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Gramado reabre restaurantes e hotéis, mas falta combinar com os turistas

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Um dos grandes polos de turismo do país volta à ativa depois de quase dois meses de quarentena. Ainda em marcha lenta, no entanto

OPERAÇÃO - Restaurante na cidade: limitação de clientes e protocolo rigoroso de higienização de mesas e cadeiras André Feltes/.

Após quase dois meses de quarentena, abriram-se em maio as portas dos hotéis da “Suíça brasileira”, como ficou conhecida a cidade de Gramado, naquelas hipérboles tão caras ao marketing turístico (a original europeia entrou no fim de abril para o clube de países que começaram a relaxar o isolamento). Um dos principais polos turísticos nacionais e no time de pioneiros a tentar a reabertura, o município da Serra Gaúcha tem quase 90% de sua economia atrelada ao movimento dos visitantes, e a retomada representa uma esperança de recuperar pelo menos uma parte dos significativos prejuízos acumulados com a pandemia. Na última sexta, 15, mesmo com o clima frio convidativo para uma fondue, o cenário por lá não parecia muito diferente do que se via no período fechado, com poucas pessoas circulando nas ruas. Durante o dia, filas apenas em postos de serviços como as agências de correios. À noite, restaurantes com luzes e velas acesas para jantares quase exclusivos, não por causa do distanciamento, mas pela baixa demanda.

A mesma doença que afastou o movimento de Gramado não gerou até agora grandes estragos sanitários na cidade de 36 000 habitantes. Até a terça passada, 19, o município contabilizava sete casos de coronavírus (cinco deles já curados) e nenhuma morte. Mesmo dentro desse contexto de baixa contaminação, a tentativa de trazer de volta os turistas é uma iniciativa delicada, pois pode provocar o efeito colateral da disseminação do vírus pela chegada dos “forasteiros”. Por isso a reabertura ocorre mediante alguns cuidados, que servem também para garantir aos visitantes que encontrarão por lá um ambiente seguro. Quem se hospedar em um dos hotéis mais sofisticados da cidade, o Saint Andrews, cuja arquitetura é uma réplica do castelo homônimo da Escócia, encontrará um “novo normal” com rigorosos protocolos de segurança e higiene. No check-in do endereço, com diária a partir de 1 600 reais, acompanhados dos mordomos, os hóspedes fazem uma visita e conhecem as normas vigentes. As refeições são servidas nas suítes ou pré-agendadas no restaurante, para que possam ser individuais. A limpeza conta com a ajuda de um superaspirador alemão, e as faxineiras gastam cerca de uma hora em cada suíte para a desinfecção de pisos, tapetes e cortinas. Dos dezenove quartos, apenas dez estão liberados. “Passamos por diversas crises no Brasil, mas nada assim”, afirma Guilherme Paulus, proprietário do Saint Andrews. Na rede Laghetto, com treze hotéis na Serra Gaúcha, o serviço de manobrista foi interrompido e a tradicional fartura dos bufês de café da manhã acabou sendo substituída pelo serviço à la carte.

CUIDADOS - O luxuoso Saint Andrews, com diária a partir de 1 600 reais: superaspirador alemão usado na limpeza dos quartos e refeições servidas apenas nas suítes ou pré-agendadas no restaurante André Feltes/.

Nesse novo cenário, Gramado precisa inverter a lógica de mercado. A hora é de motivar o turista, em vez de esperar a demanda quase automática da alta temporada. No lugar de diárias turbinadas, como é comum na estação mais fria, que costumava atrair 1,5 milhão de visitantes por mês, começaram a surgir promoções. Exemplo disso é a Laghetto, que reduziu entre 20% e 30% o preço das estadias. A expectativa é atrair um movimento mínimo, suficiente para manter os negócios em funcionamento. Nos últimos meses, ocorreram em Gramado cerca de 1 000 demissões e 1 600 contratos foram suspensos ou enquadrados na redução de salário. O montante de desligamentos equivale a quase 60% da força de trabalho de bares, restaurantes e hotéis.

