conselho destaca a necessidade de uma organização internacional de paz mais ágil e efetiva, criticando instituições tradicionais que, segundo o texto, já falharam em muitas ocasiões. Como presidente do conselho, Donald Trump terá a autoridade para convidar e revogar membros, além de poder manter sua posição mesmo após o término de seu mandato presidencial, até sua renúncia.
O Conselho terá uma diretoria executiva com sete membros, incluindo o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff, o genro de Trump, Jared Kushner, e o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair.
A participação no conselho é voluntária, sem taxa de adesão, e os mandatos dos membros terão duração máxima de três anos, renováveis pelo presidente do conselho.
