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Guaidó suspende grupo de deputados por suspeita de corrupção

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Parlamentares são acusados de tentar favorecer empresário colombiano; denúncias prejudicam oposição a Nicolás Maduro

O líder da Assembleia Nacional da Venezuela e autoproclamado presidente interino Juan Guaidó em coletiva de imprensa em Caracas – 01/12/2019 (YURI CORTEZ/AFP)

O líder da Assembleia Nacional da Venezuela e autoproclamado presidente interino Juan Guaidó anunciou neste domingo 1 a suspensão de um grupo de deputados da oposição que supostamente estão envolvidos em um caso de corrupção.

Uma investigação jornalística publicada pelo site Armando.Info acusa nove deputados – alguns da Comissão de Controladoria da Assembleia – por manobras em favor do empresário colombiano Carlos Lizcano, vinculado a um programa de Nicolás Maduro para distribuir alimentos subsidiados.

Lizcano é identificado pelo portal como “subalterno” de outros dois empresários colombianos, Alex Saab e seu sócio Álvaro Pulido, sancionados em 25 de julho pelos Estados Unidos após serem acusados de cobrar sobrepreços em suas importações de alimentos para os chamados Comitês Locais de Abastecimento e Produção (CLAP).

Saab e Pulido enfrentam acusações da justiça americana por lavagem de dinheiro proveniente do plano de Maduro, que a oposição denuncia como estratégia de controle social.

Os legisladores, de acordo com a investigação, enviaram mensagens às autoridades da Colômbia e dos Estados Unidos para livrar Lizcano de responsabilidade nos crimes de Saab e Pulido.

“Não permitirei que a corrupção ponha em risco tudo o que sacrificamos (…) nem ao regime nem a um pequeno grupo de imorais que querem fraturar os venezuelanos. Não vamos encobrir os crimes de ninguém”, reagiu Guaidó, após ordenar a abertura de uma investigação contra os parlamentares.

O autorpoclamado presidente também esclareceu que, de acordo com o Regimento da Assembleia Nacional, os acusados só deixarão de ser deputados quando a sua imunidade parlamentar for suspensa e isso dependerá do resultado das investigações. Ele ainda decretou a invalidade de qualquer documento que tenha sido apresentado regularmente ou irregularmente pela Comissão de Controladoria.

No sábado, em uma carta endereçada a Guaidó, o legislador Freddy Superlano renunciou à presidência da Comissão para “facilitar as investigações”.

No domingo, os principais partidos da oposição – Vontade Popular e Primeiro Justiça – excluíram de suas bancadas legislativas cinco deputados citados pelo Armando.Info. Os demais fazem parte de outros partidos.

Também anunciaram investigações internas para determinar “responsabilidades” e possíveis “sanções”.

Outros casos

Mas este não é o único caso que prejudica a oposição. Na sexta-feira 29, depois que Guaidó o demitiu como embaixador na Colômbia, Humberto Calderón Berti acusou representantes do líder opositor da má administração dos recursos destinados à manutenção dos 148 soldados que desertaram em fevereiro em apoio ao chamado governo interino e que fugiram para a Colômbia.

“As autoridades colombianas me alertaram e me mostraram documentos sobre prostitutas, bebidas alcoólicas, coisas impróprias”, disse Calderón Berti a repórteres, indicando que sua relação com Guaidó foi rompida há meses.

O ex-chanceler venezuelano (1992) absteve-se de culpar o chefe parlamentar. Também não precisou os nomes dos envolvidos.

Em 6 de novembro, o deputado opositor José Guerra havia denunciado “subornos” a colegas, sem dar detalhes.

“Não há osso saudável, as acusações vão e vêm”, escreveu no Twitter Diosdado Cabello, presidente da governista Assembleia Constituinte, que na prática assumiu as atribuições do Parlamento de maioria opositora

Os escândalos explodiram no momento em que Guaidó tenta, sem muito sucesso, reativar os protestos contra Maduro.

Em 5 de janeiro, ele terminará seu mandato à frente da Assembleia. Embora existam acordos para sua continuidade, grupos minoritários criticam sua estratégia contra o chavismo e outros estão em negociações com Maduro.

(Com EFE e AFP)

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Explosão de gás deixa 8 mortos em resort de esqui na Polônia

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Corpos de quatro crianças e quatro adultos, que provavelmente eram de duas famílias, foram encontrados sob os escombros do resort em Szczyrk

Polônia: desabamento de prédio provocou uma explosão de gás e matou oito pessoas em um resort (Radio Bielsko/Reuters)

O desabamento de um prédio de três andares provocado por uma explosão de gás matou oito pessoas em um resort polonês de esqui na quarta-feira, disseram autoridades locais nesta quinta.

