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sexta-feira, 13/03/2026




Homem admite matar ex-mulher e é preso em São Bernardo do Campo

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A Polícia Civil de São Bernardo do Campo prendeu temporariamente nesta quinta-feira (12) Luciano de Souza, 32 anos, após confessar que matou sua ex-companheira, Sabrina Cândido Pontes, 24 anos. O caso foi registrado como feminicídio e ocultação de cadáver.

Sabrina tinha dois filhos pequenos, de 2 e 4 anos, fruto de um relacionamento de 12 anos com Luciano. Eles estavam separados há cerca de um mês quando o crime aconteceu. O motivo do assassinato foi a recusa dela em voltar para o casamento, conforme confessado pelo suspeito.

Antes de se entregar, Luciano havia registrado um boletim de desaparecimento para Sabrina, que sumiu no dia 6 de março, tentando aparentar que estava colaborando com as buscas. Sob pressão da investigação, ele voltou à delegacia e revelou que deixou o corpo dela em uma área de mata perto de uma estrada na região do Riacho Grande, próximo à Represa Billings.

Durante o desaparecimento, mensagens foram enviadas pelo celular de Sabrina, sugerindo que ela estava bem e em outro lugar. A polícia acredita que o ex-companheiro usou inteligência artificial para produzir áudios falsos e enganar a família.

Esse crime acontece em um momento em que os casos de feminicídio aumentam no estado de São Paulo. Em 2025, foram contabilizadas 270 vítimas de violência contra a mulher, o maior número desde 2018. Este número representa um aumento de 6,7% em comparação a 2024, que teve 253 casos registrados, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Janeiro de 2025 foi o mês mais violento para mulheres no estado desde que os registros começaram, com 27 feminicídios, quase um caso por dia. Na capital paulista, uma em cada cinco vítimas (21,7%) possuía medida protetiva, conforme dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) divulgados em março.

Entre setembro de 2023 e março de 2025, São Paulo registrou 83 feminicídios, dos quais 18 tinham medida protetiva urgente (MPU). Em uma análise nacional de 1.127 feminicídios em 16 estados, 148 mulheres (13,1%) foram assassinadas mesmo com MPU em vigor. As informações foram divulgadas pela Agência Brasil.




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