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Homens são as principais vítimas de golpes financeiros, diz pesquisa

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Estudo da CVM foi feito com base em reclamações de investidores

© Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Sondagem feita pelo Centro de Estudos Comportamentais e Pesquisas (Cecop), da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), revela que, de maneira geral, os homens são as principais vítimas de golpes financeiros (91%), estão em sua maioria na faixa etária de 30 a 39 anos de idade (36,5%), têm ensino superior completo com pós-graduação (38%) e possuem renda familiar mensal entre dois e cinco salários mínimos (23%). 

A pesquisa foi feita com base em reclamações de investidores enviadas à autarquia, vinculada ao Ministério da Economia, entre 2017 e 2019. Essas reclamações, entretanto, não envolviam apenas fraudes financeiras, mas situações diversas, esclareceu hoje (20), em entrevista à Agência Brasil, o superintendente de Proteção e Orientação aos Investidores (SOI) da CVM, José Alexandre Vasco.

Ao todo, foram analisadas 1.002 respostas e detectadas 178 vítimas de golpes financeiros. Criptomoedas foram o produto de investimento mais citado pelas vítimas, sendo mencionadas por 43,3% dos consultados. Seguem-se mercado Forex, para transações de câmbio (29,8%); opções binárias (16,9%); e ações (15,2%). O principal meio de divulgação para atrair as vítimas foi o Whatsapp (27,5%), seguido pela divulgação boca a boca pessoalmente (19,7%), e-mail e ligação telefônica (12,4% cada), mostrou a sondagem da CVM.

Segundo explicou o superintendente da CVM, embora a participação das mulheres no mercado de capitais tenha crescido, o maior número de investidores ainda é do sexo masculino. “De modo que era natural mesmo esperar ter um número maior, uma predominância de homens” entre as vítimas de golpes financeiros, disse Vasco. Outro fator que pode justificar esse cenário é o apetite por investimentos alternativos, de maior risco, por parte dos homens, enquanto as mulheres demonstram maior desconfiança de seu conhecimento em termos financeiros e, por isso, evitam grandes riscos.

Os valores perdidos oscilaram de R$ 100 a mais de R$ 100 mil. A maior parte das vítimas investiu entre R$ 10.001 e R$ 50 mil (22,5%) e entre R$ 1.001 e R$ 5.001 mil (21,3%).

Alta confiança

De acordo com a pesquisa da CVM, muitas das vítimas de fraudes têm alta confiança em sua capacidade de investir. “Talvez esse excesso de confiança seja uma característica de confiança mais dos investidores masculinos do que das investidoras. Essa dúvida talvez tenha salvado muitas pessoas de caírem em uma coisa alternativa ou estranha”, disse o superintendente.

Ele esclareceu que nem todas as ofertas sem registro na CVM são fraudes financeiras. Às vezes, é uma oferta irregular, mas não é uma fraude. “Mas, nos casos de golpes ou fraudes financeiras, eles usam sempre os temas do momento. Lá atrás era boi gordo, avestruz, contratos de risco coletivo”. Com o tempo, os golpes foram mudando e os fraudadores buscaram novos temas. Agora, são as criptomoedas. “Por serem uma coisa inovadora, elas têm predominado nos golpes. Daqui a cinco anos, se a gente fizer uma nova pesquisa, será outra coisa. Porque a prática não muda; o que muda são os embustes”, afirmou.

O superintendente ressaltou, ainda, a parte comportamental da pesquisa que captou diferenças de atitudes dos investidores. Aqueles que foram vítimas de golpes financeiros achavam que era bom investir em algo não regulado porque tinha retorno financeiro maior.

Entre as vítimas, houve mais concordância com a afirmação de que é mais difícil obter um bom patrimônio apenas trabalhando. Da mesma forma, consideravam que não eram suficientemente recompensadas pelo seu trabalho do que os investidores não vítimas.

“Estão buscando um retorno maior para compensar aquilo que eles não são recompensados no trabalho”. Essas pessoas estão mais atentas a oportunidades de investimentos que ninguém conhece, completou. Essa é a média, afirmou.

