A mediana das previsões do relatório Focus para o IPCA em 2026 caiu ligeiramente de 4,05% para 4,02%. Esse valor está 0,48 ponto percentual abaixo do teto da meta contínua de inflação, que é de 4,5%. No mês anterior, a mediana era de 4,06%. Considerando apenas as 51 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a previsão subiu de 4,00% para 4,02%.
A projeção para o IPCA de 2027 manteve-se estável em 3,80% pela décima primeira semana consecutiva. Das 44 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a previsão também continuou em 3,80%.
O IPCA teve uma alta acumulada de 4,26% em 2025, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Conforme o comunicado da reunião de dezembro do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central espera que o IPCA feche 2026 com alta de 3,5% e que a inflação em 12 meses chegue a 3,2% no segundo trimestre de 2027.
A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, medida pelo IPCA acumulado em 12 meses. O objetivo central é 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Se a inflação ficar fora dessa faixa por seis meses seguidos, o Banco Central é considerado fora do alvo. Isso ocorreu após a divulgação do IPCA de junho. Em novembro, a inflação acumulada em 12 meses caiu para 4,46%, ficando abaixo do limite máximo. No último Relatório de Política Monetária (RPM), o Banco Central reafirmou seu comprometimento em trazer a inflação para o centro da meta de 3%.
“O reenquadramento da inflação dentro dos limites estabelecidos para a faixa de tolerância é uma etapa natural do processo de convergência à meta”, afirma o documento.
No relatório Focus desta segunda-feira, as projeções para o IPCA em 2028 e 2029 permaneceram em 3,50%, pela décima primeira e vigésima semana consecutiva, respectivamente.