Os corpos de quatro crianças e quatro adultos, que provavelmente eram de duas famílias, foram encontrados sob os escombros do resort em Szczyrk, cidade no sul da Polônia.

Cerca de 200 pessoas, incluindo bombeiros e policiais, participaram do resgate.

A operação de busca será reduzida nesta quinta-feira, disseram autoridades, e máquinas pesadas foram trazidas para vasculhar os escombros. Não se espera encontrar mais vítimas.

“É uma operação muito difícil. Não me lembro de um número tão alto de mortes em uma explosão de gás”, disse o chefe do Corpo de Bombeiros da região, Jacek Kleszczewski.

Uma empresa local de gás informou que a explosão provavelmente fou causada por um buraco na instalação.

 

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Membro da Marinha dos EUA mata duas pessoas na base de Pearl Harbor

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Funcionários da base disseram que as vítimas eram civis que trabalhavam para o Departamento de Defesa

Pearl Harbor: incidente ocorreu três dias antes do 78º aniversário do ataque de 7 de dezembro de 1941 à base naval (Hugh Gentry/Reuters)

Um militar da Marinha dos Estados Unidos matou a tiros dois civis que trabalhavam na histórica base de Pearl Harbor, no Havaí, na noite de quarta-feira, e feriu um terceiro antes de se matar, disseram autoridades militares.

As autoridades não identificaram as vítimas ou o atirador, descrito por uma testemunha como vestindo um uniforme da Marinha norte-americana, mas a mídia local informou que todos eram homens.

Funcionários da base disseram que as vítimas eram civis que trabalhavam para o Departamento de Defesa.

A motivação do atirador não estava imediatamente clara.

Ele morreu de “um aparente ferimento à bala auto-infligido”, e a terceira vítima estava em condições estáveis no hospital, disseram autoridades militares em entrevista coletiva.

“Confirmamos que duas (vítimas) estão mortas”, disse o comandante regional, contra-almirante Robert Chadwick.

O atirador “foi provisoriamente identificado como um marinheiro de serviço ativo designado para o USS Columbia SSN 771”, acrescentou.

O incidente ocorreu três dias antes do 78º aniversário do ataque de 7 de dezembro de 1941 à base naval, que levou os Estados Unidos a declararem guerra ao Japão e a entrar na Segunda Guerra Mundial.

A base, uma instalação combinada da Força Aérea e da Marinha dos EUA, localizada a 13 quilômetros da capital do Havaí, Honolulu, foi colocada em isolamento por cerca de duas horas após o incidente, sendo liberada e reaberta no final da quarta-feira.

Um porta-voz da Casa Branca disse que o presidente Donald Trump foi informado sobre o incidente.

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Fraude eleitoral na Bolívia a favor de Morales foi “imensa”, diz OEA

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Relatório de quase 100 páginas descreveu várias violações, incluindo o uso de um computador secreto concebido para fazer a votação pender para Morales

Evo Morales: líder de esquerda carismático e o primeiro presidente indígena da Bolívia, (David Mercado/Reuters)

Santiago — A Organização dos Estados Americanos (OEA) publicou na quarta-feira detalhes de medidas apontadas como “deliberadas” e “mal-intencionadas” para fraudar a eleição boliviana de outubro a favor do então presidente Evo Morales, que renunciou e deixou a nação andina em meio a uma crise política.

Um relatório de quase 100 páginas da OEA descreveu várias violações, incluindo o uso de um servidor de computador secreto concebido para fazer a votação pender para Morales.

Líder de esquerda carismático e o primeiro presidente indígena da Bolívia, Morales tentou a reeleição apesar de um referendo de 2016 que rejeitou uma proposta para lhe permitir concorrer a um quarto mandato consecutivo.

Ele pôde se candidatar depois que um tribunal repleto de figuras leais lhe deu sinal verde para concorrer indefinidamente.

“Dados os imensos indícios que encontramos, podemos confirmar uma série de operações mal-intencionadas que visaram alterar a vontade dos eleitores”, disse o relatório da OEA.

Entres as descobertas da OEA estão “ações deliberadas para manipular o resultado da eleição” que tornam “impossível validar” os resultados oficiais, segundo o relatório.

Morales fugiu para o México pouco após a divulgação do relatório inicial da OEA, no início de novembro. Ele descreveu as alegações de fraude eleitoral como um golpe político, dizendo que a OEA está “a serviço do império norte-americano”.

No final de novembro, o Congresso boliviano sancionou uma legislação para anular as eleições contestadas e abrir caminho para uma nova votação sem Morales, um grande avanço na crise política.

Ex-parlamentar conservadora, a presidente interina, Jeanine Áñez, também prometeu novas eleições.

 

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