Perfis

Foram notados no levantamento da CVM alguns perfis de vítimas. O primeiro engloba aqueles que pagam para ver, estão dispostos a entrar em mercados não regulados, investem em pequeno valor para testar. À medida em que a vítima vai adquirindo confiança, ela vai aumentando a aposta.

“Essas, geralmente, são as pessoas que perdem mais porque, quando a pirâmide desmorona, o capital investido foi bem maior”. Outras vítimas são movidas pela confiança e acabam enganadas. Acreditam em um site bem organizado e tiveram indicação de um amigo de um círculo de relacionamento, que diz que aquilo está dando certo. “Em geral, esse esquema tem uma rentabilidade mais modesta de 2% a 3% ao mês, o que é muito dinheiro”, afirmou.

Um terceiro grupo abrange os entusiastas do mercado financeiro, com perfil aberto a novas oportunidades. “Eles acham que entendem e confiam. Estudam a opção e investem. Esses, em geral, optam por não denunciar. Ficam mais envergonhados, é o que a gente estimou. Reclamam com quem lhes apresentou a novidade. Eu conheço casos de pessoas que pagaram às vítimas. Indenizaram o que o fraudador verdadeiro levou”, declarou o superintendente.

Na avaliação de José Alexandre, as pessoas, na verdade, têm a crença de que a falta de regulação da CVM representa uma maior oportunidade de ganho e, muitas vezes, não identificam o elemento que sinaliza que aquele investimento era fraudulento. A maioria das vítimas já fazia algum investimento, tinha familiaridade com os conceitos financeiros e se considerava, de alguma forma, conhecedora do mercado. “As vítimas talvez caíssem nos golpes por necessidade financeira e não eram completamente novatas em termos de investir no mercado”, contou.

Entre os aspectos que contribuíram para que as pessoas caíssem no golpe, as respostas mais frequentes foram aparência do site transmitindo confiança (39,9%), outros familiares ou amigos já haviam feito o investimento (38,8%), bom atendimento por parte dos profissionais (35,4%), pequeno investimento exigido (30,9%) e desconhecimento da modalidade do golpe (24,7%).

Não vítimas

Entre as não vítimas, foi percebida maior complexidade. O portfólio tem mais ativos, é mais refinado e diversificado de investimentos que as vítimas de fraude. Quem não caiu em golpes investe mais em ações, fundos de investimento, FII (fundos de investimento imobiliário), previdência privada, CDB (certificados de depósito bancário), LCI/LCA (Letra de Crédito Imobiliário e Letra de Crédito do Agronegócio).

José Alexandre reforçou que nem todas as oportunidades de investimento são reguladas. No caso das não reguladas, ele acha importante ter uma atitude bastante criteriosa na análise, buscando informações e, inclusive, reclamações, pesquisando a empresa para saber o índice de respostas que ela tem e se as pessoas estão satisfeitas. “Há plataformas sérias ofertando moedas digitais, mas há outros casos em que isso não acontece”, revelou.

Para investimentos no mercado de capitais, o principal é olhar se o ofertante tem registro na CVM ou é regulado pelo Banco Central. “Quem está fazendo um investimento quer uma proteção maior que tenha uma regulação que possa reclamar à CVM, deve consultar o nosso cadastro, verificar e, se não tiver registro, deve reclamar, buscar o nosso serviço de atendimento ao cidadão”. No canal de deliberações da comissão estão registradas as ofertas irregulares.

“De forma geral, devem desconfiar dessas promessas elevadas de rentabilidade, desconfiar especialmente da pressão para investir tipo é agora ou nunca”. Nesse caso, a pessoa está sendo empurrada para tomar uma decisão impulsiva, sem direito de arrependimento.

