Flávio Bolsonaro, senador pelo PL do Rio de Janeiro, está sendo investigado por diversas autoridades no Brasil. Após perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e fugir para os Estados Unidos, ele teve seus passaportes brasileiros, inclusive o diplomático, cancelados. Isso ocorreu depois que ele não entregou os documentos ao Supremo Tribunal Federal, conforme ordem do ministro Alexandre de Moraes.
Flávio afirmou que cumpriria a ordem e disse que lideraria a oposição ao governo Lula, embora não aceitando a derrota nas urnas. Ele deixou a Argentina rumo aos Estados Unidos na madrugada de quarta-feira (28).
A seguir, estão algumas das principais investigações contra o senador, que declara ser alvo de perseguição política e perderá o foro privilegiado ao fim do mandato, em janeiro.
– Possível lavagem de dinheiro –
O Supremo Tribunal Federal iniciou uma investigação por suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio Bolsonaro e seu amigo, o advogado Willer Tomaz. Por causa dessa investigação, o ministro Alexandre de Moraes determinou a retenção dos passaportes do senador, inclusive o italiano que ele possui.
A polícia teme que Flávio tentasse fugir do país, especialmente após seu irmão Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos, sugerir que ele deixe o Brasil se perdesse a eleição.
As investigações indicam que o senador e o advogado podem ter sido sócios em empresas e que o político tinha acesso a conta bancária de uma dessas empresas.
Tomaz está nos Estados Unidos desde agosto, após ser alvo de uma operação que apura desvios bilionários de recursos de aposentados e pensionistas por descontos sindicais ilegais, afetando cerca de 9 milhões de pessoas e somando bilhões de reais em fraude.
– Filme sobre Jair Bolsonaro –
Um dos casos mais conhecidos está ligado ao filme “Dark Horse”, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe em 2022.
Em gravações reveladas pelo Intercept Brasil, Flávio foi ouvido negociando cerca de 24 milhões de dólares (134 milhões de reais) para financiar o filme com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso por fraude financeira.
O ministro André Mendonça, do STF, ordenou investigação sobre esse financiamento para verificar possíveis crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Flávio admitiu ter pedido os valores, mas afirmou que os recursos são privados e não ilegais.
– Financiamento externo da campanha –
O ministro do STF Flávio Dino determinou investigação sobre possível financiamento estrangeiro na campanha de Flávio Bolsonaro. A apuração inclui a origem e o destino dos recursos estrangeiros e outras supostas interferências eleitorais, como manipulação nas redes sociais.
Durante a campanha, Lula denunciou uma suposta interferência da empresa Meta nas eleições em favor do adversário, acusação que a empresa negou, embora tenha reconhecido erros técnicos na desativação de anúncios da campanha petista.
– Caso das “rachadinhas” –
Antes da política nacional, Flávio Bolsonaro esteve envolvido no escândalo das “rachadinhas”, que consistia em reter parte dos salários dos seus assessores quando era deputado estadual.
O Ministério Público do Rio acusou o senador em 2020, alegando que parte do dinheiro era lavada através de uma loja de chocolates da qual ele era sócio.
No entanto, em 2021, um tribunal anulou as provas obtidas e o processo foi arquivado em 2022.
Essas são as principais investigações que envolvem o senador atualmente.


