O Hospital e Centro de Reabilitação da Fauna Silvestre do Distrito Federal (Hfaus) iniciou o ano de 2026 atendendo cerca de 100 casos e já realizou as primeiras liberações de animais recuperados nesta quinta-feira (8). Entre os animais tratados na unidade do Governo do Distrito Federal (GDF) estão um filhote de bugio debilitado, várias aves e um jacaré que foi resgatado em Planaltina, após ficar preso em uma piscina de uma residência.
O réptil chegou ao hospital desidratado e com hipotermia, mas já está estabilizado e pronto para voltar ao seu habitat natural. Todos os animais foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), vinculado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para os procedimentos necessários antes da reintrodução.
Nos primeiros dias de 2026, quase 100 animais, incluindo aves, mamíferos e répteis, receberam cuidados no Hfaus. Em 2025, a unidade realizou cerca de 3 mil atendimentos, reafirmando sua importância para a preservação da fauna silvestre no Distrito Federal e regiões próximas.
O biólogo e coordenador Thiago Marques ressalta a relevância da cooperação entre a população, a Polícia Ambiental, os Bombeiros e órgãos como o Cetas. “Somos o primeiro hospital público dedicado exclusivamente ao atendimento de animais silvestres, e isso nos enche de orgulho, mas nada seria possível sem o esforço conjunto”, destaca.
No hospital, os animais recebem cuidados especializados, incluindo atendimento clínico, alimentação adequada e estímulos ambientais para manter seus comportamentos naturais. Após a alta, eles são colocados em quarentena no Cetas, onde são avaliados para liberação se mostrarem autonomia.
Marques explica que muitos animais chegam com problemas aparentes, mas durante a triagem são descobertas outras condições, como parasitas em um cachorro-do-mato resgatado. Atividades humanas muitas vezes forçam esses animais a se deslocarem para áreas urbanas, aumentando a necessidade de resgates.
