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quarta-feira, 04/03/2026

Ibovespa sobe 1,24% e volta a 185 mil pontos

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O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, apresentou uma recuperação nesta quarta-feira, fechando em alta de 1,24%, alcançando 185.366 pontos. Isso ocorreu após o mercado de Nova York melhorar, o que deu um empurrão para a bolsa local. Durante o dia, o índice variou entre 183.110 e 186.306 pontos. Apesar dessa alta, o índice acumula queda de 1,81% na semana e no mês, mas apresenta valorização de 15,04% no ano.

As ações do setor financeiro foram as que mais recuperaram, incluindo os bancos BTG, Itaú, Santander e Bradesco. Já as ações da Vale e Petrobras não acompanharam a alta do mercado nesta quarta-feira. Entre as maiores valorizações estão Pão de Açúcar, Braskem e Magazine Luiza, enquanto Raízen, Assaí e Suzano apresentaram quedas.

Rodrigo Moliterno, especialista da Veedha Investimentos, pontua que o conflito militar ainda cria incertezas e o mercado permanece cauteloso, apesar de haver uma visão positiva para o médio e longo prazo. O fluxo de investimentos pode sofrer alterações no curto prazo, especialmente devido à instabilidade nos preços do petróleo, que afeta inflação e juros.

Marco Noernberg, da Manchester Investimentos, destaca que o cenário de queda dos juros e melhora no cenário político interno continuam válidos, mas que o conflito no Oriente Médio trouxe riscos adicionais no curto prazo. Se o preço do petróleo subir demais, próximo a US$ 100 por barril, poderá haver pressão inflacionária.

dólar

O dólar recuou 0,89%, fechando a R$ 5,2182, em um dia de recuperação dos ativos de risco e diminuição dos temores de um conflito maior no Oriente Médio. Investidores foram aliviados pela garantia dos EUA de manter o tráfego pelo Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Cristiane Quartaroli, economista chefe do Ouribank, afirma que, apesar da queda do dólar, a volatilidade permanece alta devido às incertezas geopolíticas. O relatório de emprego nos EUA ainda pode influenciar os mercados nas próximas semanas.

O Banco Central brasileiro informou que o fluxo cambial em fevereiro foi positivo, com entrada líquida principalmente pelo canal financeiro, o que contribui para a valorização do real frente ao dólar.

juros

Os juros futuros no Brasil recuaram nesta quarta-feira, parcialmente revertendo altas anteriores provocadas pelo conflito no Oriente Médio. Declarações oficiais dos EUA sobre esforços para garantir a segurança no Estreito de Ormuz ajudaram a reduzir o medo de uma interrupção prolongada do fluxo de petróleo.

O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 caiu para 13,41%, enquanto os contratos para 2029 e 2031 também registraram quedas. A agência Fitch Ratings avalia que o impacto do fechamento temporário do Estreito de Ormuz nos preços do petróleo será limitado.

Marcelo Fonseca, economista-chefe do grupo CVPAR, destaca que o fluxo de petróleo deve ser retomado em breve, o que reduz o impacto das tensões geopolíticas nos mercados. Marianna Costa, da Mirae Asset, reforça que o Estreito de Ormuz segue como ponto crucial, com os preços das commodities energéticas estabilizando após a intervenção dos EUA para garantir a passagem segura dos navios.

Flávio Serrano, economista-chefe do banco BMG, comenta que as apostas por corte de juros pelo Banco Central aumentaram, refletindo uma expectativa de redução da taxa Selic em 0,5 ponto percentual em março, apesar da volatilidade causada pelo conflito.

Em resumo, o mercado financeiro brasileiro reage positivamente, mas com cautela diante das incertezas geopolíticas globais, especialmente relacionadas ao petróleo e à estabilidade no Oriente Médio.

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