A previsão mediana do relatório Focus para o índice de preços ao consumidor amplo (IPCA) em 2026 caiu de 3,95% para 3,91%. Esse valor está 0,59 ponto percentual abaixo do limite máximo da meta, que é 4,50%. Há um mês, a previsão era de 4,00%. Considerando somente as 113 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, o índice diminuiu de 3,92% para 3,88%.
A previsão para o IPCA em 2027 se manteve em 3,80% pela 16ª semana consecutiva. Considerando as 108 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a projeção subiu de 3,70% para 3,80%.
O IPCA de 2025 terminou com alta acumulada de 4,26%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse resultado ficou abaixo da última média prevista pelo relatório Focus para o ano, que era 4,31%, e também abaixo da previsão do Banco Central, que estimava uma alta de 4,4%.
De acordo com a trajetória divulgada no comunicado da reunião de janeiro do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central espera que o IPCA termine 2026 com alta de 3,4%. Além disso, estima que a inflação acumulada em 12 meses alcance 3,2% no horizonte relevante, que atualmente está situado no terceiro trimestre de 2027.
Desde 2025, a meta de inflação é contínua e baseada no IPCA acumulado em 12 meses. O centro da meta é 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, o Banco Central é considerado que falhou em atingir a meta.
No relatório Focus divulgado nesta segunda-feira, 23, as projeções para o IPCA de 2028 e 2029 permaneceram em 3,50%, pela 16ª e 25ª semanas consecutivas, respectivamente.
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Estadão Conteúdo.