“Isso é um reconhecimento de que a pessoa pode tomar uma decisão irrefletida. Então, pressão para decidir naquele momento é uma bandeira vermelha”, opinou. O superintendente sustentou que não há rentabilidades mirabolantes. Ele alertou, ainda, para oportunidades muito inovadoras nas quais a pessoa não consegue entender no que está investindo e de onde vem a rentabilidade. “Pode não ser uma fraude mas, certamente, não é um produto para você”, concluiu. Agência Brasil

Economia

Empresas do Simples continuarão isentas em dividendos, diz relator

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Deputado Celso Sabino (PSDB-PA), relator da proposta que altera as regras do Imposto de Renda e passa a tributar dividendos, anunciou a mudança no texto após reunião com o ministro Paulo Guedes

O deputado Celso Sabino (PSDB-PA), relator da proposta da reforma tributária que altera a tabela do Imposto de Renda, anunciou, nesta quarta-feira (28/7), que as empresas cadastradas no Simples Nacional

(crédito: Divulgação/Câmara dos Deputados)

permanecerão isentas de tributos na distribuição de dividendos. A tributação de dividendos — defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, para onerar acionistas de grandes empresas —, não foi bem recebida por empresários e houve pressão sobre o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

“O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, tem recebido muitas demandas justas das empresas cadastradas no Simples Nacional. Nós trouxemos essa proposta que chegou à Câmara pelas mãos do deputado Lira ao ministro da Economia e nós vamos retirar do texto o fim da isenção da taxação de lucros e dividendos distribuídos por empresas cadastradas no Simples Nacional. Ou seja, permanecerão isentos, beneficiando milhares de pessoas, cerca de 5 milhões de empresas que estão cadastradas hoje no Simples Nacional”, disse Sabino, após reunião com o ministro Paulo Guedes.

Em seu Twitter, Lira também falou sobre a isenção de empresas do Simples Nacional ao afirmar que elas “são um dos pilares da nossa economia e da geração de empregos”.

O relator comentou que estão “avançando, também, em relação aos lucros e dividendos distribuídos por todas as micro e pequenas empresas”. “Estamos fechando as contas e há possibilidade de aumentarmos a isenção hoje prevista em R$ 20 mil para as micro e pequenas empresas. O cálculo está sendo fechado junto ao secretário da Receita, José Barroso Tostes”, pontuou.

A mudança na isenção das empresas do Simples foi criticada por parlamentares. Em seu perfil no Twitter, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a decisão do relator e da equipe econômica mantém privilégios. Ele acredita que, nesse ritmo, empresas que fazem parte do regime de Lucro Presumido também serão isentas — o que resultaria em menos dinheiro para o novo Bolsa Família.

Já o deputado Alexis Fonteyne (Novo-SP), ferrenho defensor da reforma tributária, viu com maus olhos a iniciativa de Celso Sabino e acredita que a isenção não era necessária. “Eu quero ver o texto final. É uma relatoria muito difícil, ele acaba tendo um desgaste pessoal e político grande. Eu falo que essa relatoria tem que ser dada para alguém corajoso que não queira ser reeleito. Porque aí você consegue fazer um texto que o Brasil precisa mesmo. Mas eu entendo que o Celso está tentando não levar pedrada”, comentou, ao Correio.

“As micro e pequenas empresas já estão tendo uma redução violenta de carga tributária em função da redução do IRPJ na parcela principal e não na adicional do IRPJ. Então, não faz o menor sentido. Já há uma redução significativa do IRPJ, não havia necessidade de fazer isso”, complementou.

Pressões

As pressões sobre Lira começaram no fim de junho, quando a proposta do Imposto de Renda foi apresentada pelo Ministério da Economia à Câmara. O texto estabelece uma cobrança de 20% de tributos na distribuição de dividendos. A ideia do governo é incentivar empresas a reinvestirem seus lucros. Especialistas em tributação, no entanto, apontam que essa estratégia não se reverte, necessariamente, em crescimento da economia, como argumentam Guedes e o relator.

Pelas contas de Sabino, as modificações feitas por ele resultavam, antes do anúncio desta quarta-feira, em uma queda de arrecadação na ordem de R$ 30 bilhões. Esse montante, segundo ele, seria compensado pelo crescimento da economia — algo que também gerou críticas de economistas e analistas, já que o relator não apresentou os cálculos.

Outros pontos

Além de tributar dividendos, o texto também estabelece novas alíquotas para diversos tipos de investimentos e altera o Imposto de Renda de pessoas físicas e jurídicas. No caso das pessoas jurídicas, após as modificações do relator, empresas passarão a pagar 2,5% no Imposto de Renda de Pessoas Jurídicas (IRPJ) — hoje essa alíquota é de 15%.

