O Instituto Nobel da Noruega declarou na sexta-feira (9/1) que o Prêmio Nobel da Paz é intransferível e não pode ser revogado ou compartilhado. A posição foi apresentada após a líder oposicionista venezuelana, María Corina Machado, sugerir que poderia ceder a honraria ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em entrevista concedida na segunda-feira (5/1), María Corina afirmou que entregaria o Nobel da Paz ao Sr. Trump após a captura do ditador Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.
Conforme a nota oficial da organização do prêmio: “O Prêmio Nobel não pode ser revogado, compartilhado ou cedido a terceiros. Uma vez anunciada a decisão, ela é definitiva”.
O Instituto Nobel acrescentou que não existem recursos contra a decisão dos comitês que concedem o prêmio em Estocolmo e Oslo, que nunca consideraram revogar uma premiação já concedida.
Na mesma semana, Donald Trump confirmou em entrevista que receberá María Corina na Casa Branca na próxima semana, e comentou sobre a vontade dela em relação ao prêmio: “Ouvi que ela deseja fazer isso (ceder o prêmio). Seria uma grande honra”, disse o presidente dos EUA.
Antes do anúncio do laureado de 2025, o próprio Trump se considerava favorito para a premiação, alegando que deveria receber o prêmio por propor soluções para sete conflitos internacionais que, segundo ele, causavam milhares de mortes.
A relação entre Donald Trump e María Corina Machado aparentou esfriar após o anúncio do Nobel, com a venezuelana afirmando que não tinha falado com o presidente dos Estados Unidos desde o dia da divulgação do prêmio.
No entanto, em coletiva recente após a prisão de Nicolás Maduro, Trump minimizou a relevância política de María Corina e declarou que ela não possui condições para liderar a Venezuela, citando falta de apoio e respeito nacional.
