ANDRÉ FLEURY MORAES e FERNANDA DE SOUZA
FOLHAPRESS
A juíza Victória Carolina Bertholo André, da 30ª Vara Criminal de São Paulo, julgou culpado o aposentado Rogério Cardoso Júnior por agredir com chutes dois cães da irmã do ministro Cristiano Zanin, do STF, atingindo também a irmã durante os ataques.
A sentença, emitida em 21 de março de 2026, estabeleceu uma pena de dois anos e quatro meses de prisão para Cardoso, substituída por serviços comunitários e multa equivalente a cinco salários mínimos. Ele ainda pode apelar da decisão.
Durante o período da pena, Cardoso está proibido de cuidar de qualquer animal.
Esta é a segunda vez que o caso é analisado pela Justiça. Inicialmente, o aposentado foi absolvido, porém o Ministério Público recorreu e o processo foi revisto.
Cardoso responde ao processo em liberdade. Tentativas de contato com a defesa foram feitas sem sucesso.
O incidente ocorreu em outubro de 2023, quando Caroline Zanin Martins caminhava com seus cães, da raça welsh corgi, e um dos animais mordeu a bermuda do aposentado por alguns segundos.
Câmeras de segurança registraram o ocorrido. A denúncia aponta que Caroline puxou o cachorro logo após o acontecimento.
Cardoso passou próximo a Caroline diante do prédio onde ela mora, em Perdizes. Os cães latiram para ele e, segundo o processo, o aposentado ameaçou e começou a chutar tanto os cães quanto a irmã do ministro.
Um segurança do prédio precisou intervir para deter os ataques, conforme mostram as imagens.
Em seu depoimento, Cardoso afirmou que ele foi o agredido, mencionou seu passado na Marinha e disse que, se tivesse intenção de machucar alguém, as consequências seriam graves. Negou ter chutado Caroline.
A juíza concluiu que o envolvimento de Cardoso no crime é evidente, e que ele poderia ter evitado os atos se tivesse seguido seu caminho sem provocar os cães.
O primeiro julgamento, ocorrido em 2023, absolveu Cardoso com base no argumento de legítima defesa contra os cães. Naquela ocasião, a juíza responsável entendeu que Caroline não tomou cuidado para controlar os animais.
No entanto, o Tribunal de Justiça de São Paulo derrubou essa decisão após recurso do Ministério Público, afirmando que a absolvição inicial não deveria prevalecer.