No caso das pessoas físicas, a faixa de isenção é alterada. Hoje, quem ganha até R$ 1,9 mil mensais é isento do IR. Com a proposta, serão isentos aqueles que recebem até R$ 2,5 mil por mês. Nas outras faixas, há uma redução das alíquotas. Por outro lado, a declaração simples do IR será limitada a aqueles que recebem até R$ 40 mil por ano (cerca de R$ 3,3 mil mensais). Quem está acima dessa faixa será obrigado a fazer a declaração completa e, com isso, pagará mais impostos.

Fonte: Correio Braziliense

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Economia

Novo Bolsa Família terá ‘maior valor possível’, afirma João Roma

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Programa de transferência de renda do governo federal que substituirá o Bolsa Família será anunciado no início de agosto, segundo o Ministro da Cidadania. Pagamentos começam em novembro deste ano

(Foto: Agência Brasil)

O ministro da Cidadania, João Roma, disse nesta quarta-feira (28/7) que a pasta planeja fixar “o maior valor possível” para o programa de transferência de renda do governo federal que substituirá o Bolsa Família. Roma não cravou um valor, mas disse que os R$ 300 citados pelo presidente Jair Bolsonaro são viáveis e que o pagamento pode ser “até maior”.

“O presidente falou em um aumento de cerca de 50% do valor atual. Nós pretendemos que chegue a isso e, talvez, até mais, mas tudo isso vai depender do entendimento, inclusive com a área econômica, no momento oportuno. Neste primeiro momento, o que nós precisamos fazer é a reestruturação dos programas. Existe toda uma operacionalização a ser feita”, afirmou, após uma reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

“A reunião com o ministro Guedes foi para tratar da finalização da reestruturação dos programas sociais do governo Bolsonaro, que nós pretendemos apresentar até o início do mês de agosto, através de uma Medida Provisória, buscando fortalecer o programa de transferência de renda, ampliando a quantidade de beneficiários, mas tornando esses programas não apenas uma teia de proteção para a população em situação de vulnerabilidade, como também propiciando novas ferramentas para que essas pessoas possam, sim, alcançar uma melhor qualidade de vida”, disse.

Datas

Ele detalhou que a ideia do governo é criar um único programa que deve unir iniciativas já existentes, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), e incluir projetos de capacitação profissional dos beneficiários. Roma pontuou que o pagamento do auxílio emergencial será feito até outubro. Em novembro deve entrar em vigor a reformulação dos programas sociais do governo, com o início dos pagamentos.

Fonte: Correio Braziliense

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Investidores estrangeiros ensaiam retirada de mercados emergentes, como o Brasil

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Saída de recursos em julho foi motivada pelo clima de incerteza em relação ao momento em que juros podem subir nos EUA

Investidores estrangeiros apontam que os países emergentes são considerados como mais arriscados – (crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Enquanto os Estados Unidos voltam a obrigar o uso de máscaras em lugares fechados diante do avanço da variante Delta da covid-19 pelo mundo, crescem as incertezas no mercado de ações devido à expectativa de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) vai dar alguma sinalização de quando poderá mudar a atual política de compras de títulos no mercado e começar a subir os juros. Nesta quarta-feira, ocorre mais uma reunião do Fomc (comitê de política monetária do Fed). Nesse cenário, investidores estrangeiros ensaiam uma retirada dos mercados emergentes considerados mais arriscados, inclusive, do Brasil, enquanto as bolsas apresentam forte oscilação.

Uma amostra disso foi a saída líquida de R$ 5,6 bilhões de capital estrangeiro da Bolsa de Valores de São Paulo (B3) em julho, no acumulado até o dia 23. Foi o primeiro saldo negativo desde março, quando foram retirados R$ 4,6 bilhões. Com isso, a participação desses aplicadores na B3 passou de 49,6% para 47,6% entre junho e julho. Para Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos, a debandada deste mês é uma espécie de ensaio dos investidores sobre o que pode acontecer se o Fed der sinais claros de que pretende enxugar a liquidez do mercado. Atualmente, o órgão atua em sentido contrário, despejando US$ 120 bilhões por mês comprando títulos.

