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quinta-feira, 15/01/2026

Gratuidade da justiça para pessoas com câncer, deficiência e autismo é aprovada

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Em Brasília

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que garante o direito à gratuidade da justiça para indivíduos com diagnóstico ou em fase de tratamento de câncer, pessoas com deficiência e aquelas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Atualmente, não existe uma lei que assegure automaticamente a gratuidade da justiça para esses grupos específicos. O benefício é regulado pelo Código de Processo Civil, sendo concedido com base na comprovação da ‘insuficiência de recursos’, ficando a critério do juiz analisar a situação financeira do requerente em cada caso.

A proposta está prevista no Projeto de Lei 917/24, de autoria do deputado Luciano Galego (PL-MA). Conforme recomendação da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), a Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência aprovou o parecer com uma modificação.

A alteração sugerida pela relatora esclarece que o benefício abrange não somente os pacientes em tratamento contra o câncer, mas também aqueles que já receberam o diagnóstico e ainda não iniciaram a terapia.

‘Garantir a gratuidade da justiça a esses grupos elimina barreiras para o pleno acesso à justiça, essencial para o exercício da cidadania, beneficiando quem já enfrenta diversas limitações’, afirmou Laura Carneiro em seu parecer.

Foi também concluído que a proposta não gera impacto nas finanças federais.

Próximas etapas

O projeto possui caráter conclusivo e seguirá para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que a proposta se torne lei, é necessário que seja aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

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