Deputados democratas dos Estados Unidos reprovaram a decisão do governo de Donald Trump de conceder vistos ao senador Flávio Bolsonaro, que perdeu a disputa presidencial no Brasil, e pediram explicações sobre o envolvimento da administração americana na saída do político do país.
As preocupações surgiram após confirmação de uma autoridade do Departamento de Estado de que serão emitidos vistos para o senador e seus familiares. Flávio deixou o Brasil depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, ordenou a entrega de seus passaportes comum e diplomático, impedindo suas viagens.
Os democratas da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes dos EUA compararam o tratamento dado a Flávio Bolsonaro com as restrições impostas a quem busca proteção contra guerras.
O perfil oficial dos democratas publicou: “Não há asilo para pessoas que fogem de conflitos no Sudão ou no Haiti, mas Rubio recebe Bolsonaro com tapete vermelho”.
Joaquin Castro, deputado do Texas, criticou nas redes sociais dizendo que perder uma eleição não é justificativa para asilo. Ele ressaltou que o governo Trump estaria protegendo um político brasileiro acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão fiscal.
Shri Thanedar, deputado de Michigan, acusou Flávio de tentar escapar das investigações após perder contra o presidente Lula. Ele ainda criticou Marco Rubio por não agir contra o senador.
Essas declarações aconteceram enquanto Flávio Bolsonaro deixava o Brasil, após a Polícia Federal pedir a apreensão de seus passaportes por risco de fuga. Ele chegou a Miami na manhã de quarta-feira e seguiu viagem pela Argentina em um jato particular.
O Departamento de Estado dos EUA não disse qual tipo de visto foi concedido nem se há pedido formal de proteção internacional. Trump confirmou que aprovou a entrada de Flávio e afirmou que considera as pessoas envolvidas decentes, mencionando suspeitas no processo eleitoral brasileiro sem provas.