Boa parte dos cortes se deu nos endereços gastronômicos. O Pastasciutta, por exemplo, eliminou mais da metade de seu quadro de colaboradores. Entre as duas unidades (uma cantina e um bistrô), os atuais 36 empregados se revezam em um horário de expediente reduzido, de forma a concentrar o atendimento em oito horas, para almoço e jantar. Aberto desde o dia 17 de abril, quando o município flexibilizou a quarentena para os restaurantes, o Pastasciutta oferece 69 dos seus 230 lugares de antes da pandemia. Só no quarto fim de semana após a retomada as unidades conseguiram se aproximar dos 80% de ocupação de sua nova capacidade máxima. “O retorno do cliente é gradativo”, afirma Angelita Ecker, proprietária do negócio. Sinal dos tempos: antes de consultarem o menu, os clientes acompanham da recepção o processo de higienização das mesas, cadeiras, louças e talheres.

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Casa de repouso é interditada em São Paulo após surto de coronavírus

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Dois moradores morreram e outros dez são suspeitos de terem sido infectados pelo novo coronavírus

Coronavírus: moradores da casa de repouso foram transferidos entre os dias 18 e 19 de maio (Yulia Shaihudinova/Getty Images)

Uma casa de repouso foi interditada esta semana pela Vigilância Sanitária no bairro do Limão, na zona norte de São Paulo. Dois moradores morreram e outros dez são suspeitos de terem sido infectados pelo novo coronavírus. Entre os funcionários, há quatro casos confirmados e outros cinco suspeitos, além de um óbito em investigação. Os residentes foram transferidos para unidades de saúde e casas de familiares entre os dias 18 e 19 de maio.

O espaço, que funcionava há cinco anos, já estava em processo de interdição por “irregularidades físicas, higienização precária e denúncias de negligência”, segundo nota da Secretaria Municipal de Saúde. Em uma entrevista à TV Globo, uma funcionária que não quis se identificar informou que os equipamentos de proteção eram reutilizados.

A proprietária do espaço, Regina Anis, disse que à emissora que quando a pandemia começou pediu para os funcionários economizarem o material, já que eles não estavam à venda nas farmácias.

No interior de São Paulo, já são 29 o número de idosos residentes em asilos que morreram após contrair a doença. Em todo o Estado, são quase 600 centros de acolhimento públicos ou conveniados, abrigando cerca de 20 mil idosos. O maior número de mortes aconteceu em Piracicaba, onde 13 idosos morreram com a doença em dois asilos.

O Estadão não conseguiu contato com os responsáveis pela casa de repouso.

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Auxílio emergencial: governo estuda pagar mais R$ 600 em três parcelas

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O governo estuda ampliar o benefício com um valor menor por mês até encontrar uma fonte de recursos para o aumento de gastos permanente

Auxílio emergencial: governo pretende unificar os programas sociais com o fortalecimento do Bolsa Família (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Para ganhar tempo até o desenho de uma nova política para os programas sociais do governo, uma das opções do ministro da Economia, Paulo Guedes, é dar mais uma parcela do auxílio emergencial de R$ 600, mas com o valor dividido ao longo de três meses. Essa é uma das opções que estão na mesa de negociação da equipe econômica.

Pelo cronograma atual, são previstas três parcelas do auxílio emergencial. Agora, o governo estuda ampliar o benefício, desde que o pagamento por mês seja menor.

Seria um modelo de transição até que possam ser reformulados os programas sociais e encontrada fonte de recursos para bancar o aumento de gastos permanentes. Uma negociação que terá de ser feita com o Congresso para não estourar o teto de gastos (mecanismo que proíbe o aumento das despesas acima da inflação) a partir do ano que vem, quando não haverá mais o orçamento de guerra (que livrou o governo de cumprir algumas das amarras fiscais para ampliar os gastos no combate à pandemia).

A ideia é unificar os programas sociais com o fortalecimento do Bolsa Família. A reformulação já estava em curso antes da pandemia e agora ganhou urgência.

O custo adicional da extensão do auxílio emergência ficaria em torno de R$ 35 bilhões a R$ 40 bilhões, diluído em três meses. Sem a ampliação, o benefício já terá impacto de R$ 124 bilhões nos cofres públicos.