“No fim do mês passado, surgiu o sentimento de que está mais próxima uma alta de juros nos EUA, e de consequente enxugamento da liquidez global. Ao longo de julho, a preocupação de que fosse fechar tudo aumentou, por conta da variante Delta. Por enquanto, estão subindo apenas casos de covid-19, hospitalizações não. Então imagino que seja apenas uma cautela”, disse.

Na avaliação de Eduardo Velho, economista-chefe da JF Trust Gestora de Recursos, a saída de estrangeiros da Bolsa em julho foi pequena, se comparada com o que entrou em junho e nos dois meses anteriores. Conforme os dados da B3, o saldo líquido de compras e vendas de ações de estrangeiros na bolsa paulista está positivo em R$ 63,8 bilhões. “O cenário está ruim lá fora. O Fed está preso em uma armadilha de liquidez e não sabe como sair dela, mas, se olharmos o fluxo de entrada de capital estrangeiro na Bolsa, ele está positivo e em junho ficou em R$ 17 bilhões. Logo, o saldo negativo de julho não chega a ser uma fuga generalizada”, afirmou Velho. Contudo, ele reconheceu que o cenário de incertezas no país, com agravamento da crise política e da crise hídrica, pode contribuir para o aumento do risco no país e afugentar investidores.

Simone Pasianotto, economista-chefe da Reag Investimentos, destacou que há um cenário de insegurança no Brasil que leva muitas empresas e investidores a retirarem recursos do país. “No momento, o risco Brasil é muito grande, dos pontos de vista político, econômico e ambiental. A demora na recuperação econômica, a lentidão na vacinação e a crise política têm amedrontado as empresas. A conta de lucros reinvestidos no país também ficou negativa”, comentou.

Acompanhando o aumento das incertezas no cenário externo e a expectativa da reunião do Fed, a B3 encerrou ontem com queda de 1,1%, a 124.612 pontos. Enquanto isso, o dólar teve leve alta, de 0,06%, para R$ 5,17.

FMI: Brasil cresce mais, mas abaixo da média global

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou de 3,7% para 5,3% a previsão de crescimento do PIB do Brasil neste ano. Com a revisão, a estimativa ficou em linha com as projeções do mercado, mas ainda abaixo do esperado para a economia global, que deve crescer 6%. Para 2022, o fundo reduziu de 2,6% para 1,9% a estimativas de expansão do país. A projeção para o desempenho da economia brasileira neste ano também é menor que a dos países emergentes, de 6,3%, e da América Latina, de 5,8%. De acordo com o FMI, as novas perspectivas apontam linhas divergentes de recuperação entre os países devido aos avanços desiguais da vacinação contra a covid-19.

Fonte: Correio Braziliense

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Economia

Revisão de 170 mil benefícios do INSS começa em agosto

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Segurados do antigo auxílio-doença têm prazo para agendar perícia

© Marcello Casal JrAgência Brasil

Cerca de 170 mil segurados da Previdência Social que recebem benefícios por incapacidade temporária – o antigo auxílio-doença – devem ficar atentos para agendar nova perícia médica. Os prazos para fazer o agendamento começam a expirar em agosto. Quem não tomar a providência corre o risco de ter o pagamento suspenso.

Desde o início de julho, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começou a enviar cartas para segurados que não realizam perícia médica há mais de seis meses. Quem recebe a convocação tem 30 dias, a contar da data de recebimento notificada pelos Correios, para agendar o procedimento.

O INSS poderá também convocar as revisões utilizando a rede bancária, considerando o órgão pagador do benefício, quando esse tipo de notificação for disponível. Estão previstas ainda as convocações por meio eletrônico ou edital em Diário Oficial.

A revisão em benefícios por incapacidade temporária segue até dezembro, quando todas as convocações já devem ter sido expedidas. As revisões serão realizadas por peritos médicos federais em horários extraordinários.

Segundo o INSS, das 724 agências da Previdência que possuem serviço de perícia médica 619 estão funcionando e 2.549 peritos médicos estão com as agendas abertas para atendimento. O tempo médio entre o agendamento e a realização da perícia médica está em 39 dias.

