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quarta-feira, 08/04/2026

Irã não aceita abrir Ormuz e ameaça os EUA

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O Irã rejeitou a proposta de reabrir o Estreito de Ormuz em troca de um cessar-fogo temporário, alegando que os Estados Unidos não demonstram interesse em negociar uma trégua definitiva. A informação surgiu no mesmo dia em que um ataque aéreo de Israel matou Majid Khademi, chefe da inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica, confirmando o avanço da tensão na região.

Em um comunicado oficial divulgado no canal da Guarda Revolucionária no Telegram, foi confirmado que Khademi, que também comandava a organização de inteligência do exército iraniano ideológico, foi alvo de um ataque durante a madrugada. O grupo atribuiu a ação ao que chamou de ‘inimigo americano-sionista’.

A situação piorou após uma série de declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que intensificou as ameaças contra o Irã. Em sua rede social, Trump afirmou que pode ordenar ataques contra usinas de energia e pontes iranianas caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado. Essa via é estratégica para o transporte de cerca de um quinto do petróleo e gás exportados no mundo.

O presidente americano inicialmente deu um prazo até às 20h do dia 6 de abril para que o Irã reabrisse o Estreito, prometendo ‘desencadear o inferno’ caso isso não acontecesse. Posteriormente, ele confirmou acreditar na possibilidade de um acordo, mas adiou o prazo para as 20h do dia 7 de abril.

Ameaças e reações

Trump declarou que, sem um acordo, haverá danos severos à infraestrutura do Irã, com pontes e usinas de energia desabando, o que poderia levar duas décadas para reconstrução. Ele também afirmou que as negociações não incluem o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã, alegando desistência desse projeto pelo país.

O governo iraniano respondeu acusando Donald Trump de incitar crimes de guerra e criticou publicamente suas ameaças como inaceitáveis, conforme declaração no X feita pelo vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi.

Execução recente

Na mesma semana, o Judiciário do Irã anunciou a execução de Ali Fahim, acusado de colaborar com Israel e Estados Unidos durante protestos antigovernamentais no início do ano. Ele foi enforcado após confirmação da sentença pela Suprema Corte.

As manifestações começaram em dezembro, motivadas pela alta do custo de vida, e se intensificaram nos primeiros dias de janeiro, tornando-se protestos amplos contra o governo.

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