Fontes da área econômica afirmam que a pressão pela extensão do programa nos moldes atuais é grande por conta do longo período do isolamento, mas não há recursos para bancar o acréscimo do programa de auxílio emergencial no valor de R$ 600 por mais tempo.

A pressão parte do Congresso, que tem apresentado propostas para a ampliação da rede de proteção social após a pandemia da covid-19, que diminuiu a renda da população e aumentou a pobreza no País.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, diz que é preciso encontrar o equilíbrio “delicado” do auxílio na fase pós-isolamento. Ele descarta, porém, estender o auxílio por três meses no valor de R$ 600. “Não tem condições de estender tanto tempo”, afirma a interlocutores.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ter a “impressão” de que será necessário prorrogar o pagamento do auxílio. Ele não deu detalhes de valores, nem do período pelo qual essa renda poderia ser prorrogada. “Não podemos esquecer que o auxílio emergencial é fundamental. Se a crise continuar ele vai ser tão importante como está sendo agora”, disse.

Segundo o presidente da Câmara, no entanto, é importante definir de onde sairão os recursos para evitar que sejam criadas novas despesas. “Já coloquei alguns parlamentares para estudar isso, para ter uma proposta que a gente possa fazer ao governo de, se necessário for, continuar com o programa.”

“Acima do previsto”

Em entrevista ao canal do YouTube do jornalista Magno Martins, o presidente Jair Bolsonaro disse que o pagamento do auxílio emergencial está “muito acima do previsto” e já contempla 51 milhões de brasileiros. “Entra a mãe solteira, outras pessoas e aí extrapola. E ainda querem prorrogar. Podem até prorrogar, agora paguem a conta depois. Subam de R$ 600 para R$ 10 mil e aí ninguém trabalha. Querem rodar dinheiro, mas aí depois vem a inflação”, disse Bolsonaro.

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Estudantes do ensino superior podem concorrer a vagas de estágios em cidades do Oeste Paulista

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São seis vagas para a região de Presidente Prudente. A bolsa-auxílio pode chegar a R$ 700.

Cidades do Oeste Paulista estão com 6 vagas de estágios disponíveis — Foto: Divulgação/Tjap

Cidades do Oeste Paulista estão com seis vagas de estágios disponíveis para estudantes do ensino superior. As vagas são intermediadas pelo Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee). As inscrições devem ser feitas pela internet.

Confira as oportunidades:

  • 1 vaga para estudantes do 1º ao 7º semestre de administração que residam em Rancharia. A bolsa-auxílio para 30 horas semanais é de R$ 700.
  • 1 vaga para alunos do 2º ao 7º semestre de comunicação social – publicidade e propaganda, que residam em Presidente Prudente, Presidente Venceslau ou região. Remuneração para 30 horas semanais varia de R$ 420 a R$ 650.
  • 1 vaga para estudantes do 3º ao 5º semestre de marketing e que morem em Presidente Venceslau ou região. A bolsa-auxílio é de R$ 700 para 30 horas semanais.
  • 1 vaga para alunos do 1º ao 8º semestre de administração/logística. Interessados devem residir em Presidente Prudente ou região. A bolsa-auxílio é de R$ 450 para 30 horas semanais.
  • 1 vaga para quem cursa do 1º ao 8º semestre de ciências contábeis, gestão comercial, administração. Interessados devem residir em Adamantina ou região. Remuneração é de R$ 500 para 30 horas semanais.
  • 1 vaga para estudantes do 1º ao 9º semestre de farmácia e que residam em Presidente Prudente ou região. A bolsa-auxílio é de R$ 600 para 30 horas semanais.

    Serviço

    O Ciee fica na Avenida Coronel José Soares Marcondes, nº 1.005, no Bairro do Bosque , em Presidente Prudente. Mais informações e vagas podem ser consultadas pela internet ou pelo telefone (18) 3222-0995.

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Com mais 91 óbitos e 1.351 casos da Covid-19, PE registra 1.925 mortes e 23.911 confirmações

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Segundo o boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde nesta quinta (21), estado tem 11.413 casos graves e 12.498 leves da doença causada pelo novo coronavírus.