Revisão administrativa

Em outra frente, o INSS leva adiante também as revisões administrativas de benefícios, que são feitas com regularidade. Na atual etapa, a previsão é que 1,7 milhão de segurados recebam a convocação para regularizar alguma pendência de documentação identificada pelo INSS.

Desde setembro do ano passado, foram enviadas 732.586 cartas para revisão administrativa de benefícios com pendências documentais identificadas pelo INSS.

Quem recebe o aviso de revisão administrativa tem o prazo de 60 dias para regularizar a documentação solicitada e manter o pagamento regular do benefício. O INSS incentiva que o envio de documentos seja realizado por meio do Meu INSS (site ou aplicativo), no campo Atualização de Dados de Benefício.

É possível fazer a regularização também presencialmente. Para isso, o segurado deve ligar para o telefone 135 e escolher a opção Entrega de Documentos por Convocação e agendar atendimento na agência do INSS mais próxima de sua residência.

O INSS alerta que, em qualquer caso, as convocações são feitas somente pelos Correios, motivo pelo qual o segurado deve sempre manter seu endereço atualizado junto à Previdência Social.

Agência Brasil

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Economia

Contas externas têm saldo positivo de US$ 2,79 bilhões em junho

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Déficit na conta de serviços manteve trajetória de retração, diz BC

© Tânia Rêgo/Agência Brasil

As contas externas tiveram saldo positivo de US$ 2,791 bilhões em junho, informou hoje (27) o Banco Central (BC). No mesmo mês de 2020, também houve superávit de US$ 3,056 bilhões nas transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda com outros países.

De acordo com o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, o resultado é ligeiramente inferior ao registrado no ano passado em razão do aumento do déficit na conta de serviços, em especial de viagens, e do aumento das despesas líquidas com rendas primárias (lucros e dividendos). “E esses dois fatores foram contrabalançados pelo aumento do superávit comercial”, explicou.

“Tanto o aumento dos déficits com viagens quanto com lucros e dividendos são consistentes com a trajetória de recuperação da economia [após os efeitos críticos da pandemia de covid-19]”, complementou Rocha, no caso, o aumento da demanda por serviços, com as viagens de brasileiros para fora do país, e das transações de empresas estrangeiras no país que remetem lucros ao exterior.

Em 12 meses, encerrados em junho, houve déficit em transações correntes de US$ 19,637 bilhões, 1,27% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país), ante o saldo negativo de US$ 19,372 bilhões (1,27% do PIB) em maio de 2021 e déficit de US$ 53,751 bilhões (3,25% do PIB) no período equivalente terminado em junho de 2020.

No acumulado do ano, o déficit é de US$ 6,975 bilhões, contra saldo negativo de US$ 13,261 bilhões de janeiro a junho de 2020.

Balança comercial e de serviços

Segundo o BC, as exportações de bens totalizaram US$ 29,100 bilhões em junho, aumento de 65,4% em relação a igual mês de 2020. As importações somaram US$ 21,812 bilhões, incremento de 81,1% na comparação com junho do ano passado. Com esses resultados, a balança comercial fechou com superávit de US$ 7,288 bilhões no mês passado, ante saldo positivo de US$ 5,878 bilhões em junho de 2020.

A autarquia destacou , no mês passado, o registro de exportações de US$ 791 milhões (US$ 37 milhões em junho de 2020) e de importações de US$ 2,5 bilhões (US$ 221 milhões em junho de 2020) no âmbito do Repetro. O Repetro é o regime aduaneiro especial, que suspende a cobrança de tributos federais, de exportação e de importação de bens que se destinam às atividades de pesquisa e de lavra das jazidas de petróleo e gás natural, principalmente as plataformas de exploração.

O déficit na conta de serviços (viagens internacionais, transporte, aluguel de equipamentos, entre outros) manteve a trajetória de retração, com saldo negativo de US$ 1,614 bilhão em junho, ante US$ 1,041 bilhão em igual mês de 2020.

