Aliados do candidato à Presidência derrotado Flávio Bolsonaro (PL) criaram uma versão dizendo que o senador já estava fora do Brasil antes de ele realmente sair.
De acordo com o governo argentino, Flávio cruzou a fronteira para a Argentina às 22h50 (horário de Brasília) na terça-feira, 28, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu, Paraná, ao Puerto Iguazú, na Argentina.
Antes disso, aliados do senador já falavam sobre sua viagem para fora do país – alguns até mencionaram os Estados Unidos como destino, porém ele só decolou da Argentina para Guayaquil, no Equador, às 0h22. Depois disso, o avião seguiu para Miami às 6h22.
Um aliado do governo americano, Simón Levy, disse que Flávio Bolsonaro teria chegado com segurança aos Estados Unidos, destacando que a operação contou com apoio do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
Pouco depois, o influenciador digital Pablo Marçal afirmou que a situação não era fuga, mas sim exílio.
O advogado do senador, Frederick Wassef, disse ter ficado surpreso com as notícias sobre a saída de Flávio e negou ter dado qualquer informação sobre isso.
Na mesma hora, o governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), comentou que o Brasil ainda não vive situação normal e que a saída de Flávio é compreensível neste contexto.
O senador eleito do Paraná, Deltan Dallagnol (PL), afirmou que a saída do principal líder da oposição antes da prisão que seus aliados esperavam mostra que o Brasil vive uma ditadura completa.
O coordenador de campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN), disse que não sabia do paradeiro do candidato e que só tinha informações vindas da imprensa, mencionando que o senador poderia estar em outro país.
Todas essas declarações foram dadas antes de Flávio deixar o Brasil às 22h50 e chegar a Miami às 10h22 da quarta-feira, 28. Ele usou seu passaporte diplomático para entrar nos Estados Unidos, conforme registros migratórios.
Estadão Conteúdo