Reprodução em 3D do modelo do novo coronavírus (Sars-CoV-2) — Foto: Reprodução/Visual Science

Pernambuco confirmou, nesta quinta-feira (21), mais 91 óbitos e 1.351 casos da Covid-19. Com isso, o estado passou a contar com 1.925 mortes e 23.911 confirmações dessa doença causada pelo novo coronavírus. Esses registros abrangem o período desde março, no início da pandemia, até a data citada.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), os novos pacientes correspondem a 395 casos que se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 956 como leves. No acumulado, o estado contabilizou 11.413 quadros clínicos graves e 12.498 leves.

Os detalhes epidemiológicos das novas confirmações de mortes e casos da Covid-19 em Pernambuco, como municípios onde ocorreram e faixas etárias e comorbidades das vítimas, serão repassados pelo governo estadual à noite.

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Coronavírus vai a 5 milhões no mundo e a quase 300.000 no Brasil

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Várias cidades reforçam as medidas de isolamento social e alongam lockdown contra o avanço da covid-19

Coronavírus: Brasil caminha para superar nesta quinta (21) a marca de 300.000 casos de covid-19 (/)

O coronavírus segue avançando no mundo, e nas estatísticas. Segundo a universidade americana Johns Hopkins, o número de casos confirmados no mundo chegou nesta madrugada a 5 milhões.

Segundo a mesma instituição, o Brasil caminha para superar nesta quinta-feira (21) a marca de 300.000 casos de covid-19, e algumas das principais capitais do país reforçam as medidas de isolamento social para tentar conter o avanço do novo coronavírus. De acordo com o último balanço do Ministério da Saúde, o país tinha até ontem 291.579 casos confirmados da doença e 18.859 óbitos – pelo ritmo dos últimos dias, a marca de 20.000 mortes deve ser batida até amanhã.

No Ceará, o governador Camilo Santana anunciou ontem a prorrogação do decreto de isolamento social no estado, incluindo a manutenção do lockdown (bloqueio total) em Fortaleza, até 31 de maio. As medidas mais rígidas de isolamento entraram em vigor em 8 de maio e estavam previstas para terminar hoje. O governador disse haver sinais de estabilização dos casos de covid-19 no estado, mas que é preciso prorrogar o isolamento para confirmar se essa tendência se manterá nas próximas semanas.

Outra capital que adotou o lockdown até o fim deste mês é Recife. A medida entrou em vigor no dia 16 de maio e inclui mais quatro cidades da região metropolitana. A prefeitura da capital pernambucana colocou mais de 500 agentes nas ruas para fiscalizar o cumprimento da quarentena.

O Amapá foi o primeiro estado a decretar o lockdown em todo o território (são 16 municípios), desde a última terça-feira. A capital, Macapá, adotou também o rodízio de veículos. As medidas valem até 28 de maio. Anteontem, segundo dados da empresa de geolocalização Inloco, o Amapá se tornou o estado com maior índice de isolamento social no país, com 57,9%.

As primeiras capitais que adotaram o lockdown já traçam planos de flexibilização. São Luís, no Maranhão, implantou o bloqueio em 5 de maio e encerrou as medidas mais rígidas no dia 17. Ontem, o governador do estado, Flávio Dino, emitiu um decreto para a retomada gradual das atividades a partir de segunda-feira, com a reabertura de estabelecimentos comerciais familiares de pequeno porte.

No Pará, o lockdown na região metropolitana de Belém está em vigor desde 7 de maio. O governador Helder Barbalho disse ontem que não haverá extensão do bloqueio, que termina neste domingo.

Em São Paulo, na capital, começou o “feriadão” proposto pelo prefeito Bruno Covas, com a antecipação de Corpus Christi para ontem e do Dia da Consciência Negra para hoje, mais um ponto facultativo amanhã. Há também um projeto de lei do governador João Doria para antecipar o feriado estadual de 9 de julho (Dia da Revolução Constitucionalista) para a próxima segunda-feira. A expectativa é que a proposta seja votada hoje no plenário da Assembleia Legislativa.