No caso das viagens internacionais, as receitas de estrangeiros em viagem ao Brasil chegaram a US$ 228 milhões, enquanto as despesas de brasileiros no exterior ficaram em US$ 449 milhões. Com isso, a conta de viagens fechou o mês com déficit de US$ 221 milhões, ante déficit de US$ 72 milhões em junho de 2020.

De acordo com Rocha, esta é uma conta muito sensível aos efeitos da pandemia e das taxas de câmbio. Após uma longa redução das viagens de brasileiros ao exterior, agora vê-se o aumento de tais despesas, o maior desde março de 2020, mês já impactado pela pandemia, que foi de US$ 612 milhões.

Por outro lado, lembrou Rocha, no ano de 2019 , essas despesas chegavam, em média, a US$ 1,5 bilhão. “O resultado mostra que há recuperação, mas ainda muito longe dos padrões pré-pandemia, na conta de viagens internacionais.”

Rendas

Em junho de 2021, o déficit em renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários) chegou a US$ 3,119 bilhões, contra US$ 2,011 bilhões no mesmo mês de 2020. No caso dos lucros e dividendos, houve aumento do déficit de US$ 228 milhões para US$ 1,584 bilhão na comparação interanual do mês de junho, o que, segundo Rocha, também aponta para a normalização da atividade econômica.

Ele explicou que essa conta sempre é deficitária, já que há mais investimentos de estrangeiros no Brasil, que remetem os lucros para fora do país, do que de brasileiros no exterior, e que receitas e despesas estão crescendo em relação aos patamares muito baixos do ano passado. “Dessa forma, devemos esperar maior contribuição dos lucros e dividendos para a redução do superávit corrente à medida que a economia se recupera”, disse.

A conta de renda secundária (gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens) teve resultado positivo de US$ 235 milhões, contra US$ 229 milhões em junho de 2020.

Investimentos

Os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 174 milhões no mês passado, ante US$ 5,165 bilhões em junho de 2020. O BC destaca que houve ingressos líquidos de US$ 2,468 bilhões em participação no capital. Por outro lado, as saídas líquidas em operações intercompanhia (como o pagamento de empréstimos da filial no Brasil para a matriz no exterior) somaram US$ 2,294 bilhões.

Além disso, de acordo com Rocha, a conta de lucros reinvestidos no país também foi menor, o que contribui para a redução do IDP. Para o diretor do Departamento de de Estatísticas do BC, esses fatores são normais nas empresas estrangeiras, que podem remeter os lucros para a matriz ou reinvestir no Brasil, e acontecem algumas vezes dentro da série histórica.

Nos 12 meses encerrados em junho de 2021, o IDP totalizou US$ 46,629 bilhões, correspondendo a 3,02% do PIB, em comparação a US$ 51,619 bilhões (3,38% do PIB) no mês anterior e US$ 65,826 bilhões (3,98% do PIB) em junho de 2020.

Quando o país registra saldo negativo em transações correntes, precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o IDP, porque os recursos são aplicados no setor produtivo e costumam ser investimentos de longo prazo. Para o mês de julho de 2021, a estimativa do Banco Central para o IDP é de ingressos líquidos de US$ 4,7 bilhões.

O estoque de reservas internacionais atingiu US$ 352,486 bilhões em junho de 2021, diminuição de US$ 962 milhões em comparação ao mês anterior. O resultado decorreu de retornos líquidos de US$ 870 milhões em linhas com recompra e variações negativas de US$ 1,880 bilhão e de US$ 580 milhões em paridades e preços, respectivamente. A receita de juros atingiu US$ 423 milhões.

Revisão 2020

Nesta terça-feira, o BC também apresentou os resultados da pesquisa de Capitais Brasileiros no Exterior (CBE) do ano passado, com um estoque de US$ 558 bilhões de investimentos brasileiros fora do país em 31 de dezembro de 2020. A partir desses e de outros dados, o BC faz a revisão das estatísticas do setor externo.

Para o ano de 2020, o efeito líquido total desta revisão ordinária elevou em US$ 1,8 bilhão o déficit em transações correntes, de US$ 24,1 bilhões (1,7% do PIB) para US$ 25,9 bilhões (1,8% do PIB).

