A Comissão de Saúde da Câmara Legislativa do Distrito Federal organizou, na quinta-feira (27), uma reunião pública para apresentar o relatório financeiro do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) referente ao segundo quadrimestre de 2025. O encontro contou com a presença de deputados, gestores, órgãos de fiscalização e representantes da comunidade.
A deputada Dayse Amarilio, presidente da Comissão de Saúde, iniciou a reunião enfatizando a importância da transparência e do acompanhamento constante da gestão pública. “Este espaço serve para fiscalizar, garantir transparência e promover o diálogo com a população do Distrito Federal. É aqui que conferimos como os recursos públicos estão sendo usados e qual o benefício real para a rede de saúde”, declarou.
Durante a audiência, duas áreas principais apresentaram seus resultados detalhados. A superintendente de Administração e Logística, Bárbara Santos, falou sobre o consumo, abastecimento e eficiência dos contratos. Em seguida, a gerente-geral de Engenharia e Infraestrutura, Tatiana Tostes, detalhou as melhorias estruturais em andamento, incluindo reformas, modernizações e novas construções em unidades sob gestão do IgesDF.
Os dados apresentados mostram a complexidade da administração. O instituto gerencia 615 contratos ativos e monitora diariamente 4.700 itens entre materiais, equipamentos e abastecimento. Um avanço importante foi a migração de vários itens para atas de registro de preços, o que garantiu previsibilidade e diminuiu a burocracia. Em 2024, foram necessários 120 processos para contratar seis itens; em 2025, o mesmo foi feito com apenas seis processos, liberando equipes para tarefas estratégicas.
A promotora de Justiça do Ministério Público do DF e dos Territórios (MPDFT), Hiza Carpina, elogiou a qualidade dos dados apresentados e ressaltou a importância de informações claras para uma boa gestão pública. “Quando temos dados confiáveis, entendemos melhor os caminhos da instituição, o que melhora diretamente a qualidade da administração”, afirmou.
Hospital de Base recebe maior volume de investimentos
O presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, apresentou os investimentos realizados nas unidades sob responsabilidade do instituto. O Hospital de Base recebeu a maior parte dos recursos no período, com R$ 12,4 milhões, valor superior ao aplicado no Hospital Regional de Santa Maria, que teve R$ 8,4 milhões, e nas UPAs e Hospital Cidade do Sol, que juntos somaram R$ 3,6 milhões.
Cleber Monteiro explicou que o grande investimento no Hospital de Base é por conta da necessidade de modernizar uma estrutura antiga e de grande porte. “Metade dos nossos recursos foi destinada ao Hospital de Base. É um hospital com 65 anos, o que significa muitas vezes fazer reformas enquanto o hospital continua funcionando. Nos centros cirúrgicos, por exemplo, não estamos apenas reformando, estamos construindo tudo novo”, destacou.
Centro cirúrgico novo
A gerente-geral de Engenharia e Infraestrutura, Tatiana Tostes, detalhou a construção do novo centro cirúrgico do Hospital de Base, cuja entrega está prevista para 2026. O espaço está sendo construído do zero, com equipamentos modernos e um novo design para melhorar a segurança, o fluxo de atendimento e as condições tanto para pacientes quanto para funcionários.
Esse novo centro cirúrgico é um marco na modernização do Hospital de Base e faz parte das intervenções planejadas pela atual gestão.
Sete novas UPAs em construção
Outro destaque foi a expansão da rede de urgência e emergência com a construção de sete novas unidades de pronto atendimento (UPAs), cada uma com investimento estimado de R$ 19 milhões.
As novas UPAs serão instaladas no Sol Nascente, Estrutural/Jóquei, Guará, Águas Claras, Taguatinga Sul, Água Quente e Arapoanga, regiões em crescimento rápido e com maior demanda por atendimento emergencial.
A apresentação da prestação de contas também incluiu exposições das áreas de recursos humanos, gestão financeira e atendimento assistencial.
*Informações fornecidas pelo IgesDF