A criação de um feriado prolongado é uma tentativa de aumentar a taxa de isolamento social no estado. Ontem, no primeiro dia do “feriadão”, a capital paulista praticamente não registrou trânsito, mas houve movimento intenso de pessoas nas ruas e muitas lojas abertas. Doria sinalizou que a decretação de um lockdown no estado é uma possibilidade cada vez mais real. Se a população não colaborar, afirmou, o governo irá colocar em prática “medidas mais rigorosas”.

 

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No 1º dia do feriadão, litoral de SP rejeita turistas, mas isolamento cai

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Apesar das barreiras nas estradas e do trânsito, houve queda no isolamento em Ubatuba, Caraguatatuba e São Sebastião

São Paulo: começou nesta quarta-feira (20) o megaferiado para conter o avanço do coronavírus (gustavofrazao/Thinkstock)

Mesmo com barreiras e até mandando turistas de volta para casa, houve queda no isolamento social do litoral de São Paulo no primeiro dia do feriadão. Apesar dos bloqueios montados pelas prefeituras, nesta quarta, primeiro dia da folga prolongada causada pela antecipação de feriados na capital, o número de visitantes foi considerado alto.

Houve queda no isolamento, por exemplo, em Ubatuba, (de 61% para 57%), Caraguatatuba (de 55% para 51%) e São Sebastião (de 63% para 61%), que restringiram a entrada de veículos.

Houve também congestionamentos, agravados pelas barreiras nos acessos. Em Santos, foram registrados 4 quilômetros de lentidão na Via Anchieta. Houve registros de filas de carros também em Ubatuba, São Sebastião e Caraguatatuba.

Moradores de São Sebastião fizeram sepulturas de areia e fincaram cruzes na Praia de Juquehy, numa advertência aos turistas para os riscos da pandemia. Em diversos pontos do município, associações de moradores ergueram barricadas de areia e blocos nos acessos às praias.

Dados divulgados nesta quarta pelo governo do Estado mostram um grande avanço do coronavírus nos municípios do interior e do litoral de São Paulo, superando o índice registrado na Grande São Paulo. A doença atingiu 484 cidades paulistas e em 223 houve mortes.

Na Baixada Santista, só no mês de maio, o número de casos aumentou 156%. Já o número de mortes teve aumento de 121%. Conforme o prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto (PSDB), depois de cada feriado o número de casos na região sobe 30%.

Um documento enviado na terça-feira pelo Consórcio Intermunicipal do Litoral Norte ao governo estadual pede ações de restrição ao tráfego em quatro rodovias – Tamoios, Rio-Santos Mogi-Bertioga e Oswaldo Cruz – sempre que houver antecipação de datas comemorativas na capital. Augusto observou que “mesmo com as barreiras sanitárias, com mais de 1 mil veículos abordados, a cidade está lotada”.

Moradores da região apoiam as barreiras. “Com a chegada de turistas neste momento, a gente tem receio de sobrecarga no sistema de saúde, não apenas pela covid-19, mas também pelo maior risco de acidentes de trânsito e brigas que resultam em hospitalização”, disse o cirurgião dentista Eduardo Gonsalves, de Praia Grande.

Muitos turistas que tentaram chegar às praias tiveram de voltar. A prefeitura de Santos informou que, até as 10 horas, 15 carros com turistas tinham sido obrigados a retornar às cidades de origem. Caraguatatuba também rejeitou turistas. Nas barreiras sanitárias, quem tinha febre recebia o encaminhamento para um posto de saúde.

Estado

Já a Secretaria de Transportes e Logística informou que as rodovias de acesso tiveram queda de 35,3% no fluxo, no primeiro dia do feriadão, em comparação com o mesmo dia normal da semana passada. Nesta quarta, desceram para o litoral, pelo Sistema Anchieta-Imigrantes, 31.905 carros, ante 49.294 da quarta-feira anterior.

Conforme a pasta, não estão previstos mais bloqueios nas rodovias e a restrição às praias cabe às prefeituras locais.

 

 

 

 

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