O déficit na conta de renda primária de 2020 foi revisado de US$ 38,2 bilhões para US$ 39,7 bilhões. O BC destaca os lucros de investimento direto no exterior (receita de lucros) e no Brasil (despesa de lucros). De acordo com Rocha, os dados indicam que os efeitos da pandemia foram menores do que as estimativas anteriores, especialmente na lucratividade das empresas brasileiras que atuam no exterior.

As receitas somaram US$ 13,1 bilhões em 2020, US$ 9,7 bilhões acima da estimativa de US$ 3,4 bilhões anterior ao resultado do CBE anual em 2020. As estimativas das despesas de lucros de investimento direto foram revisadas para US$ 28,8 bilhões em 2020, US$ 10,8 bilhões acima da estimativa de US$ 17,9 bilhões.

A revisão também aumentou em US$ 10,5 bilhões o ingresso líquido de IDP em 2020, de US$ 34,2 bilhões (2,4% do PIB) para US$ 44,7 bilhões (3,1% do PIB), fundamentalmente em função do maior volume de lucros reinvestidos pelas empresas estrangeiras no país. Agência Brasil

 

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Economia

Vendas do Tesouro Direto têm segundo melhor nível para meses de junho

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Títulos mais procurados foram os vinculados à inflação

Moeda Nacional, Real, Dinheiro, notas de real,Cédulas do real © Marcello Casal JrAgência Brasil

As vendas de títulos públicos a pessoas físicas pela internet somaram R$ 2,34 bilhões em junho, divulgou hoje (27) o Tesouro Nacional. O volume do Tesouro Direto é o segundo maior da história para o mês, perdendo apenas para junho de 2019 (R$ 2,68 bilhões).

Os títulos mais procurados pelos investidores foram os vinculados à inflação (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA), cuja participação nas vendas atingiu 43,4%. Os títulos corrigidos pela taxa Selic (juros básicos da economia) corresponderam a 42,8% do total, enquanto os prefixados, com juros definidos no momento da emissão, foram 13,8%.

As recentes altas da Selic voltaram a atrair o interesse dos investidores. Em maio, as vendas desse tipo de papel estavam em 36,3%. Em contrapartida, as vendas de papéis prefixados, que representavam 17,1% em maio, tiveram forte queda.

Por causa da pandemia de covid-19, o Banco Central (BC) tinha diminuído a Selic para 2% ao ano, no menor nível da história. Com os aumentos desde março, os juros básicos estão atualmente em 4,25% ao ano.

O estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 66,35 bilhões no fim de junho, aumento de 2,1% em relação ao mês anterior (R$ 65,01 bilhões) e de 7,4% em relação a junho do ano passado (R$ 61,77 bilhões). Essa alta ocorreu porque as vendas superaram os resgates em R$ 807,1 milhões no mês passado.

Investidores

Quanto ao número de investidores, 501.242 novos participantes se cadastraram no programa no mês passado. O total de investidores atingiu 11.495.273. Nos últimos 12 meses, o número de investidores acumula alta de 55,1%. O total de investidores ativos (com operações em aberto) chegou a 1.558.647, aumento de 20% em 12 meses.

A utilização do Tesouro Direto por pequenos investidores pode ser observada pelo considerável número de vendas de até R$ 5 mil, que correspondeu a 85,2% do total de 331.827 operações de vendas ocorridas em junho. Só as aplicações de até R$ 1 mil representaram 66,2%. O valor médio por operação foi de R$ 5.617,10.

Os investidores estão preferindo papéis de curto e médio prazos. As vendas de títulos com prazo entre 1 e 5 anos representaram 33,9% e aquelas com prazo entre 5 e 10 anos, 52,5% do total. Os papéis de mais de dez anos de prazo representaram 13,6% das vendas.

O balanço completo do Tesouro Direto está disponível na página do Tesouro Transparente.

Captação de recursos

O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas adquirissem títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, via internet, sem intermediação de agentes financeiros.

O aplicador só precisa pagar uma taxa para a corretora responsável pela custódia dos títulos. Mais informações podem ser obtidas no site do Tesouro Direto.

A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, índices de inflação, câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis prefixados. Agência Brasil

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